domingo, 18 de maio de 2008

6 Coisas que não me importam

Com um pouco de atraso, aqui estou a responder a um desafio da Bell: "6 coisas que não me importam".

A princípio ainda pensei que não haveria nada que não me importasse, mas se paramos um pouco para pensar, até vamos encontrando algumas coisitas, tais como:

MODAS - nunca fui de andar na moda; a moda é cada um que a faz. Ter de usar aquelas cores, porque são da moda, mesmo que eu não goste... Não!

ACESSÓRIOS - gosto deles, mas confesso que nem sempre combino os sapatos com a mala...

LETRAS DAS MÚSICAS - a música soa bem, mas não ligo às letras (em especial se forem em Inglês). Acabo sempre por apanhar uma desilusão quando vou ver a tradução. Afinal, o pimba já chegou a todo o lado - "It´s raining men" (trad. "está chovendo homens...")

CORRENTES - sabem aqueles mail´s que recebemos, que nos entopem a caixa de correio, que temos de enviar a x pessoas no espaço de 1 hora ou corremos o risco de ficar com azar o resto da vida? Sabem? Apago-os todos!

SUPERSTIÇÕES - sexta-feira dia 13, gatos pretos, passar debaixo de uma escada. Não ligo a nada disso...

CRÍTICAS - há muito que deixei de as ouvir, de lhes dar importância. Somente em casos que provém de pessoas sérias e verdadeiramente amigas. De resto, quero lá saber...

Agora cabe-me a mim lançar o desafio a mais 6. E os nomeados são:

domingo, 11 de maio de 2008

Justificação para uma nota fraca...

Tenho uma turma de 7º ano como nunca tive. É a única que tenho, neste ano lectivo, mas parece que não se afasta muito do panorama das restantes que existem na minha escola.

Fraco comportamento, péssimo aproveitamento... Neste último teste, em 27 alunos, 18 obtiveram classificação negativa (em alguns casos, muito negativa).

Mas eis que finalmente descubro a razão de tal insucesso, pela boca de uma das alunas com a nota mais baixa:

"Já sei o que minha mãe vai dizer. A culpa é da professora que dá pouca cotação ao que eu tenho certo".

Pois, pois... Cá para mim, além da pedagogia diferenciada, terei de fazer uma avaliação diferenciada (cotações individualizadas...)

Ser professor...

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe

Hoje é o teu dia, mãe,
Mas sabes bem a razão
Porque o teu dia é também
Dia do meu coração.

Aliás, por graça de Deus,
A quem sempre te confias,
Todos os dias são teus,
Como são meus os teus dias.

Cada sonho tem seu dia,
Cada estrela tem seu brilho;
Eu tenho a minha alegria
Na glória de ser teu filho.

Para mim o céu imploras
E em bênçãos as mãos levantas.
Contigo choro, se choras,
Se canto, comigo cantas.

Moreira das Neves

quarta-feira, 30 de abril de 2008

E se um aluno lhe diz...

Calmamente vou entrando na escola...

Alunos vão conversando em grupo...

Uma aluna vem a caminhar na minha direcção e de repente diz:

-Eh professora! É hoje! Hoje não lhe escapa! É hoje que vai engatar um!

Mas estará tudo doido?!


PS: Trata-se de uma aluna avaliada no Regime Educativo Especial (ex 319/91), com grau de deficiência designado Bordeline (nome bonito, que talvez justifique, ou não, esta atitude.)Ele há cada um...!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aulas de CEF I

Temos uma ideia pré-concebida sob determinados alunos que, por vezes, nem lhes damos o benefício da dúvida.

Os cursos de CEF têm a sua fama, nem sempre abonatória, em muitos casos por culpa dos próprios alunos que os integram. Lemos histórias na net, ouvimos de colegas de trabalho ou então contactamos directamente com este tipo de alunos. Mas será que não há excepções??

O CEF que me foi atribuído não funciona na escola, mas numas instalações pertencentes à escola profissional lá do sítio (histórias antigas). Logo aí se nota diferenças, pois regras não existem, porque também não existe ninguém que os controle. Mesmo assim, e apesar de certos desacatos entre eles, o panorama este ano até é muito bom, e sempre que têm alguma saída o seu comportamento não tem nada que se aponte.

Assim, e dentro da minha disciplina, resolvi fazer uma aula prática, implicando deste modo a deslocação à escola, onde dispunha do material.

Agora espantem-se! O porteiro não os queria deixar entrar, o meu "chefão" mostrou alguma contrariedade pela sua presença. Porventura pensariam eles que estes garotos eram alguns desordeiros, vândalos, que iriam destruir a escola?

Provavelmente a culpa foi minha que não falei ao "chefão" sobre o assunto, mas na minha ignorância, pensei que ficava resolvido falando com o DT deles. Mas expliquei a situação ao "chefão" e eles lá entraram e tivemos a nossa aula.

Pois bem, digo-vos uma coisa. Foram impecáveis (como sempre o são nas saídas de sala de aula), bem melhor do que as minhas pestes de 7º ano. Estiveram à altura, mostraram responsabilidade.

Como poderão estes alunos sentir-se integrados, quando são os próprios professores que olham para eles com desconfiança pelo facto de frequentarem um curso CEF. Não pensem que estes meus alunos são bem comportados. Claro que não, também têm as faltas, e algumas bem graves envolvendo uma espécie de Wrestling feminino. Mas mesmo assim...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Os pais de uma Direcção de Turma

Se pensarmos que a maior parte do tempo dos nossos alunos é passado na escola, os professores assumem uma responsabilidade bem grande. Em alguns casos bem maior que alguns pais que saem pela manhã, bem cedo, e chegam a casa noite dentro.

Não pensem os pais que estou a tê-los em menor consideração, afinal são pais, mas devem compreender que, em muitos casos, são os professores que se apercebem dos problemas, é com eles que os seus filhos desabafam e muitas vezes também desatinam.

A figura do Director de Turma é por vezes um pouco ingrata, pois se por um lado pode criar um laço de amizade com a sua turma, tem ao mesmo tempo de exercer da sua autoridade, chamando-os a atenção, "puxando" as orelhas ou até mesmo fazendo má cara por comportamentos e atitudes que muitas vezes os alunos apresentam.

