sábado, 9 de junho de 2007

Festa do Carneirinho

Outro dia na escola, em conversa com um colega, falava-se da festa do carneirinho.
É uma festa única, que se realiza em Penafiel, na véspera do feriado do Corpo de Deus.

Trata-se de uma festividade na qual os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico ofereciam um carneirinho ao respectivo professor. Hoje a tradição ainda se mantém, é motivo de orgulho, sendo organizado neste dia um desfile pelas ruas da cidade, terminando com a entrega da oferta aos professores.

Para saberem um pouco mais passem por aqui!

Achei muito curiosa esta tradição, num país que é repleto delas. Mas o que me admirou ainda mais foi o objectivo desta festa. Nos tempos que correm, em que o professor está tão mal visto, ainda há locais que enaltecem a figura do professor, que o respeitam, que lhe oferecem prendas e não estaladas, pontapés e palavrões.

Poderíamos pensar que se trata de uma trégua no ataque à sua figura, mas não quero pensar assim. Quero acreditar que esta tradição se mantém, não por obrigação, mas por se considerar que o professor é uma figura de respeito, que se preocupa, que tenta dar o seu melhor na formação dos homens e mulheres de amanhã.
Passem por aqui e vejam a reportagem da festa deste ano.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Desafio ao quadrado!

Desafio 1

Novamente apanhada na rede dos desafios, desta vez ao quadrado! E assim, respondendo ao desafio da Stôra, cá estou revelando (mais) um pouco de mim, na primeira pessoa:

Eu quero: ser feliz, de verdade!
Eu tenho: alguns amigos verdadeiros.
Eu acho: que tenho tido alguma sorte na vida.
Eu odeio: falsidade e desprezo.
Eu sinto: que ser professora é mesmo a minha vocação.
Eu escuto: vezes sem conta a mesma música, quando gosto mesmo dela.
Eu cheiro: ao meu perfume preferido, Burberry.
Eu imploro: quase nunca. Não tenho feitio para isso.
Eu procuro: o amor verdadeiro, a amizade sincera.
Eu arrependo-me: de não dizer o que sinto, na hora certa.
Eu amo: a vida, a minha família e a minha profissão.
Eu sinto dor: quando alguém me magoa (e não é fisicamente).
Eu sinto falta: de um carinho, de acordar pela manhã e sentir o cheiro do mar…
Eu importo-me: com quem me é próximo.
Eu sempre: fico corada quando alguém me dá um elogio (e às vezes, em situações banais, também).
Eu não fico: zangada com ninguém (pelo menos durante muito tempo).
Eu acredito: no valor da amizade.
Eu danço: só se for em sonhos…
Eu canto: em especial no carro (coitado do meu carro, aquilo que ele ouve...)
Eu choro: quando me sinto triste, magoada ou com uma boa gargalhada!
Eu falho: às vezes. Ninguém é perfeito!
Eu luto: por aquilo que considero justo, pelos meus objectivos, pelos meus ideais.
Eu escrevo: as minhas opiniões, os meus sentimentos, os meus olhares aqui neste espaço.
Eu ganho: quando me dou a quem precisa.
Eu perco: quando me dou a quem me magoa.
Eu confundo-me: a mim própria? Acho que não.
Eu estou: sempre disponível para ouvir, para dar o meu conselho, o meu ombro.
Eu fico feliz: quando me surpreendem agradavelmente. Adoro uma boa surpresa!
Eu tenho esperança: que as coisas na minha profissão melhorem.
Eu preciso: de férias, urgentemente.
Eu deveria: arranjar mais tempo para pôr a minha leitura em dia.
Eu sou: bem disposta, organizada, amiga sincera, tímida...
Eu não gosto: de pessoas que me apunhalam pelas costas.

O desafio é agora lançado a estes amigos:







____________________________________________


Desafio 2

Eu avisei que o desafio era ao quadrado (a Stôra não perdoa...) Por isso, aqui vos deixo o meu meme*

Diz-me e eu esquecerei.

Ensina-me e eu lembrar-me-ei.

Envolve-me e eu aprenderei.

(Prov Chinês)


E os próximos a responderem a este desafio são:








(*) Um "meme" é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou aos teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".


PS. Desculpem-me os visados se por acaso já foram "provocados" para estes desafios, anteriormente. Aos que não foram o desafio está lançado...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Dia Mundial da Criança

Um dia disseram-me que isto de haver dias especiais era um pouco caricato, uma vez que só havia dias dedicados às minorias - dia da mãe, dia do pai, dia da criança, dia da mulher... Não me lembro da pessoa que o disse, mas sei que não concordo inteiramente com a afirmação. Se existem pessoas especiais, pela função que representam, o nosso tributo deve ser-lhes dedicado através de um dia, também ele especial.

