quarta-feira, 4 de julho de 2007

Prémio e Desafios!!!

Duplo prémio, atribuído pela Stôra e pela Bell a este cantinho!

"O Prémio "Blogue com grelos" premeia mulheres que, na sua escrita, para além de mostrarem uma preocupação pelo mundo à sua volta, ainda conseguem dar um pouco de si, dos seus sentires e com isso tornar mais leve a vida dos outros. Mulheres, mães, profissionais que espalham a palavra de uma forma emotiva e cativante. Que nos falam da guerra mas também do amor. A escrita no feminino, em toda a net lusófona tem que ser distinguida."

Obrigada pela distinção. Não sei se a mereço, mas mesmo assim Obrigada!


É a minha vez de premiar, e como devem imaginar não é nada fácil distinguir personalidades, pois cada uma vale por si. No entanto, para não fugir à regra, aqui ficam as minhas eleitas (correndo o eventual risco de já o terem sido):






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Mais um duplo desafio, proposto pelas anteriores bloguistas, Stôra e Bell!
Será que combinaram...?
E ainda pela Patrícia.

Desta vez cabe-me falar dos últimos 5 livros lidos.

Ler é dos meus passatempos preferidos, mas a falta de tempo por vezes impede-me de o realizar. Assim, a lista de livros lidos é menor do que a lista dos que pretendo ler. Além disso tenho uma mania no que respeita aos livros - quando recebo um livro devoro-o! Sim, não descanso enquanto não chegar à última página (então se são do género de suspense...). Passado algum tempo volto a pegar nesse livro e leio-o novamente. Desta vez mais calma, absorvendo cada página, cada emoção, descobrindo mil e um detalhes que anteriormente não tinha reparado. São manias, que se há-de fazer?

E assim, sem perder mais demoras, estes são os meus últimos 5 livros lidos:


Fortaleza Digital, Dan Brown - desde que descobri este autor devoro os livros dele. São realmente viciantes, não descansamos enquanto não chegamos à última página!

Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez - história impressionante de uma família um tanto ou quanto estranha.

O Código Stravinci, Toby Clements - uma paródia ao original Código Da Vinci, muito divertido!

As intermitências da morte, José Saramago - muitos não gostam, mas para mim é um dos autores preferidos, em especial pelo "Ensaio sobre a cegueira".

Escuta a minha voz, Susanna Tamaro - um livro que está um pouco em stand-by, à espera que eu continue a sua leitura.

E agora passo a leitura aos seguintes blogs:





domingo, 1 de julho de 2007

Semana do dizer bem!

Pela mão da Paideia surgiu a proposta de se dizer bem, durante esta semana (25 de Junho a 1 de Julho), de um aluno, de um colega, de uma iniciativa, enfim, dizer bem da educação. Achei de facto uma boa ideia e só por falta de tempo é que ainda não consegui postar o meu post (deixei mesmo para o último dia da campanha (tipicamente portuguesa!), mas penso que ainda vai a tempo!).

Esta onda de blogs de professores está a crescer, tem sido noticiado nos jornais, mas parece-me a mim que nos apontam o dedo, pois entendem os posts como queixas de uma classe, ou seja, não fazemos mais nada senão queixarmo-nos. Mas sabem, eu não me queixo, embora possa parecer a quem por aqui passa. Eu desabafo, eu mostro aquilo que sinto, aquilo que se passa no meu dia-a-dia. São situações reais, algumas boas, outras menos boas, mas que mostram como é o diário desta professora de olho azul.

Depois do esclarecimento, vamos então ao post concreto. Decidi falar de uma área não disciplinar – Área de Projecto. Pessoalmente não acho muita piada a esta área, e considero que tal como no 2º ciclo, também no 3º ciclo esta deveria ser leccionada por dois professores. Gerir projectos de vários grupos de trabalho, com solicitações constantes, em que, de acordo com o trabalho a ser desenvolvido, existem grupos que necessitam de pesquisar na net e outros não. Como posso eu dividir-me? Deixar metade da turma na sala sozinha e eu estar com a outra metade na sala de informática? Nem pensar!!! Mas enfim, não posso estar a criticar que este post é para dizer bem…

O início do ano na turma em que leccionei Área de Projecto (não é bem leccionar, mas a verdade é que não sei qual o melhor termo) foi um pouco complicado. A turma era muito grande, com alunos muito perturbadores, e com enormes dificuldades em perceber qual a ideia principal de Área de Projecto.

No meu ponto de vista, é necessário seleccionar um tema geral, sobre o qual a turma se irá debruçar e depois, de acordo com os grupos formados, seleccionarem vários sub-temas, terminando num produto final.

Pois, formar os grupos não foi fácil, escolher os temas ainda pior. Cada grupo apresentava uma proposta completamente diferente do grupo vizinho. Depois de muitas discussões, sem chegarmos a lado nenhum fiz uma proposta de trabalho – “Um dia de actividades com o Pré-Escolar”.

A ideia era simples. Cada grupo seleccionava um conjunto de jogos, adequados à idade destas crianças, preparava os materiais, e depois iríamos jogar com as crianças de um dos jardins-de-infância do agrupamento de escolas. A princípio ficaram um pouco renitentes, mas aceitaram a proposta e gradualmente foram ficando entusiasmados e bastante ansiosos por concretizarem o projecto.

Escolher o jardim-de-infância não foi difícil – o mais perto da nossa escola, para não implicar transporte e por coincidência aquele que a maior parte da turma tinha frequentado. No dia combinado lá fomos (com o apoio do pai do JP que se disponibilizou para levar e trazer de volta os materiais).

O feed-back daquelas crianças de 3,4 e 5 anos foi fantástico. Muito entusiasmo, muita alegria, muita brincadeira – pescaria, jogo dos sacos, peddy-paper, gincana, jogo das cadeiras – estes foram alguns. Quem ficou com pena foram os alunos do 1º Ciclo, para os quais não estavam destinadas as actividades, mas que puderam participar num jogo de futebol com os meus alunos.

A educadora de infância adorou e pediu para repetir mais vezes. De facto, as escolas estão agrupadas, mas falta esta ligação, este contacto entre os diferentes níveis, entre as diferentes escolas, promovendo assim a interdisciplinaridade. Se puder volto a repetir a experiência!

sábado, 30 de junho de 2007

De volta, mas ainda não recuperada!

Quem é professor, quem os tem na família ou convive com eles de perto, percebe que as duas últimas semanas de um período, e em especial se esse é o último, são deveras complicadas. Como diz uma das minhas colegas da secção ao lado (um dia explico o que isto quer dizer) é uma questão de sobrevivência!

Os testes acumulam-se em cima da secretária, fazemos noitadas para os conseguirmos corrigir e entregar.
São as notas/avaliações para pensar, ponderar, reflectir, pesar, enfim, propor as classificações que em alguns casos irão decidir o futuro dos nossos alunos. É preciso apresentá-las com 48 horas de antecedência para serem lançadas.
São ainda os relatórios de Área de Projecto, Estudo Acompanhado, Formação Cívica e aulas de apoio em geral.

Do outro lado está ainda o trabalho do Director de Turma! É preciso verificar as notas, tentar "adivinhar" quem estará em situação de retenção, ou em situação de dupla retenção (ou tripla) para chamar o Encarregado de Educação para dar o seu parecer. Cartas, avisos de recepção, registos, tudo feito em triplicado a multiplicar por 10 alunos!

É preciso abrir os registos de avaliação do 3º período, para cada aluno. Contabilizar as aulas dadas pelos colegas que ainda por cima se enganam a numerar as lições (e que temos de corrigir), contabilizar as aulas assistidas de acordo com as faltas, aceitar justificações de faltas quando os extractos já estão imprimidos, registar tudo isto nos registos de avaliação, por aluno, atempadamente, para os podermos entregar aos colegas que leccionam as respectivas áreas curriculares, para estes poderem preencher as “cruzes” antes da reunião (o que nem sempre acontece).

É preciso registar nos registos biográficos as faltas dos alunos ao longo do ano, verificar os contactos estabelecidos com os Encarregados de Educação para ir preparando os relatórios de retenção que têm de ser apresentados em Conselho Pedagógico. É preciso fotocopiar todo esse material para ir elaborando o dito relatório.

O Director de Turma tenta adiantar o máximo de trabalho possível para a reunião não demorar demasiado. É um erro, pois o que se verifica é que a maior parte do Conselho de Turma não está atento e lá temos de nos impor, fazer cara de mau, acabar com as conversas paralelas, dar um murro na mesa!
São propostas aquilo que ali apresentamos. É certo que cada um de nós pensou seriamente no trabalho desenvolvido pelo aluno e não acredito que a nota que cada professor apresentou seja proposta de ânimo leve. Eu acredito que é devidamente ponderada, mas isso não lhes dá o direito de se desligarem das suas obrigações. Os colegas disseram-me que a reunião correu bem (apesar de a minha direcção de turma ter sido a minha primeira reunião da semana)– cumpri o horário, as propostas de retenção/progressão foram bem justificadas, a ordem de trabalhos foi devidamente cumprida mas no fim senti uma agonia. Não me perguntem porquê, mas fiquei triste, desiludida, comigo, com os outros, com a falta de respeito…

O que ainda me revolta mais é a informação que vai saindo a conta-gotas – “neste Conselho de Turma preencheu-se este documento”; “no outro não se fez nada disso” – confusão, total confusão! Uns pedem umas coisas, outros dizem que não é necessário, uns fazem de um modo, outros de outro.
E eu? Que faz uma Directora de Turma que o é pela primeira vez? Ouve daqui e dali, tenta ver o que realmente é importante, confronta legislação, sente-se perdida, desorientada, mergulhada num mar de burocracia, pergunta a um colega, confronta outro – socorro! Onde está a uniformização de critérios? Porque partir do princípio que toda a gente sabe de tudo, sabe dos usos e costumes da escola? Bolas, eu sou nova por aqui! Além disso, mesmo quem está numa escola há muito tempo, acaba por se esquecer de certos detalhes de um ano para o outro.