A sua função obriga-o também a lidar com os pais de uma forma mais directa. De todas as funções esta é a que menos me agrada. Seja do meu feitio (mais introvertido), seja pela situação em si, a verdade é que não me sinto muito à vontade quando tenho de contactar com os pais.
Não é que tenha tido uma má experiência, como essas que vão circulando pelas nossas escolas, que todos os dias ouvimos (afinal, a má educação de certos alunos é fruto da educação recebida em casa). Mas reparem que também não é fácil transmitir uma imagem dos filhos que alguns pais não conhecem – parecem autênticos casos de dupla personalidade – a da escola e a da casa.

Entre os vários tipos de pais que vão “circulando”pelas diferentes direcções de turma, louvo os pais da minha direcção que se preocupam em saber se os seus filhos não faltam ao respeito aos professores.

Resignam-se pelas notas que os filhos apresentam: “Eu bem o vejo a estudar; pelo menos com os livros abertos está…”;
Resignam-se pelo facto de estes não prosseguirem os estudos: “O importante é ter o 9º ano agora, e não andar a tirá-lo à noite como eu…”.

Talvez se estes mostrassem uma maior preocupação pela verificação do estudo dos seus filhos, se tentassem perceber mais cedo uma ou outra dificuldade, se informassem junto do Director de Turma ao longo do ano e não apenas no final de cada período ou então, como muitos por aí, exclusivamente no final do ano, no derradeiro período...

No fundo, até compreendo. Lutam, esforçam, fazem sacrifícios todos os dias para garantir um futuro aos seus filhos, melhor do que alguns hoje têm, com oportunidades que no seu tempo não tiveram...

Mas um Director de Turma fica sempre um pouco embaraçado quando uma pai/mãe o questiona sobre a possibilidade do seu filho transitar de ano... Que responder? É que em muitos casos esta situação deve-se a uma total falta de estudo, a um "arrumar" prévio dos livros... E mesmo tendo consciência dos filhos que têm, não deve ser fácil ver um filho repetir o ano, uma e outra vez...

domingo, 6 de abril de 2008

No bico de uma cegonha...

... chegou ao mundo, há 30 anos atrás, este olhar!


A data é especial e por isso quero partilhá-la convosco! Afinal, os bons momentos são para partilhar com os amigos!

Quem por aqui passar pode tirar a sua fatia. Mas não se estiquem, seus gulosos, tem de chegar para todos :))

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sugestão de Mestrado...

Para quem andava com dúvidas sobre o mestrado que gostaria de fazer, deixo aqui uma sugestão.
Tem um pequeno senão... Fica no Algarve...


Publicado em Diário de República, 2ª série, nº 51, de 12 de Março de 2008


PS. Esta semana está a custar imenso... O mal é geral ou será só impressão minha???
Bolas! Nunca mais chega o fim de semana...

domingo, 23 de março de 2008

Feliz Páscoa!!!!


Uma Santa e Feliz Páscoa e todos os amigos que por aqui passam!
Mas cuidado com as amêndoas... ;)

domingo, 9 de março de 2008

Uma mulher e uma professora especial!

Ontem foi um dia especial - por ser o Dia da Mulher, por ser o dia da MAGNíFICA, FANTÁSTICA e HISTÓRICA manifestação de professores. Por motivos pessoais não pude participar, os mesmos motivos que não me permitiram escrever estas linhas no dia de ontem, mas que não queria deixar de escrever.

Estas linhas quero dedicá-las a uma mulher muito especial, muito querida e que esta semana completou 78 anos de idade, parte deles dedicados a uma profissão também ela especial - a minha professora primária!

Apesar das novas terminologias que identificam o 1º Ciclo do Ensino Básico, para mim será sempre a minha professora primária, que ao longo de 4 anos me ensinou o ABC, a Geografia e a Matemática, entre outras matérias. Que se empenhou na nossa educação, que não distinguiu nenhum aluno e sempre nos tratou por igual. Que mesmo usando das "reguadas" apenas o fazia em casos mais graves (e nunca por razões banais como outras professoras da minha escola) e mesmo assim nunca nenhum pai/mãe reclamou ou foi até à escola pedir esclarecimentos, nem nenhum aluno ousou levantar a voz. Sim, porque ela foi professora num tempo em que havia respeito pelo seu trabalho, e pela sua maneira de ser nos transmitiu valores e princípios.

Talvez pelo seu exemplo hoje estou na mesma profissão, a tal que nos obriga a estar dias inteiros na escola; a chegar a casa e preparar as aulas para o dia seguinte, descuidando a atenção à família; a ter reuniões em horário pós-laboral; e que não me permite faltar por falecimento de familiar, porque assim não terei o excelente e serão menos pontos para conseguir progredir e atingir o grau de titular.

Sim, sou professora e apaixonei-me por esta profissão desde muito cedo pelo exemplo que tinha na minha professora, a mesma que hoje me diz que, vendo isto tudo, nos dias de hoje não o seria. E fala com tristeza das acusações que hoje em dia os professores são alvo por parte daqueles que não sabem, por desconhecimento de causa ou por ignorância, do verdadeiro significado da profissão docente, dos sacrifícios a que muitas vezes um professor tem de se sujeitar.

Por isso dedico este post à minha professora primária, pelo que foi e pelo que ainda continua a ser, e a todos os professores deste país que ontem se manifestaram e que o continuarão a fazer pois nós não somos de baixar os braços!

sábado, 1 de março de 2008

Tempo de Censura?!

Parece que voltamos a tempos antigos. Não que eu me recorde, pois não era nascida (e nem sequer pensada...), mas vamos vendo, ouvindo, aprendendo...

Estamos num tempo em que não podemos desabafar com o colega do lado, que pensamos ser nosso amigo, mas que afinal vai no mesmo instante contar o nosso desabafo ao chefe. E isso faz-nos olhar a todos com desconfiança!

Estamos num tempo em que não podemos manifestar a nossa insatisfação para com o governo, sob pena de sermos assinalados pela polícia.
Mas então não fomos nós que o elegemos? Temos todo o direito de criticar a nossa escolha!

Estamos num tempo em que, para efeitos de avaliação, é contabilizado o nosso grau de satisfação/concordância com as políticas educativas. Até que ponto isso influencia o meu trabalho? Reparem, posso não concordar com o programa da minha disciplina, mas não posso prejudicar os meus alunos e por isso mesmo sigo as recomendações. Em primeiro lugar estão eles!

Considero-me ainda uma novata nesta profissão, não tenho tantos anos de serviço como isso, e talvez seja uma ousadia da minha parte levantar esta questão ao grandes teóricos da educação do meu país, mas não serão os agentes do terreno que melhor poderão opiniar sobre as políticas educativas e outras mudanças que por vezes querem implementar?! Uma coisa é a teoria, outra é a prática, que na prática é bem diferente.