Este ano, pelo menos no nosso país, este dia ganhou um novo significado. Foram lembradas todas as crianças desaparecidas no nosso país. Nunca como agora se falou tanto neste assunto, por isso mesmo não vou dedicar este post a falar sobre o caso (que me perdoem os leitores, mas no meu ponto de vista, estamos numa fase de saturação devido, em grande parte, aos meios de comunicação social).

Mas ainda neste dia não podemos deixar no esquecimento as crianças que sofrem por causa de guerras, que são exploradas em termos de trabalho infantil, que passam fome, que sofrem...

Muitos dos que por aqui passam são professores, lidam diáriamente com crianças. É o nosso ofício. Todos temos histórias para contar, boas e más, que envolvem as nossas crianças. Deitamos as mãos à cabeça quando nos tiram do sério, quando conversam em vez de nos ouvir, quando brincam em vez de estudar, quando nos respondem em vez de acatar os nossos pedidos ou mesmo ordens. As crianças hoje em dia são diferentes. Já não há brincadeiras de rua (como eu tinha no meu tempo) porque o computador substitui os companheiros; já não há grupos de brincadeira porque os jogos são individuais, já não há discussão sem haver "troca de galhardetes" com pontapés, murros e palavrões obscenos. São as crianças de hoje.

Algumas apresentam este comportamento como forma de chamar a atenção, pela falta de atenção e de carinho que têm por parte da família; outras parecem ter a ruindade dentro de si, um mal que se não for tratado nestas idades pode agravar-se no futuro, podendo terminar em marginalidade; outras ainda não podem ser melhores por não terem o apoio, o modelo a quem se agarrarem. Neste grupo incluo o T., um menino da minha escola. Tem um olhar triste, anda sempre sujinho, tem dificuldades de aprendizagem. Contam que quando chegou à escola parecia um autêntico bicho do mato, até pela janela das salas saía. Hoje está um pouco melhor, mais meigo. Dizem que provém de uma família problemática. Pobreza! Mas hoje teve o seu dia, hoje a escola apresentou-se cheia de actividades dedicadas às crianças. Hoje divertiram-se, brincaram, hoje foram crianças! E os professores também!

As actividades de hoje incluíam a passagem pelo laboratório de Física e Química, onde realizavam uma pequena actividade experimental. Os pequenos ficavam deslumbrados pela sala (é um laboratório) e logo a primeira pergunta era se iriam fazer explodir aquilo tudo (ainda não percebi qual a razão que leva os alunos a pensarem que os cientistas destroem sempre os laboratórios). Os olhos daquelas crianças iluminavam-se quando, inexplicavelmente a água transparente ficava rosa carmim - "Oh, parece magia! Não pode ser! (**)

Somos crianças e ansiamos por ser adultos e quando o somos temos saudades do tempo em que brincávamos, em que não havia preocupações, canseiras e sentimos pena por não termos aproveitado da melhor maneira esse tempo. Por isso, a todos vós eu desejo:

Feliz Dia a todos os adultos que ainda têm uma criança dentro de si!

________________________________________
(**)
A actividade realizada relaciona-se com o uso de indicadores para identificação de ácidos e bases. Para quem não conhecer, aqui fica a dita!
1. Num copo coloca-se água e adiciona-se uma gota de fenolftaleína.
2. Transfere-se a água para outro copo.
3. Como por magia a água torna-se rosa carmim.
O segredo: No segundo copo tinha-se colocado uma gota de hidróxido de sódio (também conhecido por soda cáustica) que é uma substância alcalina. A fenolftaleína, que é um indicador, muda de cor na presença de substâncias alcalinas, passando de transparente para rosa-carmim.

domingo, 27 de maio de 2007

Falta de Educação! Onde nos irá levar?

Na sexta-feira, numa aula...

O aluno entra e bate com a porta.
Professora: L. é maneira de fechar a porta?
Aluno: Oh, já está fechada.
Professora: Abre e fecha novamente.
O aluno abre a porta e volta a bater com ela.
Professora: Fecha novamente a porta.
Aluno: Mas está a brincar comigo ou quê? Você nem sequer é minha mãe!
Professora: Pois não. Se fosse já tinhas levado um valente estalo!

Pouca coisa me consegue tirar do sério. Não sou de ferver por tudo e por nada, mas se existe alguma coisa capaz disso é a falta de educação, em especial a falta de educação dos alunos.

Não sei se é um vírus, se é mesmo um mal que lhes afecta os genes, mas a impressão que tenho é que a falta de educação nas escolas tem crescido nos últimos tempos.

A minha tia tem sempre presente na lembrança, as palavras de um seu professor de História, que dizia que a educação de uma pessoa se vê, na maneira como ela esfolheia as páginas de um livro. Ora, se tormarmos em conta este aspecto, facilmente tiramos as conclusões sobre os nossos alunos.