No dia seguinte lá compareceram os pais. Uns concordaram, outros não, um não apareceu. Tudo foi anexado ao relatório – as avaliações, o parecer, o relatório analítico do Conselho de Turma, os planos de que o aluno foi alvo. A fase seguinte é com o Conselho Pedagógico. Depois logo se verá. Na 3ª feira são as matrículas…

A terminar a semana, a notícia de que o trabalho não fica por aqui. A DREN quer uma base de dados sobre os planos de recuperação, acompanhamento e desenvolvimento. Novamente é o Director de Turma que tem a tarefa de a preencher – por aluno, por disciplina, por competência a ser desenvolvida. Adivinha-se uma semana de luta renhida por um lugar no computador!

Quem me vê de volta ao ninho pergunta – “Já de férias?”. Quem dera! Não estão longe é certo, mas ainda falta muito a fazer: concluir o ano, preparar o próximo.

Não pensem por isso que os professores são aquela classe priveligiada que já está de férias. Quem passar pela frente de uma escola, durante o próximo mês não se admire de ver o parque de estacionamento completo. Afinal, ser professor não é só dar aulas!

domingo, 24 de junho de 2007

Em pausa, mas breve!

Agora que as aulas terminaram, as reuniões estão mesmo aí!

Já não é novidade para ninguém que a burocracia tem entupido os Conselhos de Turma.

Ora vejamos (e a ver se não falta nada):

- avaliação dos planos de recuperação;
- formulação dos planos de acompanhamento;
- relatórios de retenção ou progressão, para o caso dos bi-repetentes;
- avaliação das áreas curriculares não disciplinares;
- conclusão do Projecto Curricular de Turma;

Ah, sim, e "cantar" os níveis!

Por isso, meus amigos, desculpem-me se nos próximos tempos não vos visitar.

É que vou estar ocupada a:





Mas assim que este stress terminar eu irei visitar-vos a todos e responder aos desafios!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Em avaliação!

Estou em avaliação!
Bom, não sou eu, ainda não! Os concursos de titulares já se realizaram e não falta muito para o ser...

Também não é este blog, que ainda há pouco começou.

A avaliação diz respeito à escola, aos alunos, diz respeito ao final do ano lectivo que está mesmo à porta.

Esta última semana na escola não se prevê nada fácil - auto-avaliações; laboratório aberto à comunidade, actividades recreativo-culturais, reuniões de avaliação para preparar, em especial a minha!

Talvez tenha sido impressão minha, mas quer-me parecer que este período nem existiu. Foi um ar que se lhe deu e ups, já terminou.

Pode ter sido pequeno em tamanho, mas rico, para não dizer ríquissimo em actividades (ou melhor, dias sem aulas):

- visita de estudo do 8º ano;
- visita de estudo do 7º ano;
- 3 feriados;
- 2 dias de provas de aferição;
- 2 dias de exames nacionais;
- Dia Mundial da Criança;
- 4 dias de actividades recreativo-culturais.

Penso que não me esqueci de nada!

É certo que algumas das actividades listadas ainda se irão realizar, mas por isso mesmo são aulas a menos. O que para nós professores nos deixa aflitos no que respeita ao cumprimento de programas, mas que para os alunos é indiferente - de qualquer maneira já só pensam nas férias... (também eu!)

É ainda época de avaliações, dor de cabeça para os professores que se vêem perseguidos pelos alunos, chorando pela positiva, fazendo-nos crer que só nós os podemos salvar de uma retenção quase certa (e depois vai-se a ver e os dedos da mão não chegam para contar as negativas).

Há ainda aqueles alunos que pensam que pelo facto de conseguirem obter um nota positiva em todo o ano lhes garante a sua aprovação, o merecido 3! Ora, como diz a MJ " porque não realizam apenas esse teste durante o ano? Se ele vale pelos outros todos, basta realizar um!".

Do outro lado ficam os alunos que vêem o mundo desabar à sua frente apenas porque obtiveram uma negativa neste último teste.

Existe ainda um grupo de alunos que nos faz roer por dentro. Aqueles que no 3º período simplesmente tiram férias antecipadas. Literalmente é isso que acontece - faltam aos testes, não realizam nenhuma actividade das solicitadas pelo professor, perturbam a aula. Enfim, simplesmente desligam e nós, por mais que nos custe, somos obrigados a aceitar este comportamento e a avaliá-los de forma positiva, quando na realidade o que nos apetecia era castigá-los!

Ao contrário do que os nossos alunos pensam, as notas não são "dadas" de ânimo leve. Não são "dadas" em função de caras bonitas e engraxadelas. São devidamente ponderadas, tendo em consideração os critérios de avaliação definidos no início do ano e apresentados publicamente.

No caldeirão, qual bruxa da Branca de Neve, estão parâmetros cognitivos, afectivos e psicomotores, onde se inclui todo o trabalho desenvolvido durante as aulas, assiduidade, pontualidade, participação, cumprimento das tarefas, enfim...

O resultado será a nota merecida, não a nota desejada!

Este é o prémio dos alunos, o troféu entregue áqueles que durante o ano se esforçaram, lutaram por um bom trabalho, apesar das suas dificuldades. Porque este é o seu trabalho!

sábado, 9 de junho de 2007

Festa do Carneirinho

Outro dia na escola, em conversa com um colega, falava-se da festa do carneirinho.
É uma festa única, que se realiza em Penafiel, na véspera do feriado do Corpo de Deus.

Trata-se de uma festividade na qual os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico ofereciam um carneirinho ao respectivo professor. Hoje a tradição ainda se mantém, é motivo de orgulho, sendo organizado neste dia um desfile pelas ruas da cidade, terminando com a entrega da oferta aos professores.

Para saberem um pouco mais passem por aqui!

Achei muito curiosa esta tradição, num país que é repleto delas. Mas o que me admirou ainda mais foi o objectivo desta festa. Nos tempos que correm, em que o professor está tão mal visto, ainda há locais que enaltecem a figura do professor, que o respeitam, que lhe oferecem prendas e não estaladas, pontapés e palavrões.

Poderíamos pensar que se trata de uma trégua no ataque à sua figura, mas não quero pensar assim. Quero acreditar que esta tradição se mantém, não por obrigação, mas por se considerar que o professor é uma figura de respeito, que se preocupa, que tenta dar o seu melhor na formação dos homens e mulheres de amanhã.
Passem por aqui e vejam a reportagem da festa deste ano.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Desafio ao quadrado!

Desafio 1

Novamente apanhada na rede dos desafios, desta vez ao quadrado! E assim, respondendo ao desafio da Stôra, cá estou revelando (mais) um pouco de mim, na primeira pessoa:

Eu quero: ser feliz, de verdade!
Eu tenho: alguns amigos verdadeiros.
Eu acho: que tenho tido alguma sorte na vida.
Eu odeio: falsidade e desprezo.
Eu sinto: que ser professora é mesmo a minha vocação.
Eu escuto: vezes sem conta a mesma música, quando gosto mesmo dela.
Eu cheiro: ao meu perfume preferido, Burberry.
Eu imploro: quase nunca. Não tenho feitio para isso.
Eu procuro: o amor verdadeiro, a amizade sincera.
Eu arrependo-me: de não dizer o que sinto, na hora certa.
Eu amo: a vida, a minha família e a minha profissão.
Eu sinto dor: quando alguém me magoa (e não é fisicamente).
Eu sinto falta: de um carinho, de acordar pela manhã e sentir o cheiro do mar…
Eu importo-me: com quem me é próximo.
Eu sempre: fico corada quando alguém me dá um elogio (e às vezes, em situações banais, também).
Eu não fico: zangada com ninguém (pelo menos durante muito tempo).
Eu acredito: no valor da amizade.
Eu danço: só se for em sonhos…
Eu canto: em especial no carro (coitado do meu carro, aquilo que ele ouve...)
Eu choro: quando me sinto triste, magoada ou com uma boa gargalhada!
Eu falho: às vezes. Ninguém é perfeito!
Eu luto: por aquilo que considero justo, pelos meus objectivos, pelos meus ideais.
Eu escrevo: as minhas opiniões, os meus sentimentos, os meus olhares aqui neste espaço.
Eu ganho: quando me dou a quem precisa.
Eu perco: quando me dou a quem me magoa.
Eu confundo-me: a mim própria? Acho que não.
Eu estou: sempre disponível para ouvir, para dar o meu conselho, o meu ombro.
Eu fico feliz: quando me surpreendem agradavelmente. Adoro uma boa surpresa!
Eu tenho esperança: que as coisas na minha profissão melhorem.
Eu preciso: de férias, urgentemente.
Eu deveria: arranjar mais tempo para pôr a minha leitura em dia.
Eu sou: bem disposta, organizada, amiga sincera, tímida...
Eu não gosto: de pessoas que me apunhalam pelas costas.