Qualquer dia aparece por aí uma mente iluminada que me proíbe de ensinar a Teoria do Big Bang ou um professor de Ciências Naturais de abordar os métodos contraceptivos, só porque somos Católicos praticantes!

Mas para algo tem servido esta grande discussão - a união dos professores na luta pela mesma causa, em especial se pensarmos que a nossa classe não primava pela união entre os seus pares. E porque a união faz a força:

Todos a Lisboa no dia 8 de Março

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Dar aulas? Prepará-las? Quando ?!

"Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado e ministra!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?

- O Quê? Querem que dê aulas!?... "

Recebido por mail

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Como é difícil ser-se DT

Ser-se Director de Turma não é fácil. Rodeados de burocracias por todos os lados, por vezes perdemo-nos em papéis - são faltas para tirar do livro de ponto, são justificações para pedir e que os alunos acabam sempre por se esquecer de entregar; é preciso estar atento ao seu percurso, de altos e baixos; alertar o EE para as dificuldades ou para o não cumprimento das regras, do estudo, do TPC; é preciso estar atento e disponível para ouvir os outros professores; ou então encolher os ombros sempre que os mesmos nos fazem queixas e queixinhas. Não somos, nem temos poderes mágicos, e muito do que se passa na sala de aula pode (e deve) ser resolvido com o professor.

Depois tem o lado humano, o lado que nos aproxima dessa turma de uma forma especial. Porque sentem em nós um amigo, um confidente. Ou então, temos o azar de ter uma turma mais "ranhosa" que a única coisa que nos sabe dar é dor de cabeça.

Sou DT pelo segundo ano, da mesma turma, e felizmente não me posso queixar. Bom, talvez a excepção seja mesmo o abandono escolar de 3 alunos que pesará na minha avaliação do desempenho, mas nem quero pensar nisso.

Esta semana, porém, foi diferente, foi triste. O pai de uma aluna da minha Direcção de Turma faleceu. Já se esperava, ainda na reunião do Conselho de Turma na 3ª feira se tinha falado nesta família, tão carenciada. E na 5ª feira chegou a notícia, como uma bomba, um choque.

E não é fácil ser DT nestas horas, não foi fácil, não me foi nada fácil. Mas senti-me na obrigação de dar apoio, à mãe, à filha, a uma família que irá precisar de ajuda, de muita ajuda. E a turma esteve lá, presente, dando apoio. Isto também os faz crescer, interiormente, amadurece-os. Perder um pai não é fácil...
E lembrei-me do meu... que nunca conheci... que nunca me conheceu...
E sinto falta... muita falta....


Would you know my name
If I saw you in heaven
Would you hold my hand
If I saw you in heaven

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Olhos Azuis!!

A notícia não é nova. Primeiro foi a LopesCa, que me chamou a atenção e no mesmo dia recebo um mail da P.

A verdade é que ainda não tinha tido tempo de postar, mas acho que este cantinho o merece, ou não fosse um olhar azul...



Todos os olhos azuis têm o mesmo antepassado comum,
diz estudo genético

No princípio todos teriam olhos castanhos. Porém, um dia — o “acidente” poderá ter ocorrido há cerca de seis ou dez mil anos — alguém sofreu uma mutação no gene conhecido hoje como OCA2, que perturbou a produção de melanina na íris. Assim terá surgido o primeiro par de olhos azuis e deste antepassado terão vindo todos os que hoje existem.

Esta é a tese de uma equipa de cientistas da Universidade de Copenhaga que estudou o ADN de aproximadamente 800 pessoas com olhos azuis, desde os loiros escandinavos aos turcos de tez escura.

Segundo o artigo publicado este mês na revista científica Human Genetics, a mutação não silenciou o gene. Apenas terá limitado a sua capacidade de produção de melanina — o pigmento que dá cor aos nossos olhos, cabelos e pele — na iris. Ou seja, “diluiu” a cor castanha até ao azul.

Os diferentes tons de castanho nos olhos traduzem-se em variações consideráveis na produção de melanina de cada indivíduo. Quanto às outras cores — verdes, cinzas — representarão diferentes doses de melanina.

No caso do azul é diferente. A variação de quantidade de melanina na iris das diferentes tonalidades de azul nos olhos claros é muito pequena. Daí tudo estar relacionado com um só antepassado, concluem os cientistas.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Que rica vida, a do professor!?

Então não sabem?

3 dias de férias! 3 dias, associados a um fim de semana, o que resulta quase numa semana de férias! Esta é que é uma classe de sorte. E ainda andam para aí a reclamar de tudo e de todos. Enfim, fala-se de barriga cheia!

Muitos pensam assim. Eu conheço alguns, vocês outros tantos. Falam de ignorância, de não conhecer realmente a situação... Deixem-nos falar!

Concordo com eles, em tudo. Estou de férias!!!!!
Depois de um mês em que raro foi o dia que não tive reunião; reuniões que têm início após um longo dia de trabalho e se prolongam até depois das 21h.

E como estou de férias nada melhor do que aproveitá-las para corrigir 4 turmas de testes, outras tantas de relatórios.

Para preparar a reunião intercalar de avaliação por causa dos planos de recuperação e outros planos afins e a pensar na avaliação das outras turmas.

E no entretanto ainda tenho de pensar na minha própria avaliação, na definição dos meus objectivos, na elaboração do meu portfólio e noutras coisas que ainda não sei bem porque neste momento tenho uma série de decretos-lei, leis e despachos para analisar, que entretanto foram jorrando do ministério que me tutela.

Sem esquecer, claro, que sou professora e tenho de preparar aulas (embora às vezes, no meio de tanta burocracia, muita gente de esqueça daquilo que realmente fazemos!).

Digam lá que não são umas ricas férias!!!

sábado, 26 de janeiro de 2008

E esta, hein?

Professores são profissão em que portugueses mais confiam
e a quem dariam mais poder.

No regresso a casa para mais um fim de semana, fui surpreendida por esta notícia na rádio.

Como? Não devo ter entendido? Deve ser cansaço... Então lá os portugueses poderiam confiar numa classe que é tão atacada, em especial pelos seus superiores?

Afinal é verdade. 42% dos portugueses confiam na classe docente e 32% dariam-lhes mais poder.

No extremo da sondagem, os políticos, com 7% dos portugueses a confiarem neles.

Pois, a gente não confia, mas são eles que têm o poder!

Podem consultar a notícia em

domingo, 20 de janeiro de 2008

Onde está a autoridade de um professor?