Hoje em dia um professor está na escola com a dupla e árdua (e por vezes desesperante) tarefa de ensinar e EDUCAR, quando esta deveria ser uma tarefa exclusiva dos pais. Na verdade, é como se lutassemos contra a corrente, de um lado os professores que tentam transmitir alguma educação, na maneira como se entra na sala ou se sai, se bate à porta, se puxa uma cadeira, se trata o lixo e se mantém uma sala de aula limpa. Exemplos tão banais, mas que vemos alunos de 15-16 anos a serem incapazes de os cumprir. Do outro lado estão os pais, demasiado permissivos, demasiado benevolentes para determinadas situações que, parecendo banais aos seus olhos, são importantes no que respeita à formação do Homem de amanhã.

A situação em que os pais vivem, actualmente, é uma das desculpas. Enquanto que há uns anos atrás apenas o pai trabalhava fora de casa e a mãe se remetia a tarefas domésticas, hoje o pai e a mãe trabalham fora. Assim, pouca atenção podem delegar aos filhos, por cansaço, por falta de paciência, por isto e por aquilo e, infelizmente, o resultado está à vista... Mas é importante que os pais tomem consciência que os seus filhos precisam de atenção, precisam de ser chamados à atenção, precisam de momentos de carinho, mas também de momentos em que é preciso ralhar!

Apesar de tudo isto, é nosso dever tentar incutir nos nossos alunos alguma educação, é nosso dever tentar colmatar estas lacunas que apresentam, mesmo que com isso nos arrisquemos a termos o pai no dia seguinte na escola, apenas porque falamos um pouco mais alto com o seu filho ou porque lhe chamamos à atenção de uma forma mais dura, e a criança pode ficar traumatizada! Os alunos podem ficar revoltados connosco, podem pensar e dizer o que quiserem de nós, mas eu acredito que um dia ainda se irão dar conta da importância da Educação!

sábado, 19 de maio de 2007

Preciso de falar contigo!

"Ó C., preciso de falar contigo! Os teus meninos..."

e logo começo a pensar nas asneiras que eles terão feito desta vez, imaginando algo de grave que a Direcção de Turma tenha aprontado.

"Os meus meninos... Bem, eles não são meus ( e logo eu que nem filhos tenho), mas que fizeram eles desta vez?"

Versão1 - "Oh, não fizeram nada. Não estudam, não querem saber, não fazem o trabalho de casa, etc."

Versão 2 - "Só conversam, parecem uma selva, são muito barulhentos, não sei que fazer com eles!"

Tem sido isto diariamente. De cada vez que abro a porta da sala de professores logo um rol de queixas me cai em cima, às vezes sem tempo sequer de pousar o livro de ponto no sítio, e dou comigo a pensar "Mas que raio tenho eu a ver com isto?". E então dou por mim e já terminou o intervalo!

Eu sou a Directora de Turma, não sou mãe (embora às vezes pareça) e desculpem-me, mas cada professor é responsável, dentro da sala de aula, por chamar a atenção dos seus alunos, para lhes mostrar a importância do estudo, para lhes "pregar sermões" quando as tarefas pedidas não são cumpridas. Não sou eu que tenho essa responsabilidade, penso eu, mas eles têm essa autoridade, não é assim?

Eu própria lido diáriamente com a falta de estudo, de empenho e de trabalho das minhas turmas e não passo o tempo a queixar-me aos Directores de Turma. Sim, falamos do assunto, apontamos um ou outro aluno, mas muitas vezes em tom de conversa, sem contudo me dirigir ao Director de Turma em jeito de ameaça, como quem aponta as falhas na função, como quem acusa que se a turma não estuda e tem mais de 50% de negativas a culpa é minha.

No fundo eu acredito que não farão por mal, até estarão, na sua boa vontade, a transmitir informações ao Director de Turma no caso de este as querer ou tiver de passar aos Encarregados de Educação. Mas a sensação que tenho tido nos últimos tempos é a de se quererem descartar das suas responsabilidades, impondo-as ao Director de Turma. Então, e a sua responsabilidade na sala de aula? É seu dever comunicar ao Encarregado de Educação toda e qualquer situação envolvendo o educando. Afinal, para que servem das cadernetas dos alunos?

Sim, sou Directora de Turma, é certo. Sou responsável por um grupo de alunos, responsabilidade essa que envolve o contacto entre os professores e os Encarregados de Educação, que envolve chamar a atenção dos Encarregados de Educação quando os alunos não aparecem na escola há 2 semanas, que me obriga a controlar as faltas, fazer telefonemas, enviar cartas. Mas no meio disto tudo, continuo com as minhas turmas, com as aulas para preparar, com testes para corrigir, com trabalho que me obriga a fazer horas extras não remuneradas, a telefonar do meu telemóvel porque o Encarregado de Educação só chega a casa por volta das 19h e a essa hora a escola já está fechada.