O desafio é agora lançado a estes amigos:







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Desafio 2

Eu avisei que o desafio era ao quadrado (a Stôra não perdoa...) Por isso, aqui vos deixo o meu meme*

Diz-me e eu esquecerei.

Ensina-me e eu lembrar-me-ei.

Envolve-me e eu aprenderei.

(Prov Chinês)


E os próximos a responderem a este desafio são:








(*) Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou aos teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".


PS. Desculpem-me os visados se por acaso já foram "provocados" para estes desafios, anteriormente. Aos que não foram o desafio está lançado...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Dia Mundial da Criança

Um dia disseram-me que isto de haver dias especiais era um pouco caricato, uma vez que só havia dias dedicados às minorias - dia da mãe, dia do pai, dia da criança, dia da mulher... Não me lembro da pessoa que o disse, mas sei que não concordo inteiramente com a afirmação. Se existem pessoas especiais, pela função que representam, o nosso tributo deve ser-lhes dedicado através de um dia, também ele especial.

Este ano, pelo menos no nosso país, este dia ganhou um novo significado. Foram lembradas todas as crianças desaparecidas no nosso país. Nunca como agora se falou tanto neste assunto, por isso mesmo não vou dedicar este post a falar sobre o caso (que me perdoem os leitores, mas no meu ponto de vista, estamos numa fase de saturação devido, em grande parte, aos meios de comunicação social).

Mas ainda neste dia não podemos deixar no esquecimento as crianças que sofrem por causa de guerras, que são exploradas em termos de trabalho infantil, que passam fome, que sofrem...

Muitos dos que por aqui passam são professores, lidam diáriamente com crianças. É o nosso ofício. Todos temos histórias para contar, boas e más, que envolvem as nossas crianças. Deitamos as mãos à cabeça quando nos tiram do sério, quando conversam em vez de nos ouvir, quando brincam em vez de estudar, quando nos respondem em vez de acatar os nossos pedidos ou mesmo ordens. As crianças hoje em dia são diferentes. Já não há brincadeiras de rua (como eu tinha no meu tempo) porque o computador substitui os companheiros; já não há grupos de brincadeira porque os jogos são individuais, já não há discussão sem haver "troca de galhardetes" com pontapés, murros e palavrões obscenos. São as crianças de hoje.

Algumas apresentam este comportamento como forma de chamar a atenção, pela falta de atenção e de carinho que têm por parte da família; outras parecem ter a ruindade dentro de si, um mal que se não for tratado nestas idades pode agravar-se no futuro, podendo terminar em marginalidade; outras ainda não podem ser melhores por não terem o apoio, o modelo a quem se agarrarem. Neste grupo incluo o T., um menino da minha escola. Tem um olhar triste, anda sempre sujinho, tem dificuldades de aprendizagem. Contam que quando chegou à escola parecia um autêntico bicho do mato, até pela janela das salas saía. Hoje está um pouco melhor, mais meigo. Dizem que provém de uma família problemática. Pobreza! Mas hoje teve o seu dia, hoje a escola apresentou-se cheia de actividades dedicadas às crianças. Hoje divertiram-se, brincaram, hoje foram crianças! E os professores também!

As actividades de hoje incluíam a passagem pelo laboratório de Física e Química, onde realizavam uma pequena actividade experimental. Os pequenos ficavam deslumbrados pela sala (é um laboratório) e logo a primeira pergunta era se iriam fazer explodir aquilo tudo (ainda não percebi qual a razão que leva os alunos a pensarem que os cientistas destroem sempre os laboratórios). Os olhos daquelas crianças iluminavam-se quando, inexplicavelmente a água transparente ficava rosa carmim - "Oh, parece magia! Não pode ser! (**)

Somos crianças e ansiamos por ser adultos e quando o somos temos saudades do tempo em que brincávamos, em que não havia preocupações, canseiras e sentimos pena por não termos aproveitado da melhor maneira esse tempo. Por isso, a todos vós eu desejo:

Feliz Dia a todos os adultos que ainda têm uma criança dentro de si!

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(**)
A actividade realizada relaciona-se com o uso de indicadores para identificação de ácidos e bases. Para quem não conhecer, aqui fica a dita!
1. Num copo coloca-se água e adiciona-se uma gota de fenolftaleína.
2. Transfere-se a água para outro copo.
3. Como por magia a água torna-se rosa carmim.
O segredo: No segundo copo tinha-se colocado uma gota de hidróxido de sódio (também conhecido por soda cáustica) que é uma substância alcalina. A fenolftaleína, que é um indicador, muda de cor na presença de substâncias alcalinas, passando de transparente para rosa-carmim.

domingo, 27 de maio de 2007

Falta de Educação! Onde nos irá levar?

Na sexta-feira, numa aula...

O aluno entra e bate com a porta.
Professora: L. é maneira de fechar a porta?
Aluno: Oh, já está fechada.
Professora: Abre e fecha novamente.
O aluno abre a porta e volta a bater com ela.
Professora: Fecha novamente a porta.
Aluno: Mas está a brincar comigo ou quê? Você nem sequer é minha mãe!
Professora: Pois não. Se fosse já tinhas levado um valente estalo!

Pouca coisa me consegue tirar do sério. Não sou de ferver por tudo e por nada, mas se existe alguma coisa capaz disso é a falta de educação, em especial a falta de educação dos alunos.

Não sei se é um vírus, se é mesmo um mal que lhes afecta os genes, mas a impressão que tenho é que a falta de educação nas escolas tem crescido nos últimos tempos.

A minha tia tem sempre presente na lembrança, as palavras de um seu professor de História, que dizia que a educação de uma pessoa se vê, na maneira como ela esfolheia as páginas de um livro. Ora, se tormarmos em conta este aspecto, facilmente tiramos as conclusões sobre os nossos alunos.

Hoje em dia um professor está na escola com a dupla e árdua (e por vezes desesperante) tarefa de ensinar e EDUCAR, quando esta deveria ser uma tarefa exclusiva dos pais. Na verdade, é como se lutassemos contra a corrente, de um lado os professores que tentam transmitir alguma educação, na maneira como se entra na sala ou se sai, se bate à porta, se puxa uma cadeira, se trata o lixo e se mantém uma sala de aula limpa. Exemplos tão banais, mas que vemos alunos de 15-16 anos a serem incapazes de os cumprir. Do outro lado estão os pais, demasiado permissivos, demasiado benevolentes para determinadas situações que, parecendo banais aos seus olhos, são importantes no que respeita à formação do Homem de amanhã.

A situação em que os pais vivem, actualmente, é uma das desculpas. Enquanto que há uns anos atrás apenas o pai trabalhava fora de casa e a mãe se remetia a tarefas domésticas, hoje o pai e a mãe trabalham fora. Assim, pouca atenção podem delegar aos filhos, por cansaço, por falta de paciência, por isto e por aquilo e, infelizmente, o resultado está à vista... Mas é importante que os pais tomem consciência que os seus filhos precisam de atenção, precisam de ser chamados à atenção, precisam de momentos de carinho, mas também de momentos em que é preciso ralhar!

Apesar de tudo isto, é nosso dever tentar incutir nos nossos alunos alguma educação, é nosso dever tentar colmatar estas lacunas que apresentam, mesmo que com isso nos arrisquemos a termos o pai no dia seguinte na escola, apenas porque falamos um pouco mais alto com o seu filho ou porque lhe chamamos à atenção de uma forma mais dura, e a criança pode ficar traumatizada! Os alunos podem ficar revoltados connosco, podem pensar e dizer o que quiserem de nós, mas eu acredito que um dia ainda se irão dar conta da importância da Educação!

sábado, 19 de maio de 2007

Preciso de falar contigo!

"Ó C., preciso de falar contigo! Os teus meninos..."

e logo começo a pensar nas asneiras que eles terão feito desta vez, imaginando algo de grave que a Direcção de Turma tenha aprontado.

"Os meus meninos... Bem, eles não são meus ( e logo eu que nem filhos tenho), mas que fizeram eles desta vez?"

Versão1 - "Oh, não fizeram nada. Não estudam, não querem saber, não fazem o trabalho de casa, etc."

Versão 2 - "Só conversam, parecem uma selva, são muito barulhentos, não sei que fazer com eles!"

Tem sido isto diariamente. De cada vez que abro a porta da sala de professores logo um rol de queixas me cai em cima, às vezes sem tempo sequer de pousar o livro de ponto no sítio, e dou comigo a pensar "Mas que raio tenho eu a ver com isto?". E então dou por mim e já terminou o intervalo!

Eu sou a Directora de Turma, não sou mãe (embora às vezes pareça) e desculpem-me, mas cada professor é responsável, dentro da sala de aula, por chamar a atenção dos seus alunos, para lhes mostrar a importância do estudo, para lhes "pregar sermões" quando as tarefas pedidas não são cumpridas. Não sou eu que tenho essa responsabilidade, penso eu, mas eles têm essa autoridade, não é assim?