Anda por aí nas bocas do mundo a proposta do novo estatuto do aluno. Aquela mesma que prevê que um aluno possa passar de ano, sem nunca ter visto a cara do seu professor....

Com esta mesma proposta prevê-se umas mudanças ao nível da autoridade dos professores. Com tantas mundanças que têm acontecido ultimamente, nem sequer me pronuncio sobre estas.
Pelo contrário, chamo a atenção para situações que estão a acontecer actualmente e que acabam por pôr a nossa autoridade (mesmo que esta seja pequena) em risco.

Onde está a autoridade de um professor que, depois de tentar todas as medidas (possíveis e imagináveis), acaba por colocar um aluno fora da sala de aula, redigindo a respectiva participação disciplinar e o aluno continua a apresentar o mesmo comportamento, aula após aula?

Onde está a autoridade de um professor perante um aluno que se vangloria de ter tido 11, 12 ou mais participações disciplinares no ano lectivo anterior e nada lhe aconteceu - nem repreensão, nem castigo, nem suspensão. NADA! E por isso, no presente ano lectivo, venham as que vierem NADA lhe acontecerá.

Onde está a autoridade de um professor quando é informado, enquanto Director de Turma, que um seu aluno foi agredido por um grupo de alunos mais velhos e que tudo será resolvido pelo Director de Turma desse grupo, em diálogo...

Onde está a autoridade de um professor quando recebe um recado deste género, por parte de um encarregado de educação?


Recebido por mail

Qualquer dia, no início de cada ano lectivo, teremos de ter uma folha de autorização do encarregado de educação, que nos permita elevar o tom de voz, chamar a atenção ou até mesmo repreender o seu educando. Não vá o moço ficar traumatizado, e o professor com avaliação negativa...

sábado, 12 de janeiro de 2008

Uma turma especial...

Peguem num conjunto de 27 crianças e chamem-lhe Turma!

Nesse conjunto não se esqueçam de integrar um aluno com Necessidades Educativas Especiais (ex 319/91, agora será 3/2008), com sinais de hiperactividade.

Esqueçam as recomendações médicas sobre os excessos e acrescentem à vontade, largamente, mãos cheias de falta de educação, falta de respeito, não cumprimento das regras básicas da sala de aula (como pôr-se a pé sem pedir autorização), arrogância, gozo, desinteresse pelas actividades, falta de estudo, falta de trabalho.

Promovam o gosto pelos níveis negativos - quantos mais melhor! E já agora pelas participações disciplinares - venham elas!

Resultado - a minha única turma de 7º ano!

Então que me dizem? Exagero? Acreditem que não. Só para terem uma ideia mais clara. Desses 27 alunos, 14 estão com Plano de Recuperação/Acompanhamento. Até o Presidente do Conselho Executivo já foi ter um "particular" com eles...

E no meio disto tudo um grupo de alunos que se destaca. Pela sua atitude, pelo seu comportamento, pela vontade de querer aprender, de mostrar interesse. Alunos que nos dão ânimo quando temos de dar aulas a essa turma.

Para tentar resolver esta situação (que já se vem arrastando desde o 2º ciclo) realizamos esta semana uma reunião conjunta - pais, alunos, professores. Apenas faltaram 2 pais.

Exceptuando dois pais que apontavam como solução "porrada", nenhum dos outros se manifestou ou demonstrou atitude de quem iria chamar a atenção ao filho.

No dia seguinte parece que tudo continuou na mesma...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Inspiração para 2008!

Passamos o tempo a correr, sempre a queixarmo-nos da falta dele (como às vezes me dava jeito mais umas horitas no meu dia...).

Aproveitando este início de ano partilho aqui alguns conselhos a pôr em prática em 2008. No que me diz respeito, vou tentar não falhar!

1. Deite fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes paga!.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!).

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja . Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. "Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!
(pessoalmente estou a aprender a tecnica do guardanapo e segundo a "professora" estou a sair-me muito bem!!!!)

4. Aprecie as mais pequenas coisas.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não a consegue melhorar, procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa.

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.



Acima de tudo - SEJA FELIZ!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

De volta à rotina!!!

E cá estamos de novo a entrar na rotina! E como custa...

Oh não! Segunda feira.... :((

(Eu sei que não é segunda-feira, mas digam lá se não parece?)

O lado positivo é que no dia seguinte...

Iupiiiiiiii! Já é Sexta feira.... :))

Para primeira semana até nem está nada mal!


Um bom recomeço de aulas a todos os alunos e professores!
Um bom ano para todos!

sábado, 29 de dezembro de 2007

E assim se passaram 365 dias!!!!!

É verdade! 2008 está quase à porta e parece que foi ainda ontem que entramos em 2007.

O tempo não perdoa, o tempo não pára...

Não tenho por hábito fazer balanço do ano que termina. Pessoalmente não gosto. Prefiro apenas destacar um ou outro acontecimento que de certa forma marcaram o ano de 2007.

Em primeiro lugar, como não podia deixar de ser, a conclusão do mestrado (finalmente!). Sem dúvida o acontecimento mais importante deste ano.

Destaco ainda o facto de ter repetido uma escola, algo que nunca me tinha acontecido. A experiência é totalmente diferente - a nossa relação com os alunos, com os colegas, com a escola em si!

Ao terminar o ano, desejamos sempre que o próximo seja melhor, ou pelo menos igual.
Sinceramente é isso que eu desejo, para mim e para todos os que me rodeiam.

E para cada um de vós que me visita desejo: saúde, paz, amor, alegria e a concretização de todos os sonhos e desejos pessoais!!!!

Que 2008 vos traga tudo aquilo de que precisam!

Feliz 2008


PS: O próximo ano é bissexto, o que na prática significa que terá 366 dias (Fevereiro será um pouco maior!).
A explicação é simples: O movimento de translação da Terra (movimento da Terra à volta do Sol) tem a duração de 365 dias e 6 horas.
Convencionou-se então que, em cada passagem de ano, não se teria em consideração essas 6 horas, mas de 4 em 4 anos acrescentaríamos 1 dia ao calendário (6 horas x 4 anos = 24 horas, ou seja 1 dia)!
Por coincidência (ou talvez não) é nos anos bissextos que se realizam os Jogos Olímpicos.

sábado, 22 de dezembro de 2007

O Natal chegou mais cedo!!!!!

Foi uma semana complicada! Já o tinha avisado no post anterior.

As reuniões cheias de burocracia, o stress típico das avaliações e claro, a defesa da minha dissertação!