O pior surge quando, para além de chamar à atenção os "meus meninos", tenho de chamar à atenção os "professores dos meus meninos", por não usarem a sua autoridade com eles ou por a porem em causa quando ameaçam que anulam o teste e não o fazem (voltam com a palavra atrás-1), quando ameaçam fazer uma participação disciplinar, quando garantem que já a entregaram ao DT e afinal não passa de uma forma de "assustar" os alunos (voltam com a palavra atrás-2) . No final, quem fica mal até sou eu que, apesar de terem uma participação disciplinar, não dei andamento ao processo. Não passam de bluff´s que põem em causa a autoridade do professor e a minha, pelo menos indirectamente. E depois um dia vem o lobo mau a sério e já ninguém acredita no pastor (sabem a história?).


Se todos vêm desatinar comigo, com quem desatino eu?

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Em destaque!

Primeiro uma nomeação, agora um destaque.

O meu cantinho está em destaque na Edição nº 297 do Correio da Educação, da ASA Editores, que podem consultar aqui.

É motivo para me sentir orgulhosa, embora não me passasse pela cabeça que, em apenas um fim de semana, o meu modesto blog fosse agraciado desta forma.

sábado, 12 de maio de 2007

Renovação


O tempo é de renovação, é a Primavera que dá o ar da sua graça!

As árvores vestem novas roupagens, os campos florescem de cor e alegria, os pássaros inundam os céus e invadem-nos com os seus chilreios.

Estamos no tempo da mudança, do renascimento, de abrir a janela e deixar que os raios de sol iluminem as nossas casas.

Estamos no tempo em que apetece sair, sentir os novos odores que invadem a natureza!

Até este cantinho se apresenta hoje de cara lavada, com novas cores, novo look. É tempo de renovação aqui também. Espero que gostem!

O sol convida a sair, mas a pilha de testes na secretária obriga a ficar...

E o nomeado é...

Fui surpreendida pela Professorinha!

Digo surpreendida porque não estava à espera que nomeassem este meu cantinho com o thinking blogger. Surpreendida, mas contente pelo prémio atribuído a este espaço, que tem crescido ao longo dos últimos meses, pela minha mão (embora o tempo às vezes seja escasso) e pela mão de todos os que aqui passam e deixam a sua marca.



E agora as minhas nomeações:






Muitos mais haveria a nomear, mas regras são regras... E estas ditam que os nomeados devem, eles também, nomear outros 5 blogs que os façam pensar.

domingo, 6 de maio de 2007

MÃE

Mother's Love by Kolongi

Há uma mulher que tem algo de Deus, pela imensidade do seu amor, e muito de Anjo pela incansável solicitude dos seus cuidados.

Uma mulher que sendo jovem tem a reflexão de uma anciã e na velhice trabalha com o vigor da juventude.

Uma mulher, que se é ignorante, descobre os segredos da vida com mais acerto que um sábio, e, se é instruída, se acomoda à simplicidade das crianças.

Uma mulher que sendo pobre, se satisfaz com a felicidade daqueles que ama e, sendo rica, daria com gosto o seu tesouro, para em seu coração não sofrer a ferida da ingratidão.

Uma mulher que, sendo vigorosa, treme com o gemido de um pequenino e, sendo débil, assume às vezes a bravura de um leão.

Uma mulher que, enquanto vive, não a sabemos estimar, porque a seu lado todas as dores se esquecem, mas, depois de morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para a ver de novo num só instante, para receber dela um só abraço, para escutar uma só palavra dos seus lábios.

Dessa mulher não me exijais o nome, se não quereis que cubra de lágrimas o vosso álbum, porque já a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem os vossos filhos, lede-lhes esta página, e eles, cobrindo de beijos a vossa face, vos dirão que um humilde peregrino, em paga da sumptuosa hospedagem recebida, deixou aqui, para vós e para eles, um esboço do retrato de sua Mãe.

Monsenhor Ramon Angel Iara (Bispo)


Feliz Dia da Mãe


domingo, 29 de abril de 2007

Visita de Estudo ou Passeio?!

Bom, depende! Depende da pessoa quem é dirigida a pergunta. Se é professor ou se é aluno (e neste grupo ouso incluir alguns Encarregados de Educação).

No espaço de duas semanas participei em duas visitas de estudo - 7º e 8º ano (e ainda bem que não lecciono 9º ano).

Contra as visitas de estudo? Não, não sou contra totalmente. Uma visita de estudo, se bem organizada, com objectivos bem definidos e devidamente enquadrada no ano de escolaridade dos alunos a quem se destina, pode até ser muito útil, pois além de proporcionar experiências educativas fora da sala de aula, são também um óptimo meio de consolidar alguns dos conteúdos leccionados e até despertar-lhes a curiosidade (se bem que às vezes penso que só a fazer o pino conseguimos despertar os alunos para alguma coisa).