Eu própria lido diáriamente com a falta de estudo, de empenho e de trabalho das minhas turmas e não passo o tempo a queixar-me aos Directores de Turma. Sim, falamos do assunto, apontamos um ou outro aluno, mas muitas vezes em tom de conversa, sem contudo me dirigir ao Director de Turma em jeito de ameaça, como quem aponta as falhas na função, como quem acusa que se a turma não estuda e tem mais de 50% de negativas a culpa é minha.

No fundo eu acredito que não farão por mal, até estarão, na sua boa vontade, a transmitir informações ao Director de Turma no caso de este as querer ou tiver de passar aos Encarregados de Educação. Mas a sensação que tenho tido nos últimos tempos é a de se quererem descartar das suas responsabilidades, impondo-as ao Director de Turma. Então, e a sua responsabilidade na sala de aula? É seu dever comunicar ao Encarregado de Educação toda e qualquer situação envolvendo o educando. Afinal, para que servem das cadernetas dos alunos?

Sim, sou Directora de Turma, é certo. Sou responsável por um grupo de alunos, responsabilidade essa que envolve o contacto entre os professores e os Encarregados de Educação, que envolve chamar a atenção dos Encarregados de Educação quando os alunos não aparecem na escola há 2 semanas, que me obriga a controlar as faltas, fazer telefonemas, enviar cartas. Mas no meio disto tudo, continuo com as minhas turmas, com as aulas para preparar, com testes para corrigir, com trabalho que me obriga a fazer horas extras não remuneradas, a telefonar do meu telemóvel porque o Encarregado de Educação só chega a casa por volta das 19h e a essa hora a escola já está fechada.

O pior surge quando, para além de chamar à atenção os "meus meninos", tenho de chamar à atenção os "professores dos meus meninos", por não usarem a sua autoridade com eles ou por a porem em causa quando ameaçam que anulam o teste e não o fazem (voltam com a palavra atrás-1), quando ameaçam fazer uma participação disciplinar, quando garantem que já a entregaram ao DT e afinal não passa de uma forma de "assustar" os alunos (voltam com a palavra atrás-2) . No final, quem fica mal até sou eu que, apesar de terem uma participação disciplinar, não dei andamento ao processo. Não passam de bluff´s que põem em causa a autoridade do professor e a minha, pelo menos indirectamente. E depois um dia vem o lobo mau a sério e já ninguém acredita no pastor (sabem a história?).


Se todos vêm desatinar comigo, com quem desatino eu?

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Em destaque!

Primeiro uma nomeação, agora um destaque.

O meu cantinho está em destaque na Edição nº 297 do Correio da Educação, da ASA Editores, que podem consultar aqui.

É motivo para me sentir orgulhosa, embora não me passasse pela cabeça que, em apenas um fim de semana, o meu modesto blog fosse agraciado desta forma.

sábado, 12 de maio de 2007

Renovação


O tempo é de renovação, é a Primavera que dá o ar da sua graça!

As árvores vestem novas roupagens, os campos florescem de cor e alegria, os pássaros inundam os céus e invadem-nos com os seus chilreios.

Estamos no tempo da mudança, do renascimento, de abrir a janela e deixar que os raios de sol iluminem as nossas casas.

Estamos no tempo em que apetece sair, sentir os novos odores que invadem a natureza!

Até este cantinho se apresenta hoje de cara lavada, com novas cores, novo look. É tempo de renovação aqui também. Espero que gostem!

O sol convida a sair, mas a pilha de testes na secretária obriga a ficar...

E o nomeado é...

Fui surpreendida pela Professorinha!

Digo surpreendida porque não estava à espera que nomeassem este meu cantinho com o thinking blogger. Surpreendida, mas contente pelo prémio atribuído a este espaço, que tem crescido ao longo dos últimos meses, pela minha mão (embora o tempo às vezes seja escasso) e pela mão de todos os que aqui passam e deixam a sua marca.



E agora as minhas nomeações:






Muitos mais haveria a nomear, mas regras são regras... E estas ditam que os nomeados devem, eles também, nomear outros 5 blogs que os façam pensar.

domingo, 6 de maio de 2007

MÃE

Mother's Love by Kolongi

Há uma mulher que tem algo de Deus, pela imensidade do seu amor, e muito de Anjo pela incansável solicitude dos seus cuidados.

Uma mulher que sendo jovem tem a reflexão de uma anciã e na velhice trabalha com o vigor da juventude.

Uma mulher, que se é ignorante, descobre os segredos da vida com mais acerto que um sábio, e, se é instruída, se acomoda à simplicidade das crianças.

Uma mulher que sendo pobre, se satisfaz com a felicidade daqueles que ama e, sendo rica, daria com gosto o seu tesouro, para em seu coração não sofrer a ferida da ingratidão.

Uma mulher que, sendo vigorosa, treme com o gemido de um pequenino e, sendo débil, assume às vezes a bravura de um leão.

Uma mulher que, enquanto vive, não a sabemos estimar, porque a seu lado todas as dores se esquecem, mas, depois de morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para a ver de novo num só instante, para receber dela um só abraço, para escutar uma só palavra dos seus lábios.

Dessa mulher não me exijais o nome, se não quereis que cubra de lágrimas o vosso álbum, porque já a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem os vossos filhos, lede-lhes esta página, e eles, cobrindo de beijos a vossa face, vos dirão que um humilde peregrino, em paga da sumptuosa hospedagem recebida, deixou aqui, para vós e para eles, um esboço do retrato de sua Mãe.

Monsenhor Ramon Angel Iara (Bispo)


Feliz Dia da Mãe


domingo, 29 de abril de 2007

Visita de Estudo ou Passeio?!

Bom, depende! Depende da pessoa quem é dirigida a pergunta. Se é professor ou se é aluno (e neste grupo ouso incluir alguns Encarregados de Educação).

No espaço de duas semanas participei em duas visitas de estudo - 7º e 8º ano (e ainda bem que não lecciono 9º ano).

Contra as visitas de estudo? Não, não sou contra totalmente. Uma visita de estudo, se bem organizada, com objectivos bem definidos e devidamente enquadrada no ano de escolaridade dos alunos a quem se destina, pode até ser muito útil, pois além de proporcionar experiências educativas fora da sala de aula, são também um óptimo meio de consolidar alguns dos conteúdos leccionados e até despertar-lhes a curiosidade (se bem que às vezes penso que só a fazer o pino conseguimos despertar os alunos para alguma coisa).

Estas até são palavras bonitas, que ficam bem em qualquer relatório de uma visita de estudo, mas nem sempre expressam os resultados ou as emoções vividas pelos nossos alunos (ou pelo menos por parte deles). Infelizmente, os nosso alunos consideram as visitas de estudo um passeio, um dia sem aulas ou fora da escola. No final do dia confessam "Que seca!".

Para alguns professores as visitas também têm o mesmo significado, é um autêntico sacrifício e se puderem evitam mesmo participar nelas. Contudo, chegam ao cúmulo de se demitir das suas responsabilidades e uma vez na visita pouco ou nada se interessam pelos alunos que têm à sua responsabilidade (mas isso é outra história).

Apesar de tudo, ainda continuo a ver algumas vantagens nas visitas de estudo. A proximidade que se cria na relação com os alunos, talvez por se estar num ambiente fora de sala de aula, é maior, é uma relação mais próxima, mais íntima. E o mais surpreendente é descobrir que "fora de casa" os alunos que mais dor de cabeça nos dão, são aqueles que melhor se comportam!

A verdade é que para mim visitas de estudo significam grande preocupação. Preocupação em que tudo corra bem, em que nenhum garoto se perca, mas no final ainda se consegue aprender alguma coisa.

Bom, pelo menos os professores ainda aprendem alguma coisa, não sei se posso dizer o mesmo de alguns dos meus alunos...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Encarregados de Educação, Alunos e Avaliações

Ou Direcção de Turma, em geral!

No início da semana realizei a minha reunião com os Encarregados de Educação para entrega das avaliações.
Não sei se sou muito a favor de se entregarem as notas só no período seguinte. Surpreende-me que seja somente nesta reunião que os pais tenham conhecimento da avaliação dos seus educandos. Será que custa muito uma deslocação à escola para saber os resultados?
O que também me deixa surpreendida é o próprio interesse dos alunos, quando no primeiro dia de aulas, após a interrupção, nos questionam sobre a avaliação que realmente obtiveram. Bolas, eles realmente não se interessam por aquilo que fazem (ou deviam fazer)!
O panorama não é muito animador. Se fosse final de ano, 10 alunos ficariam novamente no 7º ano, por isso pensei que a reunião iria ser um pouco complicada, com pais a reclamar por notas ou a pressionar para o filho passar de ano. Eu sei lá, acho que imaginei um cenário negro. Exagero meu (como às vezes acontece)! Afinal, que poderia eu esperar de uns pais que ao longo do ano apenas comparecem na escola para recolher as avaliações, ou se foram convocados (e deste grupo, alguns nem sempre respondem à convocatória).
Apareceram, imaginem, 10 pais! Sim, 10 (dez) pais, de uma turma de 27 alunos! E está bom de ver, os que apareceram nem sequer eram os pais dos alunos de risco. Bem pelo contrário, apareceram exactamente os pais dos alunos que pouca ou nenhuma preocupação dão ao Conselho de Turma, mas que dão importância ao estudo dos seus educandos, que exigem deles estudo, trabalho, que estão atentos, que esperam um futuro para os seus filhos.