Primeiro foi a coincidência - a reunião da minha direcção de turma ne mesma hora da defesa!

Felizmente consegui alterar a minha reunião, antecipando-a. No entanto, no próprio dia da reunião, problemas na rede da escola quase compremetiam a sua realização.

E na quinta-feira lá fui. Nervosa, claro. Ansiosa (e muito). O grande receio era esquecer-me do que tinha para dizer, receio em não conseguir responder às perguntas do arguente (mesmo sabendo que fui eu que fiz o trabalho).

Quase no final da apresentação, um percalço - falhou a luz! Não estão bem a ver... O resto da defesa foi à luz das velas, uma defesa que ficou na história do instituto - nunca tal tinha acontecido.
Felizmente correu tudo bem e consegui o grau de mestre - o meu presente de Natal!

E que presente! Não é pelo título propriamente dito (quem me conhece sabe-o bem), mas acreditem que ao fim de dois anos de trabalho, de pesquisa, de estudo, de noitadas, de tempo exclusivamente dedicado à dissertação é como se um peso me saísse dos ombros.

E por tudo isso quero deixar aqui o meu agradecimento a todos aqueles que estiveram a meu lado ao longo deste tempo e a todos aqueles que nesta última semana me deram todo o apoio - os colegas do Conselho de Turma que gentilmente concordaram em alterar a reuinão e todos aqueles que estiveram a torcer por mim! Obrigada a todos. Sem dúvida que este Natal vai ter um sabor especial!

Aproveito ainda para desejar a todos os amigos que por aqui cruzam o seu olhar um Feliz Natal!

Este

Natal vou

montar uma

árvore dentro do

meu coração e nela

vou pendurar, em vez de

bolas, os nomes de todos

os meus amigos: os antigos e os

mais recentes; os amigos de longe

e os de perto; os que vejo em cada dia

e os que raramente encontro; os que são

sempre lembrados e os que, muitas vezes, ficam

esquecidos; os das horas difíceis e os das horas

alegres; os que sem querer eu magoei ou os que sem

querer me magoaram; aqueles que pouco me devem e aqueles

a quem muito devo; os meus amigos humildes e os meus amigos

importantes; os nomes de todos os que já passaram pela minha vida,

muito especialmente todos aqueles que já partiram e que lembro com tanta

saudade. Uma árvore de raízes muito profundas e de ramos muito extensos para

que os seus nomes não sejam arrancados do meu coração, de sombra muito

agradável para que a nossa amizade seja um momento de repouso

nas lutas da vida.

Que seja Natal

todos os dias do Novo Ano.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Final de Período...

Acabei agora mesmo de preparar a reunião da minha direcção de turma e resolvi passar por aqui.
Bolas, nos últimos tempos nem tenho conseguido postar... Não é que esteja desanimada com o blog, nem com falta de ideias. Estou com falta de outra coisa - TEMPO! Algo que falta a muita gente, eu sei.
Ao mesmo tempo tenho-me sentido cansada. Sim, já sei, é final de período!
Nesta altura parece que cai tudo em cima do Director de Turma - faltas, registos de avaliação para abrir, notas para introduzir, verificar se os outros colegas já o fizeram, elaborar a apreciação global... uf!
Sou de opinião que o trabalho deve ser feito na reunião, para todos colaborarem. Mas se nós não o levamos feito as reuniões nunca mais terminam... Se levamos o trabalho feito apenas 2 ou 3 colegas nos ouvem, o resto conversa ou prepara as suas próprias direcções de turma.
É triste dizer isto, mas alguns dos que por aqui passam e lêem neste momento estas linhas acenam com a cabeça...
Este final trouxe ainda algumas dores de cabeça cá na escola - grelhas de avaliação!! Nem imaginam a discussão que tem dado - faz-se ou não se faz; entrega-se ao DT ou não se entrega; faz-se assim ou faz-se assado...
A juntar a isto tudo (sim, porque o cenário não é apenas cinza - é negro!) tenho a defesa da minha tese na próxima quinta-feira... Que por sinal era coincidente com a reunião da minha Direcção de Turma! A muito custo (?!!!!) consegui alterar a data da minha reunião, mas acreditem que esta semana não vai (não está a) ser fácil.
Por isso peço-vos uma coisita - na próxima quinta-feira torçam por mim. Pode ser?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Pôr a escrita em dia!

Este blog quase que esteve a ganhar teias de aranhas - já há algum tempo que não deixava por aqui os meus olhares ( já havia quem reclamasse).

Não se preocupem que não foram as rabanadas que me fizeram ficar doente (mas que estavam muito boas, lá isso estavam!).

A escola por um lado, a vida pessoal pelo outro, e o tempo não estica...

Mas cá estou de novo, para pôr os assuntos pendentes em ordem. Em primeiro lugar o desafio da LopesCa:

- Escolher um livro à sorte.

- Abrir na página 161 (não vale a pena fazer batota, o livro tem de ter no mínino 162 páginas escritas!)

- Procurar nessa página a 5ª frase completa (estão a ver como não vale a pena fazer batota?).

- Transcrever a frase para o blog.

- Passar o desafio a mais 5 amigos.

E a frase é:

"O avião dele talvez levante voo de manhã cedo; ouço-os no céu, ante de me levantar, vou buscar o dinheiro."

Há sempre um amanhã - Pearl S. Buck
Segue o desafio para:

blogEVENTUAL

Gotinhas de luz

Histórias e Sabores

As Tic no 1º ciclo do EB

Universos Paralelos


Agora o prémio "Mulher que faz pensar!" que o blog As Tic no 1º ciclo do EB me ofereceu.

O prémio é oferecido a mulheres que nos fazem pensar e cabe-me a mim atribuí-lo a 10 pessoas. E a lista segue já:

  • A sra Ministra da Educação

  • A colega F.
Fazem-me pensar, nem sempre bons pensamentos...

  • A minha mãe

  • As amigas S. e C.
Por aquilo que são, por aquilo que lutam, porque penso muito com elas e nelas...

Pela força que transmitem, pela forma como encaram a profissão e a vida, com o exemplo de vida que revelam em cada palavra, em cada post.

domingo, 18 de novembro de 2007

Um cheirinho a Natal, com aroma a canela!

Um pouco por todo o lado já se sente a presença do Natal - lojas, casas particulares, hipermercados e até televisão.

Confesso que não concordo muito com esta atitude que parece, na maior parte dos casos, apelar unicamente ao consumismo, esquecendo o verdadeiro significado desta época. Uma atitude que, de ano para ano, se vê começar mais cedo.