Estas até são palavras bonitas, que ficam bem em qualquer relatório de uma visita de estudo, mas nem sempre expressam os resultados ou as emoções vividas pelos nossos alunos (ou pelo menos por parte deles). Infelizmente, os nosso alunos consideram as visitas de estudo um passeio, um dia sem aulas ou fora da escola. No final do dia confessam "Que seca!".

Para alguns professores as visitas também têm o mesmo significado, é um autêntico sacrifício e se puderem evitam mesmo participar nelas. Contudo, chegam ao cúmulo de se demitir das suas responsabilidades e uma vez na visita pouco ou nada se interessam pelos alunos que têm à sua responsabilidade (mas isso é outra história).

Apesar de tudo, ainda continuo a ver algumas vantagens nas visitas de estudo. A proximidade que se cria na relação com os alunos, talvez por se estar num ambiente fora de sala de aula, é maior, é uma relação mais próxima, mais íntima. E o mais surpreendente é descobrir que "fora de casa" os alunos que mais dor de cabeça nos dão, são aqueles que melhor se comportam!

A verdade é que para mim visitas de estudo significam grande preocupação. Preocupação em que tudo corra bem, em que nenhum garoto se perca, mas no final ainda se consegue aprender alguma coisa.

Bom, pelo menos os professores ainda aprendem alguma coisa, não sei se posso dizer o mesmo de alguns dos meus alunos...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Encarregados de Educação, Alunos e Avaliações

Ou Direcção de Turma, em geral!

No início da semana realizei a minha reunião com os Encarregados de Educação para entrega das avaliações.
Não sei se sou muito a favor de se entregarem as notas só no período seguinte. Surpreende-me que seja somente nesta reunião que os pais tenham conhecimento da avaliação dos seus educandos. Será que custa muito uma deslocação à escola para saber os resultados?
O que também me deixa surpreendida é o próprio interesse dos alunos, quando no primeiro dia de aulas, após a interrupção, nos questionam sobre a avaliação que realmente obtiveram. Bolas, eles realmente não se interessam por aquilo que fazem (ou deviam fazer)!
O panorama não é muito animador. Se fosse final de ano, 10 alunos ficariam novamente no 7º ano, por isso pensei que a reunião iria ser um pouco complicada, com pais a reclamar por notas ou a pressionar para o filho passar de ano. Eu sei lá, acho que imaginei um cenário negro. Exagero meu (como às vezes acontece)! Afinal, que poderia eu esperar de uns pais que ao longo do ano apenas comparecem na escola para recolher as avaliações, ou se foram convocados (e deste grupo, alguns nem sempre respondem à convocatória).
Apareceram, imaginem, 10 pais! Sim, 10 (dez) pais, de uma turma de 27 alunos! E está bom de ver, os que apareceram nem sequer eram os pais dos alunos de risco. Bem pelo contrário, apareceram exactamente os pais dos alunos que pouca ou nenhuma preocupação dão ao Conselho de Turma, mas que dão importância ao estudo dos seus educandos, que exigem deles estudo, trabalho, que estão atentos, que esperam um futuro para os seus filhos.

O 3º período já se iniciou há mais de uma semana e os alunos continuam na mesma, sem qualquer interesse por melhorarem. Talvez por que não acreditem em milagres, talvez por que estão completamente desinteressados, talvez por que ainda não acordaram para a realidade.

Será que irão abrir os olhos a tempo?

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Se eu fosse...

Os desafios andam por aí, e às vezes somos apanhados por eles. Foi o meu caso, que me vi apanhada pela rede que lançou a Maarisa.



Se eu fosse uma hora do dia, seria qualquer uma da parte manhã (para mim o dia começa cedo).

Se eu fosse um astro, seria uma estrela (astros que nos orientam).

Se eu fosse uma direcção, seria o Norte ( talvez porque seja onde vivo).

Se eu fosse um móvel, seria um sofá (com uma mantinha, enroscadinha, a ver um bom filme).

Se eu fosse um líquido, seria água (bem precioso que não devemos desperdiçar).

Se eu fosse um pecado, seria gula (se fossem dois, juntaria a preguiça - às vezes é difícil vencê-la).

Se eu fosse uma pedra, seria um grão de areia (sozinho não vale nada, mas muitos fazem uma bela praia).

Se eu fosse uma árvore, seria uma laranjeira (cheia de flores).

Se eu fosse uma fruta, seria morangos (mas qualquer uma é boa).

Se eu fosse uma flor, seria uma margarida (simples).

Se eu fosse um clima, seria ameno (nem quente, nem frio, simplesmente agradável).