O 3º período já se iniciou há mais de uma semana e os alunos continuam na mesma, sem qualquer interesse por melhorarem. Talvez por que não acreditem em milagres, talvez por que estão completamente desinteressados, talvez por que ainda não acordaram para a realidade.

Será que irão abrir os olhos a tempo?

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Se eu fosse...

Os desafios andam por aí, e às vezes somos apanhados por eles. Foi o meu caso, que me vi apanhada pela rede que lançou a Maarisa.



Se eu fosse uma hora do dia, seria qualquer uma da parte manhã (para mim o dia começa cedo).

Se eu fosse um astro, seria uma estrela (astros que nos orientam).

Se eu fosse uma direcção, seria o Norte ( talvez porque seja onde vivo).

Se eu fosse um móvel, seria um sofá (com uma mantinha, enroscadinha, a ver um bom filme).

Se eu fosse um líquido, seria água (bem precioso que não devemos desperdiçar).

Se eu fosse um pecado, seria gula (se fossem dois, juntaria a preguiça - às vezes é difícil vencê-la).

Se eu fosse uma pedra, seria um grão de areia (sozinho não vale nada, mas muitos fazem uma bela praia).

Se eu fosse uma árvore, seria uma laranjeira (cheia de flores).

Se eu fosse uma fruta, seria morangos (mas qualquer uma é boa).

Se eu fosse uma flor, seria uma margarida (simples).

Se eu fosse um clima, seria ameno (nem quente, nem frio, simplesmente agradável).

Se eu fosse um instrumento musical, seria um flauta transversal (um som melodioso).

Se eu fosse um elemento, seria fogo (também eu aqueço, por vezes).

Se eu fosse uma cor, seria azul (como o céu, como os meus olhos, como este blog).

Se eu fosse um animal, seria um cavalo (elegante e soberano).

Se eu fosse um som, seria o som do mar (que bate na rocha e que nos acalma o espírito).

Se eu fosse música, seria uma música calma e romântica (que nos relaxa e nos faz sentir bem).

Se eu fosse estilo musical, seria uma mistura de vários (os gostos são variados).

Se eu fosse um sentimento, seria amizade (sentimento que mais admiro e mais preservo).

Se eu fosse um livro, seria "Há sempre um amanhã", de Pearl S. Buck (uma história marcante).

Se eu fosse uma comida, seria Bacalhau com Natas (adoro! e costuma sair-me bem).

Se eu fosse um lugar, seria um campo imenso, relvado, com muitas árvores (um autêntico paraíso).

Se eu fosse um gosto, seria doce (novamente o pecado da gula).

Se eu fosse um cheiro, seria o cheiro da terra molhada (como quando começam a cair as primeiras gotas da chuva).

Se eu fosse uma palavra, seria amo-te! (dita com verdadeiro sentimento).

Se eu fosse um verbo, seria sorrir (exercício que mais músculos envolve).

Se eu fosse um objecto, seria algo útil (imprescindível na vida).

Se eu fosse peça de roupa, seria um casaco (que nos aconchega quando temos frio).

Se eu fosse parte do corpo, seria uma boca (para poder sorrir).

Se eu fosse expressão facial, seria sorridente (e não há duas sem três).

Se eu fosse personagem de desenho animado, seria o Shrek (um sentido de humor genial).

Se eu fosse filme, seria "O Clube dos Poetas Mortos" (o meu filme preferido).

Se eu fosse forma, seria redonda (já sou ...).

Se eu fosse número, seria o doze (o meu número no 7º ano).

Se eu fosse estação, seria o Outono (adoro ver as árvores nos seus tons castanhos, dourados).

Se eu fosse uma frase, seria “Carpe Diem" (porque é assim que deve ser a nossa vida).

E agora a rede é lançada a ti, sim a ti que acabastes de ler este texto. Acredita que não é fácil, mas no fim vale a pena.

Além de outros te conhecerem melhor, também tu ficas com uma perspectiva diferente da tua pessoa, por responderes a "coisas" que talvez nunca tivesses pensado.

Fico à espera!

domingo, 8 de abril de 2007

Páscoa - Festa da Ressurreição

Que a luz de Cristo Ressuscitado invada o teu coração,
para o iluminar e fazer brilhar no mundo em que vivemos.
Aleluia!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Dias Especiais

Há dias especiais!

Dias em que acordamos e vemos o Sol a sorrir, a chuva a saudar-nos, o vento que nos abraça, um pássaro que canta e uma flor que se abre, só para nós, um presente que espera ansiosamente ser aberto!

Há dias em que mesmo sendo “crescidos”, nos tornamos pequeninos outra vez.

Há dias assim, dias especiais, dias de festa, e hoje é um deles!


segunda-feira, 2 de abril de 2007

Feliz Páscoa


Receita para uma Páscoa em grande

Uma boa dose de amêndoas;

Muitos ovos de chocolate;

Muitos amigos para partilhar;

E como toque final,

Uma boa disposição constante!

quinta-feira, 29 de março de 2007

Balanço de final de período

Finalmente em interrupção lectiva, a tal que eu referi no post anterior como MERECIDA!
E acreditem que é, depois desta semana intensa (e intensiva de reuniões).

Eu já o disse por aqui e volto a repetir - Detesto a época de avaliações! Horas e horas a ponderar, a reflectir sobre o trabalho desenvolvido e a nota merecida. E quando já pensamos que temos tudo pensado, voltamos a "pegar" nos apontamentos e reflectimos melhor se aquela é realmente a nota merecida.

Depois são os colegas, sim, porque eles também têm de merecer referência, uns pela positiva, outros pela negativa.

Há colegas que, não sendo Directores de Turma, vão para as reuniões com ar de quem já está de férias e o que querem é despachar aquilo o mais depressa possível;

Há colegas que, não fazendo devidamente o seu TDC (entenda-se Trabalho de Casa), estão nas reuniões cheios de dúvidas acerca dos níveis a atribuir e atrasam a reunião;

Há colegas, que não sendo Directores de Turma e tendo feito o TDC, logo não têm nada mais que fazer, estão nas reuniões a comentar cada um dos garotos mencionados com histórias que em nada os beneficia (ou prejudica);

Há colegas (como eu), que sendo Directores de Turma (como eu), andam em stress com medo de não ter tudo preparado (como eu), com medo de que algo corra mal (como eu)...

Para a reunião levei o máximo de trabalho adiantado, para que não se prolongasse demasiado. A reunião fluiu naturalmente, os assuntos foram tratados, a burocracia devidamente preenchida, embora as conversas paralelas existissem, sendo necessário de vez em quando chamar a atenção de determinados colegas. O P. (fica aqui a merecida e prometida referência) foi novamente o sacrificado do computador a registar os níveis nos registos de avaliação (tarefa na qual já está perito :) fazendo-a em todas as reuniões em que participa) e logo na segunda-feira consegui entregar e verificar todo o material. Uf, que alívio!

As reuniões prolongaram-se até quarta-feira e da parte da tarde ainda tivemos "direito" a uma reunião geral de Agrupamento, incluindo funcionários. Um auditório completo, um assunto sério, uma semana em cheio!

Mas sabem, fica-se triste, quando após um período de trabalho (em especial dos professores) não se verificam grandes melhorias nas notas dos garotos, bem pelo contrário, alguns ainda conseguem fazer pior. Fico triste com a situação, mas tenho consciência que fiz a minha parte e não depende só da minha vontade, nem de um Conselho de Turma. Se eles não se aplicarem não há milagres!

De volta a casa, ao ninho, resta-me aproveitar estes dias de pausa para recuperar forças, preparar o próximo período e encher a barriga de amêndoas, em especial as de chocolate branco. Adoro!

sábado, 17 de março de 2007

A interrupção MERECIDA está à espreita...


Se espreitarmos com muita atenção, muita mesmo, já conseguimos ver lá ao fundo a merecida interrupção lectiva.

Merecida para todos, digo eu, depois de 3 meses de trabalho, reuniões, burocracias, testes e trabalhos corrigidos e outras coisas menos felizes (como agressões a alguns colegas nossos).
Mas a semana, melhor, as semanas que aí se aproximam são de intenso trabalho para todos nós. Já me estou a imaginar: notas para "dar" até 5ª feira, novos registos de avaliação, reunião de Conselho de Turma para preparar, enfim... O tempo não estica, bem pelo contrário, parece que está a encolher.

E contra tudo isto, já repararam como os dias nos convidam a sair, a apanhar este ar primaveril, a receber o abraço caloroso do sol que nos envolve?

Já repararam?

Então não o desperdicem e retirem uma hora do tempo que a escola nos preenche e apreciem esta Primavera que resolveu aparecer mais cedo. Vão até à praia e sintam o seu odor. De certeza que quando regressarem a casa o trabalho fluirá de maneira diferente, pois as pilhas foram renovadas!


sexta-feira, 9 de março de 2007

É anedota, não é?

Situação 1:

Estamos em Setembro, perante uma turma de 25 alunos do 7º ano de escolaridade. A professora apresenta-se e apresenta a disciplina de Ciências Físico-Químicas, a qual é nova para estes alunos. Depois de um pouco de diálogo:

Professora: E se possível faremos uma visita de estudo à Lua.

Timidamente um aluno ao fundo da sala levanta a mão:

Aluno: Não sei se a minha mãe me deixa ir. Tenho de pedir autorização.