Mas hoje deixei-me levar um pouco nesta onda. Talvez fosse o tempo (cinzento, frio) ou o desejo (íntimo) de que o Natal chegue bem depressa.

O resultado foi umas rabanadas bem quentinhas, bem saborosas e com um cheirinho a canela, que não resisti a partilhar convosco.

Estejam à vontade e bom apetite!

domingo, 11 de novembro de 2007

Novo Estatuto do aluno

recebido por mail

Numa situação deste tipo é sempre bom ver o lado positivo: deste modo teremos redução no número de alunos por turma!

O inconveniente é quando um dia chegarmos à sala e não encontrarmos alunos...

domingo, 4 de novembro de 2007

Olho Vivo!!!

Nestas coisas de negócios, compras e promoções é necessário estar de olho bem aberto.

No final do mês passado dirigi-me a uma loja daquelas que vendem electrodomésticos, material informático e afins (não vou fazer publicidade, mas é aquela em que o forte é o preço) já com a ideia do que iria comprar, uma máquina fotográfica digital.

À entrada da loja pego no folheto para ver se haveria alguma promoção simpática e lá me dirigi à prateleira desejada. Qual não é o meu espanto quando reparo num determinado modelo identificado com 119 euros, idêntico ao do folheto de promoção, mas que aí se designava por 109 euros.

Quando questiono o funcionário da loja sobre a diferença de preços, o mesmo, depois de confirmar o respectivo, informa-me do seguinte:

- Sabe, 119 euros é quanto a máquina irá custar no final da promoção. Mas se a quer levar eu vendo-a por 109 euros.

Então em que ficamos???? Um cliente mais distraído levará a máquina por 119 euros... E sabem, a promoção só iria terminar no final do mês de Novembro. É preciso estar atento!!!

domingo, 28 de outubro de 2007

Um olhar cansado...

O título não engana ninguém. Sim, este olhar está cansado. Decididamente a precisar de férias!!!!

O início de ano foi atribulado e ainda continua a sê-lo. As solicitações são muitas, a burocracia não parece terminar, papéis para um lado e para outro, grelhas de observação, planificações, aulas para preparar (5 turmas - 4 níveis). Às vezes apetece gritar bem alto STOP!!! Afinal, eu também tenho vida pessoal, não pode ser só escola...

A juntar a isto tenho a minha dissertação que me tem ocupado o tempo e o pensamento. O prazo a terminar e o trabalho parece que não se quer desenvolver. Felizmente já entreguei, mas não sem passar pela a situação de ir buscar a mesma à reprografia e descobrir que o funcionário escreveu o título com erro, por duas vezes!

Sinceramente foi uma semana complicada. Da casa à escola; regresso a casa para ir buscar uma declaração para entregar junto com a tese; ida à universidade onde se decobre que à quarta-feira de tarde a Secretaria não funciona; regresso à escola para chegar a tempo de uma reunião de Directores de Turma; no final de semana novamente à universidade para entregar a tese e regressar novamente à escola para dar as aulas da tarde. Horas de viagem, quilómetros percorridos...

No meio disto tudo testes para fazer, outros para corrigir; reunião de Directores de Turma que começou às 18h30 e só terminou pelas 22h, onde muito se falou, muito se discutiu, pouco se esclareceu, tudo na mesma. HELP!!!

Esta semana é mais pequena, eu sei, mas o trabalho a acumular não me permite o luxo de relaxar. As próximas semanas estão repletas de reuniões de Conselhos de Turma...

Este olhar anda um pouco cinzento, anda cansado, mas não se queixa. Não é essa a ideia. É mais um desabafo de alguém que por vezes se sente um pouco desorientado...

domingo, 21 de outubro de 2007

O que os alunos nos dizem...

"Faça como os outros!"

A minha única turma de 7º ano é o que basta para me dar dor de cabeça.
28 alunos, muito barulhentos, muito faladores e com poucas ou nenhumas regras de sala de aula (apesar de já estarem no 7º ano!!!!).
No outro dia, depois de 4 tentativas para falar "por cima" do que eles conversavam resolvi optar pela técnica silenciosa - se eu me calar, eles param para ver o que está o professor a fazer!
Até que um aluno que está ao meu lado me dá esta dica:
"Berre professora, para eles se calarem. Os outros professores também berram!"

Pois, começar a berrar a uma 2ª feira, já dá para imaginar como estarei na 6ª. Além disso, o meu instrumento de trabalho tem de "durar" até aos 65 anos e da maneira que as coisas andam, ainda irei dar aulas muda!!!!


"Este período não, mas no próximo eu trabalho!"

Aula de Matemática Aplicada do meu CEF. Andamos há 2 semanas a fazer exercícios sobre o cálculo de áreas (elementar, penso eu). A princípio muitas dificuldades, mas aos poucos "faz-se luz" e o pessoal já nem precisa de grande apoio para resolver - apenas pergunta pelo resultado.
Bom, existe a excepção de um aluno...
"Ó professora eu disto não percebo nada, nem vale a pena. É muito difícil! Mas não se preocupe. Este período é nega na certa, mas vai ver que eu recupero para o próximo. No 2º período vou perceber tudo!"
O que vale é a intenção... Não interessa o que ainda falta para vir (7 aulas até final do 1º período). Esta já se arrumou! Ano Novo, matéria nova!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A (falta de) Educação ?!

Queixámo-nos muitas vezes da educação que os nossos alunos têm nas aulas, ou melhor da falta dela. Apontamos os pais como os grandes educadores, e os que mais contribuem para esta lacuna. Também concordo, é com o exemplo que aprendemos, mas o exemplo não vem só dos pais. E se o exemplo não é bom, e não temos ninguém que nos oriente... Enfim, temos os alunos que temos!

Situação 1

Já aqui disse que este ano dou aulas a um CEF. É uma turma especial, convertida de PIEF para CEF, que tem aulas em instalações fora da escola. Embora o Director de Turma seja um professor da escola, eles têm uma senhora que, de certa forma, é responsável por eles. A verdade é que ainda não percebi muito bem a função dela (não sei se é uma espécie de assistente social), apenas sei que ela já "trabalhava com eles" quando funcionavam como PIEF e é ela que providencia todos os materiais escolares (lápis, caneta, máquina de calcular, etc).
Acontece que, na semana passada, estava eu a terminar a minha aulita de Matemática Aplicada (faltavam ainda 3 minutos para terminar) a dita senhora bate à porta, entra na sala e senta-se num dos lugares livres, com um jornal na mão. É lógico que o bando dispersou os pensamentos, distraíram-se com a dita e a aula terminou assim de um modo estranho. Confesso que fiquei sem reacção e ainda estou para perceber qual a ideia. Então entra-se pela sala e nem se pergunta se o pode fazer, se a aula já terminou?