Se eu fosse um instrumento musical, seria um flauta transversal (um som melodioso).

Se eu fosse um elemento, seria fogo (também eu aqueço, por vezes).

Se eu fosse uma cor, seria azul (como o céu, como os meus olhos, como este blog).

Se eu fosse um animal, seria um cavalo (elegante e soberano).

Se eu fosse um som, seria o som do mar (que bate na rocha e que nos acalma o espírito).

Se eu fosse música, seria uma música calma e romântica (que nos relaxa e nos faz sentir bem).

Se eu fosse estilo musical, seria uma mistura de vários (os gostos são variados).

Se eu fosse um sentimento, seria amizade (sentimento que mais admiro e mais preservo).

Se eu fosse um livro, seria "Há sempre um amanhã", de Pearl S. Buck (uma história marcante).

Se eu fosse uma comida, seria Bacalhau com Natas (adoro! e costuma sair-me bem).

Se eu fosse um lugar, seria um campo imenso, relvado, com muitas árvores (um autêntico paraíso).

Se eu fosse um gosto, seria doce (novamente o pecado da gula).

Se eu fosse um cheiro, seria o cheiro da terra molhada (como quando começam a cair as primeiras gotas da chuva).

Se eu fosse uma palavra, seria amo-te! (dita com verdadeiro sentimento).

Se eu fosse um verbo, seria sorrir (exercício que mais músculos envolve).

Se eu fosse um objecto, seria algo útil (imprescindível na vida).

Se eu fosse peça de roupa, seria um casaco (que nos aconchega quando temos frio).

Se eu fosse parte do corpo, seria uma boca (para poder sorrir).

Se eu fosse expressão facial, seria sorridente (e não há duas sem três).

Se eu fosse personagem de desenho animado, seria o Shrek (um sentido de humor genial).

Se eu fosse filme, seria "O Clube dos Poetas Mortos" (o meu filme preferido).

Se eu fosse forma, seria redonda (já sou ...).

Se eu fosse número, seria o doze (o meu número no 7º ano).

Se eu fosse estação, seria o Outono (adoro ver as árvores nos seus tons castanhos, dourados).

Se eu fosse uma frase, seria “Carpe Diem" (porque é assim que deve ser a nossa vida).

E agora a rede é lançada a ti, sim a ti que acabastes de ler este texto. Acredita que não é fácil, mas no fim vale a pena.

Além de outros te conhecerem melhor, também tu ficas com uma perspectiva diferente da tua pessoa, por responderes a "coisas" que talvez nunca tivesses pensado.

Fico à espera!

domingo, 8 de abril de 2007

Páscoa - Festa da Ressurreição

Que a luz de Cristo Ressuscitado invada o teu coração,
para o iluminar e fazer brilhar no mundo em que vivemos.
Aleluia!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Dias Especiais

Há dias especiais!

Dias em que acordamos e vemos o Sol a sorrir, a chuva a saudar-nos, o vento que nos abraça, um pássaro que canta e uma flor que se abre, só para nós, um presente que espera ansiosamente ser aberto!

Há dias em que mesmo sendo “crescidos”, nos tornamos pequeninos outra vez.

Há dias assim, dias especiais, dias de festa, e hoje é um deles!


segunda-feira, 2 de abril de 2007

Feliz Páscoa


Receita para uma Páscoa em grande

Uma boa dose de amêndoas;

Muitos ovos de chocolate;

Muitos amigos para partilhar;

E como toque final,

Uma boa disposição constante!

quinta-feira, 29 de março de 2007

Balanço de final de período

Finalmente em interrupção lectiva, a tal que eu referi no post anterior como MERECIDA!
E acreditem que é, depois desta semana intensa (e intensiva de reuniões).

Eu já o disse por aqui e volto a repetir - Detesto a época de avaliações! Horas e horas a ponderar, a reflectir sobre o trabalho desenvolvido e a nota merecida. E quando já pensamos que temos tudo pensado, voltamos a "pegar" nos apontamentos e reflectimos melhor se aquela é realmente a nota merecida.

Depois são os colegas, sim, porque eles também têm de merecer referência, uns pela positiva, outros pela negativa.

Há colegas que, não sendo Directores de Turma, vão para as reuniões com ar de quem já está de férias e o que querem é despachar aquilo o mais depressa possível;

Há colegas que, não fazendo devidamente o seu TDC (entenda-se Trabalho de Casa), estão nas reuniões cheios de dúvidas acerca dos níveis a atribuir e atrasam a reunião;

Há colegas, que não sendo Directores de Turma e tendo feito o TDC, logo não têm nada mais que fazer, estão nas reuniões a comentar cada um dos garotos mencionados com histórias que em nada os beneficia (ou prejudica);

Há colegas (como eu), que sendo Directores de Turma (como eu), andam em stress com medo de não ter tudo preparado (como eu), com medo de que algo corra mal (como eu)...