Situação 2:

Numa outra turma, na mesma escola, numa aula de apresentação idêntica à anterior.

Professora: Tinha pensado fazer uma visita de estudo à Lua, mas o Conselho Executivo não autorizou.

Coro de alunos em protesto uníssono: É sempre a mesma coisa, o Conselho Executivo nunca nos deixa fazer nada...

Situação 3:

Escola diferente, aula do 8º ano sobre ondas sonoras e frequência.

Aluno A: Ó professora eu tenho um rádio que só apanha estações de rádio espanholas e apenas uma portuguesa.

Professora: Isso é porque o rádio foi comprado emEspanha.

Aluno A: Sim, foi comprado em Badajoz. Olha, não tinha pensado nisso.

Aluno B: Isso é a sério?

Professora: Claro.

Aluno B: Então o meu cunhado comprou um leitor de CD´s para o carro em Espanha…

Professora: Nesse caso as músicas que toca são espanholas.

Aluno B: Mesmo que sejam em inglês?

Professora: Claro. O leitor faz a tradução.

Aluno B: Que giro!

Nota ao leitor:

No final os alunos foram devidamente esclarecidos da situação.

Situação 4:

Numa aula experimental:

Aluno: Professora o protocolo diz para adicionar 2 espátulas de sal, mas nós só temos uma?!


ATENÇÃO: Não, isto não foi retirado de nenhum site da net, nem mesmo de nenhuma revista. Aconteceu de facto, em aulas minhas!

terça-feira, 6 de março de 2007

Já espancou um professor?

Bater em professores tornou-se o desporto favorito dos portugueses. Só no ano passado, segundo dados do Observatório de Segurança Escolar, houve 390 agressões a professores, o que, tendo em conta que o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas, dá a luzida média de dois por dia. Por outro lado, a Linha SOS Professor anunciou que 40% dos docentes que a contactaram desde Setembro foram vítimas de agressões por parte de alunos e encarregados de educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues está, pois, de parabéns por vários motivos não só foi ela a da ideia, inaugurando o seu memorável mandato a "bater" nos professores, acusando-os de todas as desgraças da Educação em Portugal, como o facto de os professores espancados acabarem, na maior parte dos casos, no hospital permitirá excluí-los de progressão na carreira, já que em boa hora se lembrou de pôr as faltas por doença a contar para a avaliação da sua assiduidade. A ministra promete agora "restituir" a autoridade às escolas. Pode imaginar-se o que isso quer dizer através do exemplo de autoridade já dado pelo CE da Escola EB 2+3 de Maceda (Ovar), que, no caso de uma professora pontapeada, mordida e ferida no couro cabeludo pela mãe de um aluno decidiu pôr um processo disciplinar à professora.

sábado, 3 de março de 2007

Assunto? Direcção de Turma, claro!

Falam, falam, falam, falam e não dizem nada. Fico chateada, com certeza que fico chateada!

Tive a reunião intercalar da minha direcção de turma esta semana. Os assuntos a abordar não seriam demorados, mas bolas, uma pessoa fica chateada quando 2 dias antes nos perguntam “Não vai demorar muito, pois não?”, “Tu despachas aquilo rápido, não é?”, e vai-se a ver são esses próprios que mais atraso provocam a discutir aquilo que o professor de Tecnológica costuma chamar baixinho de “discussão sobre o sexo dos anjos”.

Toda a gente está farta de reuniões, eu sei, eu também estou. Ainda para mais porque sendo Directora de Turma me vejo atolada em burocracias e papéis que nunca mais acabam – planos de recuperação para um lado, planos de acompanhamento para outro. E afinal, esses planos servirão para alguma coisa?

O que eu sei é que na minha turma não se verificaram melhorias, bem pelo contrário. Mas que posso eu fazer? Eu não sou mãe deles e vendo bem as coisas, se nem os próprios pais se preocupam, o que se pode esperar destes miúdos?

Desde que o ano começou que não tinha tido “queixa” da direcção de turma que me atribuíram. Repararam no tempo verbal? Pois, não tinha, porque nestes últimos dois meses tem sido demais. Talvez seja melhor fazer uma lista (e mesmo assim corro o risco de me escapar alguma coisa):

- faltas a aulas de substituição, com a consequente queixa de uma professora da turma ao Conselho Executivo, e nenhuma palavra à Directora de Turma;

- alunos que faltam 3 dias seguidos e que escondem dos pais estas faltas, que me mentem e até falsificam as justificações;

- pais que são chamados à escola, encolhem os ombros e me dizem “Que posso eu fazer? Para o ano não o deixo vir para a escola!”;

- pais que não demonstram qualquer interesse pelo aproveitamento do aluno, ao ponto de nem saberem quantas eram as negativas que o educando teve no 1º período e que dizem ao filho “ não assino mais nenhum teste negativo”, como se isso fosse um castigo que levasse esse aluno a obter um aproveitamento satisfatório;

- pais ou parentes próximos (penso que era tio) que dão palpites sobre a forma como se ensina na escola, como se fosse possível estar sentado ao lado de um aluno, a explicar enunciados, numa turma de 28!

- alunos que começam a revelar um comportamento mais irrequieto e até mesmo perturbador na sala de aula, a ponto de um deles receber uma falta disciplinar (segundo o próprio, foram essas as palavras da professora), da qual eu ainda não tomei conhecimento;

- alunos que faltam dias seguidos, supostamente por doença, e que não apresentam qualquer justificação por parte do encarregado de educação. “Oh senhora professora, eu tenho-me esquecido de lhe assinar a caderneta”;

- alunos que têm desentendimentos durante um jogo de futebol em Educação Física, típico destas idades, mas que levam o professor a fazer queixa directamente no Conselho Executivo. Por coincidência, eu estava na escola e soube do assunto, mas será que alguém me iria comunicar alguma coisa?

Porque será que tenho a sensação que sou a última a saber dos acontecimentos. Se sou a Directora de Turma, não devia o processo passar por mim, e eu depois o encaminharia ao Conselho Executivo?

Às vezes sinto-me actriz, melhor, mestre de disfarces (e eu nem aprecio o Carnaval) – ora sou mãe, ora polícia, ora advogada de acusação, ora advogada de defesa, secretária da burocracia, enfim quando arranjarei tempo para fazer aquilo que sei, ser professora?

Afinal, qual é o meu papel nisto tudo?

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Uma questão de tempo


Toda a nossa vida gira em função do tempo - de um dia de 24 horas, de 12 meses distribuídos ao longo de um ano, de anos e anos que compõem a nossa vida.
Na profissão de um professor, o tempo assume uma importância ainda maior. O ano de um professor começa quase no final do ano de um cidadão comum. É tempo de planificar, prever o tempo que se demorará a falar deste ou daquele assunto, de quanto tempo se dedica à avaliação dos conhecimentos, do tempo em que perdemos a explicar uma e outra vez a alunos que parecem não estar presentes na sala (pelo menos em espírito).
O tempo vai passando e damos conta que estamos mais atrasados nesta turma ou mais adiantados naquela. E assim alteramos ou reformulamos a planificação. No fundo, estamos sempre a fazê-lo...
O tempo vai passando e são os testes que surgem para corrigir. E quando pensávamos que poderíamos descansar um pouco, logo chega a segunda ronda de fichas para elaborar e/ou corrigir.
Toda a nossa vida é guiada em função do tempo - tempo para dedicar à família, tempo para dedicar aos amigos, tempo para dedicar à profissão, tempo para dedicarmos a nós próprios. E às vezes, parece que o tempo não chega para tudo e no entanto temos a sensação de andar sempre a correr para conseguir fazer tudo o que estava previsto.
Dizem que o dia tem 24 horas. Às vezes duvido, acreditam? Ainda ontem era Sábado e já amanhã é Segunda-feira. Quase não tive tempo de desfazer o saco que transporta as minhas coisas nestas viagens de fim de semana, que mais parecem visitas relâmpago... Estamos a fazer algo e logo o nosso pensamento planifica a próxima actividade ou até mesmo as seguintes.
Talvez o tempo seja o factor que mais influencia o stress, esta corrida que caracteriza o ser humano e que não o deixa parar e apreciar as coisas boas da vida - a família, os amigos, a Natureza em geral. Talvez a culpa seja nossa que deixamos que o tempo tome conta de nós. Talvez, mas o que a mim me parece é que o tempo parece voar. Já repararam que estamos a um mês deste período terminar? E para o final do ano? Nem vale a pena pensar...


Talvez o melhor conselho seja mesmo aproveitar o nosso tempo, da melhor maneira possível, não esquecendo de dar valor às coisas realmente importantes da nossa vida.


A propósito destas reflexões sobre o tempo deixo-vos este link, que há pouco tempo recebi por mail. Divirtam-se...


domingo, 18 de fevereiro de 2007

Direcção de Turma

Já não é novidade para aqueles que têm o hábito de por aqui passar do Cargo (com maiúscula para parecer importante) que este ano me saiu - sou Directora de Turma!

