Um dia disseram-me que isto de haver dias especiais era um pouco caricato, uma vez que só havia dias dedicados às minorias - dia da mãe, dia do pai, dia da criança, dia da mulher... Não me lembro da pessoa que o disse, mas sei que não concordo inteiramente com a afirmação. Se existem pessoas especiais, pela função que representam, o nosso tributo deve ser-lhes dedicado através de um dia, também ele especial.
Este ano, pelo menos no nosso país, este dia ganhou um novo significado. Foram lembradas todas as crianças desaparecidas no nosso país. Nunca como agora se falou tanto neste assunto, por isso mesmo não vou dedicar este post a falar sobre o caso (que me perdoem os leitores, mas no meu ponto de vista, estamos numa fase de saturação devido, em grande parte, aos meios de comunicação social).
Mas ainda neste dia não podemos deixar no esquecimento as crianças que sofrem por causa de guerras, que são exploradas em termos de trabalho infantil, que passam fome, que sofrem...
Muitos dos que por aqui passam são professores, lidam diáriamente com crianças. É o nosso ofício. Todos temos histórias para contar, boas e más, que envolvem as nossas crianças. Deitamos as mãos à cabeça quando nos tiram do sério, quando conversam em vez de nos ouvir, quando brincam em vez de estudar, quando nos respondem em vez de acatar os nossos pedidos ou mesmo ordens. As crianças hoje em dia são diferentes. Já não há brincadeiras de rua (como eu tinha no meu tempo) porque o computador substitui os companheiros; já não há grupos de brincadeira porque os jogos são individuais, já não há discussão sem haver "troca de galhardetes" com pontapés, murros e palavrões obscenos. São as crianças de hoje.
Algumas apresentam este comportamento como forma de chamar a atenção, pela falta de atenção e de carinho que têm por parte da família; outras parecem ter a ruindade dentro de si, um mal que se não for tratado nestas idades pode agravar-se no futuro, podendo terminar em marginalidade; outras ainda não podem ser melhores por não terem o apoio, o modelo a quem se agarrarem. Neste grupo incluo o T., um menino da minha escola. Tem um olhar triste, anda sempre sujinho, tem dificuldades de aprendizagem. Contam que quando chegou à escola parecia um autêntico bicho do mato, até pela janela das salas saía. Hoje está um pouco melhor, mais meigo. Dizem que provém de uma família problemática. Pobreza! Mas hoje teve o seu dia, hoje a escola apresentou-se cheia de actividades dedicadas às crianças. Hoje divertiram-se, brincaram, hoje foram crianças! E os professores também!
As actividades de hoje incluíam a passagem pelo laboratório de Física e Química, onde realizavam uma pequena actividade experimental. Os pequenos ficavam deslumbrados pela sala (é um laboratório) e logo a primeira pergunta era se iriam fazer explodir aquilo tudo (ainda não percebi qual a razão que leva os alunos a pensarem que os cientistas destroem sempre os laboratórios). Os olhos daquelas crianças iluminavam-se quando, inexplicavelmente a água transparente ficava rosa carmim - "Oh, parece magia! Não pode ser! (**)
Somos crianças e ansiamos por ser adultos e quando o somos temos saudades do tempo em que brincávamos, em que não havia preocupações, canseiras e sentimos pena por não termos aproveitado da melhor maneira esse tempo. Por isso, a todos vós eu desejo:
Feliz Dia a todos os adultos que ainda têm uma criança dentro de si!
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A actividade realizada relaciona-se com o uso de indicadores para identificação de ácidos e bases. Para quem não conhecer, aqui fica a dita!
1. Num copo coloca-se água e adiciona-se uma gota de fenolftaleína.
2. Transfere-se a água para outro copo.
3. Como por magia a água torna-se rosa carmim.
O segredo: No segundo copo tinha-se colocado uma gota de hidróxido de sódio (também conhecido por soda cáustica) que é uma substância alcalina. A fenolftaleína, que é um indicador, muda de cor na presença de substâncias alcalinas, passando de transparente para rosa-carmim.