Para a reunião levei o máximo de trabalho adiantado, para que não se prolongasse demasiado. A reunião fluiu naturalmente, os assuntos foram tratados, a burocracia devidamente preenchida, embora as conversas paralelas existissem, sendo necessário de vez em quando chamar a atenção de determinados colegas. O P. (fica aqui a merecida e prometida referência) foi novamente o sacrificado do computador a registar os níveis nos registos de avaliação (tarefa na qual já está perito :) fazendo-a em todas as reuniões em que participa) e logo na segunda-feira consegui entregar e verificar todo o material. Uf, que alívio!

As reuniões prolongaram-se até quarta-feira e da parte da tarde ainda tivemos "direito" a uma reunião geral de Agrupamento, incluindo funcionários. Um auditório completo, um assunto sério, uma semana em cheio!

Mas sabem, fica-se triste, quando após um período de trabalho (em especial dos professores) não se verificam grandes melhorias nas notas dos garotos, bem pelo contrário, alguns ainda conseguem fazer pior. Fico triste com a situação, mas tenho consciência que fiz a minha parte e não depende só da minha vontade, nem de um Conselho de Turma. Se eles não se aplicarem não há milagres!

De volta a casa, ao ninho, resta-me aproveitar estes dias de pausa para recuperar forças, preparar o próximo período e encher a barriga de amêndoas, em especial as de chocolate branco. Adoro!

sábado, 17 de março de 2007

A interrupção MERECIDA está à espreita...


Se espreitarmos com muita atenção, muita mesmo, já conseguimos ver lá ao fundo a merecida interrupção lectiva.

Merecida para todos, digo eu, depois de 3 meses de trabalho, reuniões, burocracias, testes e trabalhos corrigidos e outras coisas menos felizes (como agressões a alguns colegas nossos).
Mas a semana, melhor, as semanas que aí se aproximam são de intenso trabalho para todos nós. Já me estou a imaginar: notas para "dar" até 5ª feira, novos registos de avaliação, reunião de Conselho de Turma para preparar, enfim... O tempo não estica, bem pelo contrário, parece que está a encolher.

E contra tudo isto, já repararam como os dias nos convidam a sair, a apanhar este ar primaveril, a receber o abraço caloroso do sol que nos envolve?

Já repararam?

Então não o desperdicem e retirem uma hora do tempo que a escola nos preenche e apreciem esta Primavera que resolveu aparecer mais cedo. Vão até à praia e sintam o seu odor. De certeza que quando regressarem a casa o trabalho fluirá de maneira diferente, pois as pilhas foram renovadas!


sexta-feira, 9 de março de 2007

É anedota, não é?

Situação 1:

Estamos em Setembro, perante uma turma de 25 alunos do 7º ano de escolaridade. A professora apresenta-se e apresenta a disciplina de Ciências Físico-Químicas, a qual é nova para estes alunos. Depois de um pouco de diálogo:

Professora: E se possível faremos uma visita de estudo à Lua.

Timidamente um aluno ao fundo da sala levanta a mão:

Aluno: Não sei se a minha mãe me deixa ir. Tenho de pedir autorização.

Situação 2:

Numa outra turma, na mesma escola, numa aula de apresentação idêntica à anterior.

Professora: Tinha pensado fazer uma visita de estudo à Lua, mas o Conselho Executivo não autorizou.

Coro de alunos em protesto uníssono: É sempre a mesma coisa, o Conselho Executivo nunca nos deixa fazer nada...

Situação 3:

Escola diferente, aula do 8º ano sobre ondas sonoras e frequência.

Aluno A: Ó professora eu tenho um rádio que só apanha estações de rádio espanholas e apenas uma portuguesa.

Professora: Isso é porque o rádio foi comprado emEspanha.

Aluno A: Sim, foi comprado em Badajoz. Olha, não tinha pensado nisso.

Aluno B: Isso é a sério?

Professora: Claro.

Aluno B: Então o meu cunhado comprou um leitor de CD´s para o carro em Espanha…

Professora: Nesse caso as músicas que toca são espanholas.

Aluno B: Mesmo que sejam em inglês?

Professora: Claro. O leitor faz a tradução.

Aluno B: Que giro!

Nota ao leitor:

No final os alunos foram devidamente esclarecidos da situação.

Situação 4:

Numa aula experimental:

Aluno: Professora o protocolo diz para adicionar 2 espátulas de sal, mas nós só temos uma?!


ATENÇÃO: Não, isto não foi retirado de nenhum site da net, nem mesmo de nenhuma revista. Aconteceu de facto, em aulas minhas!

terça-feira, 6 de março de 2007

Já espancou um professor?