A turma é de 7º ano, de 27 alunos e um desconhecido. É um aluno que nunca apareceu e nunca ninguém passou pela escola para esclarecer a sua situação. A desvantagem desta turma é que, se estivessemos em avaliação, eu já não poderia esperar uma boa nota devido a este abandono (Bolas, lá se foram os 25 mil euros do prémio de desempenho!).
Não é uma turma complicada no que fiz respeito a comportamento. Já no que toca ao aproveitamento, enfim, acho que deve ser do vírus que por aí passa e os contagia a todos - estudar não é com eles. Em relação aos Encarregados de Educação não tenho nada a apontar. Ou melhor, noto um certo desinteresse pelos seus educandos. Não me procuram, não querem informações. Ou os filhos contam tudo em casa, ou então... quando o filho reprovar no final do ano talvez se perguntem porquê. Não será um pouco tarde?

Como Directora de Turma sei que tenho alguns deveres, mas corrijam-me se estou enganada, eu penso que não sou a responsável pela falta de estudo da minha Direcção de Turma. No meu ponto de vista, cada professor, na sua aula, tem o dever de chamar a atenção aos alunos e de avisar os respectivos encarregados de educação do trabalho realizado. Gosto de ser informada, claro, mas não me parece que seja eu a responsável. Revolta-me que em cada intervalo se dirijam a mim para fazer estas queixas e com comentários do género: "Os teus meninos não estudam, estás tramada!".

Em contrapartida, em determinadas situações têm a capacidade de "saltar por cima" do Director de Turma. A última é, a meu ver, um pouco caricata. Talvez nunca tenha comentado por aqui, mas um grupo de alunos da minha Direcção de Turma não gosta de aulas de substituição (como eu os compreendo) e simplesmente não comparecem nessas aulas. Os Encarregados de Educação estão informados de todas as faltas que estes alunos têm nas várias disciplinas em que o professor se ausentou e, aparentemente, não demonstram nenhuma preocupação. Ora, há algumas semanas atrás uma professora desta turma resolveu fazer queixa ao Conselho Executivo destas ausências. Como consequência o Presidente, que nessa mesma hora se dirigiu à turma, ameaçou-os com um dia de suspensão por cada 5 faltas (para terem uma ideia a professora substituta de Matemática, que também lecciona Estudo Acompanhado e Área de Projecto, demorou 3 semanas a ser colocada)! Ninguém me disse nada, ninguém me pediu satisfações, ninguém me chamou a atenção para o facto, nem colega, nem presidente. Sei o que aconteceu pela boca dos meus alunos que apenas comentaram (eles não são de fazer queixas). Por sorte (ou azar, pois gostava de saber onde isto iria dar) ainda mais nenhum professor faltou. O que eu sei é que neste momento a minha turma é considerada uma turma muito "jeitosa"! E outras situações, bem mais graves que se passam nesta escola continuam impunes...

Em mãos tenho uma preocupação relacionada com 2 alunos que têm faltado muitas vezes. Nem eu, nem os pais, estamos a conseguir resolver a situação. Eles não dizem o que se passa, mas parece-me que o caso é grave. Espero estar enganada!


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Estamos em interrupção lectiva e de certeza que bem merecida para todos nós, que até há bem pouco tempo andávamos atulhados em testes!
Gozem bem esta pausa, porque "A vida são 2 dias e o Carnaval 3"!
Não sei se será impressão minha, mas quer-me parecer a mim que este período está a passar muito depressa, já para não falar do ano lectivo...
Pessoalmente não gosto muito do Carnaval, mas a todos quantos anseiam por esta época espero que se divirtam! Aproveitem!


sábado, 10 de fevereiro de 2007

A autoridade e o respeito (ou falta dele) na escola

Autoridade

sem ela o homem não pode existir e,
contudo, é coisa que traz consigo tanto de erro como de verdade.

Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

Fala-se em autoridade e no peso que ela tem ou deveria ter na escola.
Há alguns anos o professor era entendido como a autoridade máxima, que todos respeitavam e veneravam pela sua figura - a do educador/formador. A palavra do professor era lei e era com orgulho que o povo, na sua humildade, oferecia ao senhor professor frutos do seu trabalho.

Os anos passaram e não sei como (um Katrina, talvez) passou pela Educação e essa figura do professor já não existe, ou pelo menos a sua figura de autoridade. Os tempos são outros, é verdade. O professor não pode sequer levantar a voz ao aluno, que logo chega o seu encarregado de educação a querer tirar satisfações, porque o menino até pode ficar traumatizado.

É certo que nesses anos passados a autoridade por vezes caía no exagero e a violência era demasiada, num local que se queria de aprendizagem. Mas hoje também se pode falar no exagero que existe de falta de autoridade e de falta de respeito.
Os nossos alunos são caracterizados por uma falta de respeito, por um ar de arrogância que os faz ter a "resposta na ponta da língua" sempre que um professor o chama à atenção. E então surgem os casos de violência, que algumas "almas inocentes" querem fazer crer que são casos únicos, isolados.
O professor tenta por todos os meios que legalmente tem à sua disposição fazer valer a sua autoridade, dentro e fora da sala de aula, mas por vezes, autoridades superiores parecem querer diminuir essa autoridade do professor. Há turmas complicadas em termos de comportamento e atitudes. No fundo, quem é que ainda não se cruzou com alguns alunos ditos "complicados"? Por isso é importante punir quem não respeita, quer colegas, quer superiores. E em certas situações não o deixar ficar impune, correndo o perigo de abrir precedentes.

Esta situação aconteceu esta semana. Estes foram os factos que se contaram.
Uma aluna foi chamada à atenção por uma funcionária sobre o facto de se estar a fazer acompanhar por um rapaz não pertencente à escola, logo sem autorização para estar dentro da escola. A aluna parece que não gostou e começou a agredir a dita funcionária, quer verbal quer fisicamente. Uma outra funcionária (por sinal, com um pouco mais de idade) apercebeu-se e foi separá-las, acabando por também ela ser agredida da mesma forma. Ficou de rastos a senhora, até metia dó (é talvez a funcionária mais simpática e prestável de toda a escola). Ninguém na sala de professores se apercebeu, ninguém viu nada. A aluna em causa parece ser do 6º ano. Mas o problema é que parece que o Conselho Executivo, que entretanto soube da ocorrência, se vai limitar a fazer uma mera repreensão. Não me parece correcto, pois no meu ponto de vista o caso é sério e a medida a aplicar deveria ser severa. Pode ser que tenha sido um mero boato, pode ser que eles pensem melhor no caso, mas se tal não acontecer onde fica aqui a autoridade da escola, dos professores e dos funcionários, perante um caso evidente de falta de respeito e falta de educação? Não poderá ser este o rastilho que todos receiam? Não quero ser alarmista, mas pelas histórias que se vão ouvindo é caso para nos pormos a pensar...

Mas a violência também existe entre eles próprios. Há uns posts atrás falava no clima que se vivia na minha escola, fruto de desavenças entre os alunos da escola básica e os da escola secundária. Falava-se num rastilho de pólvora, prestes a incendiar. Algumas semanas se passaram e logo outra situação se sucedeu. Um dia, na parte da tarde, cerca de 20 alunos de uma escola de uma freguesia vizinha apresentaram-se, armados de bastões, vidros e sabe-se lá mais o quê, para um ajuste de contas. A situação foi controlada, mas a preocupação permanece pois não se sabe quando se voltará a repetir.

Como prevenção a escola resolveu contactar a GNR, pois sendo uma autoridade, sempre poderia garantir alguma segurança nas imediações da escola. A resposta foi clara: provavelmente estão a exagerar um pouco a situação, e isso não passa de brincadeiras de garotos. Pois, e assim a escola permanece sem qualquer segurança, quer para os alunos, quer para o pessoal docente e não docente!

domingo, 4 de fevereiro de 2007

A Escola e a Publicidade

Aluno: "Ó professora sabia que uma vaca tem 4 estômagos?"


Aluno: "E que as vacas conseguem subir escadas, mas não conseguem descer?"


Aluno: "E sabe como se diz vaca em latim?"


Professora: "Estás muito atento à televisão. E quanto à matéria? Qual a diferença entre massa e peso?"


Aluno: "..."



Andamos nós dia após dia a tentar "meter" alguns conceitos na cabeça dos garotos. Afinal basta uma simples publicidade e logo eles aprendem o texto todo! Até pensei em disfarçar-me...



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A época é de trabalho, não é difícil de adivinhar - TESTES! Assim, que os papéis "desaparecerem" de cima da secretária faço uma visita aos vossos cantinhos.
A todos uma boa semana!

sábado, 27 de janeiro de 2007

Pensamento da Semana

Às vezes andamos mais desanimados, mais tristes, mais cansados. Mas acabamos por desabafar e então parece que ficamos mais leves.

A vida de professor em Portugal não está fácil, eu sei, vocês sabem. Mas a verdade é que não adianta desanimar. Nessas alturas pensemos numa coisa: O que nos move? Por que razão somos professores?

A resposta a estas (e outras perguntas) de certeza que nos ajudam a encarar o dia de outra forma, com um outro olhar... E sabem, no fundo (mas muito lá no fundo) em cada dia conseguimos encontrar uma criança, um aluno, que nos ajuda a perceber estas razões e que justifica a nossa profissão - através de um olhar, de um comentário, de uma aprendizagem que foi conseguida, através do nosso trabalho. E na certa este motivo chega para não desanimar e para acreditar que o outro dia será diferente. Sabem sou professora e a verdade é que não sei ser outra coisa (e no fundo também não sei se quero ser outra coisa).