Situação 2

Na mesma turma também dou a disciplina de Física e Química, exactamente no dia a seguir. Esta também aconteceu na semana passada e imaginem quem foi a personagem principal? Isso mesmo, a mesma senhora!
Sente-se um telemóvel a vibrar e o aluno pergunta se pode atender. NÃO, logicamente!
"Ó professora, mas é a dra. A.!"
Fiquei na dúvida, mas mesmo assim, deixei atender. O garoto pôs o telemóvel em alta voz e a senhora do outro lado diz o que tem a dizer. Mas então ela não sabia que estavam em aulas? Não sabe quais as regras da boa educação? Sinceramente...

domingo, 7 de outubro de 2007

Os professores e a outra secção!

O Dia do Professor foi na sexta-feira. Não passou indiferente. Parece que até ao Presidente da República também não, mas não sei pormenores do seu discurso.

As coisas não andam facéis, mas também não quero falar disso. Por norma sou optimista, acredito que as coisas podem mudar (embora não saiba quando, nem como). Não interessa. Estou nisto por amor, porque gosto da profissão, porque não me imagino a fazer outra coisa, porque foi o que sempre quis, desde que me lembro. Não tenho a certeza, mas acho que fui influenciada pela minha professora da escola primária. Pelo seu amor, pelo seu ensino, pela sua exigência. Devo-lhe muito, tem toda a minha gratidão pelos 4 anos de ensino!

Mas hoje, que decidi falar da profissão de professor, vou também dedicar este post à outra secção (autêntico 2 em 1). Já cá tinha falado dela, por cá já passaram comentários assinados deste modo. Por isso acho que devo um esclarecimento aos meus amigos visitantes, ao mesmo tempo que lhes dedico este post.

Então o que é isso da outra secção?

Acho que posso dizer que é uma pequena brincadeira.

Sou professora de Ciências Físico-Químicas, disciplina integrante da área disciplinar "Ciências Físicas e Naturais", juntamente com a disciplina de Ciências Naturais.

Por vezes os alunos não distinguem uma área da outra, pois os temas a abordar chegam a ser comuns no Ensino Básico. Nessas alturas, em que os alunos questionam determinado assunto da área de Ciências Naturais, são encaminhados por mim para fazer a mesma pergunta na outra secção (que em muitas escolas acaba mesmo por ser a sala ao lado) ...


Na nossa profissão conhecemos muita gente, uns com quem gostamos de trabalhar, outros que nem por isso. Mas uma escola é feita de relações humanas - alunos, pais, funcionários e colegas, e temos de saber lidar com todos. Quem está habituado a saltitar de escola em escola, já esqueceu o número de pessoas com quem se cruzou e de quem guarda boas memórias. Eu no meu caso, felizmente, tenho muitas boas recordações dos colegas que conheci da outra secção!

domingo, 30 de setembro de 2007

A saga de uma Directora de Turma

O ano ainda começou há 2 dias e já anda uma Directora de Turma a deitar as mãos à cabeça.

Na turma existem 2 alunos em situação de abandono escolar - um dentro da escolaridade obrigatória, outro fora! Dois casos diferentes que é para a malta não se queixar - ao menos experimenta de tudo!

Cartas enviadas em duplicado, aviso de recepção preenchidos em duplicado, reunião marcada (não em duplicado que uma pessoa fica sempre desconfiada se os pais irão comparecer ou não).

No dia marcado até apareceu uma mãe, a do garoto fora da escolaridade obrigatória. Não quer vir, já está a trabalhar. Por ele até faz o 9º ano à noite, mas ainda não tem 18 anos... Blá, Blá, Blá... Conclusão, a menos que anule a matrícula, para a semana fica chumbado por ultrapassar o limite de faltas permitido por lei.

O outro caso é hilariante. A mãe não apareceu e quando fui buscar o aviso de recepção da carta à secretaria não é que descubro que a pessoa que o assinou foi, nem mais nem menos, que a própria aluna que está a faltar às aulas? Das duas uma, ou a mãe sabe que a garota está a faltar ou escondeu a carta da mãe...

Mas a semana não fica por aqui. Nada como uma boa agitação para terminar. De forma resumida foi assim:

Um garoto da minha direcção de turma namorava com uma miúda de outra turma. Entretanto terminou o namoro com esta para se ir juntar a outra. A namorada rejeitada não gostou e toca de reunir as amigas (e amigos, acho eu) para dar uma sova no ex-namorado e na nova aquisição deste. Uma confusão autêntica com pais metidos ao barulho. A minha sorte é que nesse dia eu só tinha aulas na escola de tarde...

Ser Directora de Turma é ....

sábado, 22 de setembro de 2007

Encontro Imediato de 3º grau

Talvez tenha exagerado no título, talvez... mas era o que dizia o meu horóscopo para esta semana, no plano afectivo (LOL)!

Agora a sério. Esta semana tive realmente um encontro especial - conheci a minha turma de CEF! (talvez o plano afectivo do horóscopo não se referisse a este encontro, mas não haja dúvida que existe, ou deveria existir, afectividade numa relação aluno-professor).

As turmas de CEF são especiais. Quem já trabalhou com elas, ou apenas ouviu referências, sabe que é assim. Alunos com interesses divergentes dos escolares, muito desmotivados, em risco de abandono escolar, resumindo, turmas problemáticas.

A vantagem destas turmas é que esses mesmos alunos conseguem fazer o 9º ano em 2 ou mesmo num 1 ano, num currículo mais simples, com mais componentes práticas.

A desvantagem, bom, essa nem é preciso pensar muito. Numa turma estão presentes todos os alunos (ou quase todos, porque as turmas não podem ser muito grandes) que provocavam conflitos nas turmas regulares e que às vezes, e em algumas escolas é essa a sensação, são empurrados para este tipo de curso.

Andam no CEF por "obrigação" sem se aperceberem das regalias que estão a usufruir. O ensino é mais facilitado, os critérios de avaliação são adaptados à turma, não têm despesas com a escola e no final obtêm o 9º ano de escolaridade, sem grande esforço da sua parte, excepto o facto de terem de estar presentes na aula. Cada vez se ouve mais falar neste tipo de ensino, cada vez mais escolas tentam implementar cursos CEF. Às vezes penso se, da maneira que as coisas caminham, com o facilitismo a invadir as nossas escolas, as turmas regulares não darão lugar a turmas de CEF...