Bater em professores tornou-se o desporto favorito dos portugueses. Só no ano passado, segundo dados do Observatório de Segurança Escolar, houve 390 agressões a professores, o que, tendo em conta que o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas, dá a luzida média de dois por dia. Por outro lado, a Linha SOS Professor anunciou que 40% dos docentes que a contactaram desde Setembro foram vítimas de agressões por parte de alunos e encarregados de educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues está, pois, de parabéns por vários motivos não só foi ela a da ideia, inaugurando o seu memorável mandato a "bater" nos professores, acusando-os de todas as desgraças da Educação em Portugal, como o facto de os professores espancados acabarem, na maior parte dos casos, no hospital permitirá excluí-los de progressão na carreira, já que em boa hora se lembrou de pôr as faltas por doença a contar para a avaliação da sua assiduidade. A ministra promete agora "restituir" a autoridade às escolas. Pode imaginar-se o que isso quer dizer através do exemplo de autoridade já dado pelo CE da Escola EB 2+3 de Maceda (Ovar), que, no caso de uma professora pontapeada, mordida e ferida no couro cabeludo pela mãe de um aluno decidiu pôr um processo disciplinar à professora.

sábado, 3 de março de 2007

Assunto? Direcção de Turma, claro!

Falam, falam, falam, falam e não dizem nada. Fico chateada, com certeza que fico chateada!

Tive a reunião intercalar da minha direcção de turma esta semana. Os assuntos a abordar não seriam demorados, mas bolas, uma pessoa fica chateada quando 2 dias antes nos perguntam “Não vai demorar muito, pois não?”, “Tu despachas aquilo rápido, não é?”, e vai-se a ver são esses próprios que mais atraso provocam a discutir aquilo que o professor de Tecnológica costuma chamar baixinho de “discussão sobre o sexo dos anjos”.

Toda a gente está farta de reuniões, eu sei, eu também estou. Ainda para mais porque sendo Directora de Turma me vejo atolada em burocracias e papéis que nunca mais acabam – planos de recuperação para um lado, planos de acompanhamento para outro. E afinal, esses planos servirão para alguma coisa?

O que eu sei é que na minha turma não se verificaram melhorias, bem pelo contrário. Mas que posso eu fazer? Eu não sou mãe deles e vendo bem as coisas, se nem os próprios pais se preocupam, o que se pode esperar destes miúdos?

Desde que o ano começou que não tinha tido “queixa” da direcção de turma que me atribuíram. Repararam no tempo verbal? Pois, não tinha, porque nestes últimos dois meses tem sido demais. Talvez seja melhor fazer uma lista (e mesmo assim corro o risco de me escapar alguma coisa):

- faltas a aulas de substituição, com a consequente queixa de uma professora da turma ao Conselho Executivo, e nenhuma palavra à Directora de Turma;

- alunos que faltam 3 dias seguidos e que escondem dos pais estas faltas, que me mentem e até falsificam as justificações;

- pais que são chamados à escola, encolhem os ombros e me dizem “Que posso eu fazer? Para o ano não o deixo vir para a escola!”;

- pais que não demonstram qualquer interesse pelo aproveitamento do aluno, ao ponto de nem saberem quantas eram as negativas que o educando teve no 1º período e que dizem ao filho “ não assino mais nenhum teste negativo”, como se isso fosse um castigo que levasse esse aluno a obter um aproveitamento satisfatório;

- pais ou parentes próximos (penso que era tio) que dão palpites sobre a forma como se ensina na escola, como se fosse possível estar sentado ao lado de um aluno, a explicar enunciados, numa turma de 28!

- alunos que começam a revelar um comportamento mais irrequieto e até mesmo perturbador na sala de aula, a ponto de um deles receber uma falta disciplinar (segundo o próprio, foram essas as palavras da professora), da qual eu ainda não tomei conhecimento;

- alunos que faltam dias seguidos, supostamente por doença, e que não apresentam qualquer justificação por parte do encarregado de educação. “Oh senhora professora, eu tenho-me esquecido de lhe assinar a caderneta”;

- alunos que têm desentendimentos durante um jogo de futebol em Educação Física, típico destas idades, mas que levam o professor a fazer queixa directamente no Conselho Executivo. Por coincidência, eu estava na escola e soube do assunto, mas será que alguém me iria comunicar alguma coisa?

Porque será que tenho a sensação que sou a última a saber dos acontecimentos. Se sou a Directora de Turma, não devia o processo passar por mim, e eu depois o encaminharia ao Conselho Executivo?

Às vezes sinto-me actriz, melhor, mestre de disfarces (e eu nem aprecio o Carnaval) – ora sou mãe, ora polícia, ora advogada de acusação, ora advogada de defesa, secretária da burocracia, enfim quando arranjarei tempo para fazer aquilo que sei, ser professora?

Afinal, qual é o meu papel nisto tudo?