Transmite entusiasmo aos teus alunos,
motivando-os para aprender,
para viver - levando-os a empenhar-se
no estudo e na vida.
Os teus alunos - e tu - ficarão muito mais ricos.
in A Arte de Ensinar

sábado, 20 de janeiro de 2007

No fim do arco-íris...

Às vezes penso que esta profissão é muito ingrata. Damos o que temos e o que não temos e nada recebemos em troca. Não estou a falar de aumento do ordenado, nem de uma colocação melhor, mas às vezes uma palavra de apoio ou o recebimento de uma manifestação de apreço por aquilo que fazemos. Na verdade estamos a formar os homens e mulheres de amanhã e não há ninguém que o reconheça!


Este post é resultado de uma reflexão pessoal sobre os posts que a Professorinha (colega bloguista) tem publicado no seu cantinho. A desilusão é notória a quem por lá passe, mas não é única (infelizmente) porque no fundo todos acabamos por a sentir. Esforçamo-nos por desenvolver aulas motivadoras para o estudo, por utilizar as últimas "novidades" do campo da pedagogia, associadas às últimas tecnologias. Tentamos tornar as nossas aulas modernas e na prática os nossos alunos não ligam a mínima para esse esforço.


No início de carreira, lembro-me de ouvir dizer que aquelas ideias todas e a vontade de trabalhar iam desaparecendo com o tempo, que no fundo, isso era fruto da idade, e da novidade de ter acabado o curso. Na altura pensava que não, que essas atitudes estavam com a pessoa e que dependia dela não as perder. Hoje sei bem que não é assim. Eu ainda tenho essas atitudes, essa vontade de inovar, e trabalho com colegas que também as têm, mas de facto os nossos alunos não se interessam por uma aula diferente, por uma metodologia de trabalho que fuja da rotina. Hoje os nossos alunos não querem trabalhar, não querem fazer o mínimo esforço e é natural que fiquemos desanimados, desiludidos.


No outro dia, em conversa na escola, falava-se da utilização de projectores na sala de aula e aulas em power point, tecnologia que parece estar em franco desenvolvimento, havendo algumas escolas que já estão a apostar neste campo. Alguns colegas confessavam que não viam interesse nisso, não por eles não se interessarem, mas pelo facto dos alunos não o apreciarem. E infelizmente é verdade. Devido ao carácter prático da minha disciplina, tento fazer várias actividades experimentais, que tentam, ou motivar para o estudo, ou comprovar a teoria. Mas de ano para ano noto que nem isso os motiva. Fazem a actividade mas não sabem concretamente o que estão a fazer (apesar de eu ler com eles o protocolo e explicar-lhes ao pormenor em que consiste). Simplesmente a escola não lhes diz nada. A juntar a isto tudo está a má educação que parece ser crescente nos nossos alunos, a resposta sempre pronta na ponta da língua, a falta de respeito pelo trabalho desnvolvido. Enfim... Parece que em vez de melhorar, está a piorar.

Ainda não perdi a esperança, e apesar de por vezes me sentir desanimada no fim de uma aula, ainda mantenho a esperança que com a próxima turma seja diferente. Ou então, no próximo ano... Ser positiva acima de tudo (mas até quando?).


A lenda conta que no fim do arco-íris encontramos um pote de moedas de ouro. Não, não é isso que eu procuro. O que eu desejo mesmo é encontrar uma escola onde um professor seja valorizado pelo seu trabalho, onde os alunos se interessem por aprender e até mesmo por ensinar, onde haja respeito por todos. Dizem que é difícil encontrar o fim do arco-íris, quem sabe não tenho sorte?! Alguém me quer acompanhar?


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Finalmente foi publicado e parece que entra hoje em vigor!


Lutamos, gritamos, manifestamos, mas parece que ninguém nos ouviu. O ensino não anda bem em Portugal, e a culpa pelos vistos é dos professores. Até pode ser, porque na vida há sempre um justo que paga pelo pecador ( e bem sabemos que existem colegas menos correctos). Mas antes de nos levantarem o dedo e nos acusarem, ponham-se na nossa pele, visitem as nossas escolas e passem um dia ao nosso lado, com as turmas com que diariamente temos de lidar. E depois sim, depois acusem-nos de sermos malandros, de não termos competência para ensinar. Mas não nos acusem sem saberem o que é estar diante de 30 garotos que a única coisa em que pensam é divertir-se, falar ao telemóvel, brincar com os colegas e que nos dizem que não estão para nos aturar, porque aquilo que temos para lhes dizer não lhes interessa nada. Sabem uma coisa, cada vez é mais difícil ser Professor neste país...

sábado, 13 de janeiro de 2007

Uma semana nada fácil...

Mais uma semana de aulas que chegou ao fim, finalmente...

Esta não foi uma semana fácil. A minha escola parece um barril de pólvora, prestes a explodir. O clima é estranho e agrava-se ao final do dia. Tudo por causa de conflitos de miúdos (e graúdos), entre a escola básica e a secundária, que se traduziram em ajustes de contas. Na segunda feira, a escola foi invadida literalmente por alunos da secundária. Ninguém percebeu como foi possivel entrarem na escola, mas a verdade é que há uma falha em termos de segurança na hora de saída. Conclusão, nos dias seguintes a GNR esteve a "patrulhar" a zona.

Sente-se um clima de instabilidade. Os miúdos das duas escolas apanham o mesmo transporte por isso podem imaginar... E depois basta andarem 2 à luta para logo se juntarem mais meia dúzia. Ontem (6ª feira) foi o susto - 20 garotos da escola secundária voltam a "atacar" e novamente a GNR foi chamada a intervir. A insegurança é de tal ordem que os professores que saem às 18h30 (hora a que terminam as aulas) esperam sempre 15 a 20 minutos antes de irem embora.

Pelo que dizem os colegas mais antigos, nos anos anteriores não era assim. A situação está a ficar complicada e ninguém sabe onde isto irá parar. Já há quem compare esta escola com as do Porto. Pessoalmente, espero que não atinja esse limite, mas confesso que nos meus anos de serviço este é o primeiro em que utilizo mais vezes a caderneta dos alunos para enviar mensagens aos Encarregados de Educação. Só ontem numa aula foram 4 (!!). Ou são os miúdos que são diferentes (e para pior) ou sou eu que já estou a perder a paciência (ou serão as duas razões).

Mas a semana não termina por aqui. A minha sexta feira termina com a área curricular "Área de Projecto". Não sei se já o disse, mas esta é uma área que eu não gosto muito de trabalhar. Por azar (talvez) a turma à minha responsabilidade é aquela que eu considero a mais problemática, das minhas 5. Só ontem foram cerca de 90 minutos para formar novos grupos de trabalho pois não estavam a conseguir entenderem-se (quase que se matavam). Depois é a própria ideia de área de projecto, pois eles pensam que podem fazer o trabalho que querem, mesmo que o tema de um grupo não tenha nada a ver com o outro. Desculpem-me que eu posso estar enganada, mas no meu ponto de vista esse não é o verdadeiro objecto desta área curricular. A ideia é definir um tema de um projecto, que será igual na turma, e depois cada grupo irá desenvolver um sub-tema relacionado com o tema definido. E perceberem isto...?

Sabem, depois de uma semana destas sabe bem o descanso no ninho! Por isso, aproveitem este fim-de-semana da melhor maneira possível.

Quanto a mim, vou descansar as ideias em frente ao mar...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

De volta à normalidade (ou quase)!

Depois dos enfeites, das festas, dos presentes e dos doces (muitos doces!) é tempo de voltar à normalidade, à rotina do quotidiano, das viagens, das aulas... Enfim, Regresso às Aulas - Parte II!

A primeira semana foi curta (oh, como era bom se fosse sempre assim...) mas também não se podia pedir muito, depois dos dias de festas que estivemos a viver. Até os miúdos estavam "adormecidos" - que pena não estarem sempre assim!

Assim, esta será a primeira semana de trabalho, em pleno, de 2007.

E logo a abrir a reunião para entrega das avaliações. Foi rápida (não sei se fui rápida demais), mas a verdade é que eu não tinha muito a dizer (e os pais também não quiseram perguntar nada). Por isso, limitei-me a informar os pais presentes (apareceram 17 em 27 alunos) do aproveitamento e comportamento da turma, chamando a atenção para a "fiscalização" das cadernetas (sim, porque eles são uns peritos na arte de "esconder" a caderneta).

Será que me escapou alguma coisa? Não me deram nenhumas indicações e não sendo uma turma com problemas (graças a Deus, que eu sou novata) não tinha muito mais a dizer.

No final só ficaram os pais dos alunos com Planos de Recuperação (para os assinarem e perceberem para que servem) e terminei a reunião. Será que realmente não me escapou nada?

E lá estamos de regresso ao trabalho, com aulitas para preparar (sim, férias são férias e estas foram-no na verdadeira acepção da palavra (pelo menos no que diz respeito a férias de escola)).


Bom regresso ao trabalho!!!!


P.S. Só por curiosidade. Na rádio estão a dizer que hoje é dia de "Limpar a Secretária". Há dias para tudo, enfim...

Receita para um Ano Feliz

Tome 12 meses completos.

Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.

Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.

Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:

- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho

Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção, e uma boa medida de humor.

Coloque tudo num recipiente de amor.

Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.

Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.


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