Esta minha turma foi convertida em CEF, depois de um ano a funcionar como PIEF, em instalações fora da escola.

O cenário que me pintaram era tão negro que, confesso, andei a semana toda preocupada, com um certo receio do que iria encontrar. Em comum todos apontavam a ausência de regras na sala de aula, linguagem inadequada, pouca ou nenhuma vontade de trabalhar, ausência de material (que eles não estão para se cansar a transportar os cadernos). Mas pelos vistos, alguns destes aspectos aconteciam com a conivência dos próprios professores. Ou seja, eu estava assustada! Agora acrescentem o facto de ir dar a esta turma 2 disciplinas, sendo uma delas Matemática Aplicada. Podem crer que me apliquei a semana toda para preparar estas benditas aulas...
O primeiro encontro foi às 8h30. Apareceram 13 alunos (2 já estão a faltar desde o início). A sala não é muito grande, mas também não estamos muito apertados. O problema é o cheiro... As cadeiras têm os estofos rasgados e um armário serve de depósito do material (os cadernos não saem da sala de aula) que lhes é fornecido pela coordenadora e a quem solicitam tudo o que lhes faz falta.

Quanto aos alunos, o cenário que imaginei foi bem diferente. Participaram nas tarefas propostas (e alguns pode mesmo dizer-se activamente), nunca se recusando a nenhuma. Nota-se que são alunos com muitas dificuldades, alguns são bem mais limitados que os meus alunos de 7º ano. Alguns colegas que já trabalharam com a turma no ano passado também reconheceram mudanças nas atitudes. Esperemos que estes se mantenham assim, em especial no cumprimento de regras, que era o seu grande defeito.

O primeiro impacto foi positivo, até me pareceram interessados!? Sinceramente, espero não me ter enganado nesta primeira impressão e não ter de aparecer por aqui com as mãos na cabeça...

Na aula de Matemática Aplicada tivemos uma presença especial a assistir. Uma centopeia, que resolveu andar a passear por toda a sala. Numa sala com aquelas condições, qual será o próximo visitante?

sábado, 15 de setembro de 2007

Uma semana em cheio! II

Se a anterior semana não foi fácil, que dizer desta?!

Para começar, dia e meio em acções de formação que, com pena minha, pouco me "formaram" e só me faziam estar a pensar no trabalho que me esperava em casa! (Sim, os professores fazem muito trabalho em casa, pois não têm tempo para o fazer na escola... mas, isso é outro assunto).

Depois foi a Reunião dos Directores de Turma, com a carga de trabalho e de stress do costume, com os directores de turma dos 7º anos "às aranhas" para preparar as reuniões do Conselho de Turma do dia seguinte. Afinal, quem consegue analisar, em condições, 5 Projectos Curriculares de Turma de um dia para o outro?

Confesso que no meu caso, sendo a turma conhecida, não me foi dificil preparar a reunião. Contudo, na 6ª feira, a minha turma já tinha sido alterada com a troca de um aluno repetente por outro...

Os Conselhos de Turma também correram bem. As turmas eram conhecidas, os colegas também, acaba por ser diferente. Uma das novidades é apenas uma turma de 7º ano, com 28 alunos (vamos lá ver como vai ser trabalhar com estes).

A outra novidade é a minha "abençoada" turma de CEF. Pensava eu que a reunião que iriamos ter serviria para eu conhecer um pouco esta turma, também conhecida pela antiga turma do PIEF (que este ano se converteu em CEF). Pois não podia estar mais enganada! Ninguém me "apresentou" a turma, apesar de ser a novata, não faço ideia de quantos alunos são, não sei quais serão os critérios de avaliação, nem sei mesmo qual o nível dos alunos. Tendo a meu cargo a disciplina de CFQ, tenho de planificar de acordo os conhecimentos dos alunos nesta área... Valeu-me a leitura da legislação sobre o funcionamento destes cursos, mas se não fosse eu a insistir nem me diziam/mostravam o local onde este curso irá funcionar (as instalações são fora da escola).

Na altura fiquei fula, estava mesmo nervosa, hoje os ânimos já arrefeceram e o facto de ir perguntado aqui e ali (correndo o risco de ser chamada de "melga") já permitiu ter uma ideia dos alunos que me esperam e até de alguns dos procedimentos a ter em conta. Sei que não vai ser fácil, pois são alunos muito desmotivados, mas vou tentar fazer o meu melhor!

O que mais chateia nisto tudo, é que dedicamo-nos a analisar problemas e estratégias das turmas que temos na escola (e que até já conhecemos), mas estas turmas de CEF ou PIEF, dadas as suas características tão especiais, são deixadas um pouco de lado, quando à partida seriam elas a necessitar de uma análise mais cuidada. Será que é isto o mais correcto?

Ah! Entretanto, já foi a recepção aos alunos de todos os anos e pude voltar a estar com os "meus meninos". Apesar de todas as dores de cabeça que nos dão, foi bom matar saudades, sendo o aspecto positivo de toda uma intensa semana de trabalho!!

A todos os que já estão ao serviço aproveito para desejar:

Um bom início de ano lectivo!!!

sábado, 8 de setembro de 2007

Uma semana em cheio!

Regressei ao trabalho nesta semana, mas parece-me que já foi há mais tempo, há muito tempo!

Mas vamos lá organizarmos as ideias, para terem uma ideia do que aconteceu.

2ª feira - reunião geral. Eu já tinha dito que iria ser estranho. Não me enganei. Estranho, diferente, mas gostei. A recepção é totalmente diferente, é mais calorosa. Afinal todos se conhecem e conhecem o nosso trabalho. Até o nosso estado de espírito é diferente, embora tenha esmorecido um pouco ao descobrir, afixado no placard, a agenda de trabalhos para as próximas semanas.

3ª feira - reunião de departamento. Com a nova "moda" dos titulares, lá elegemos o coordenador (uma boa escolha na minha opinião). Mas o que interessava mesmo era a distribuição do serviço. E esse deixou-me em estado de choque!!!!

A continuidade está patente, pois continuo com os meus 7ºs (agora oitavos) e como não pude continuar com o 8º, atribuíram-me uma turma de 7º, para além de continuar com a minha Direcção de Turma. A novidade no meu horário são os CEF´s (Cursos de Educação e Formação - info), onde para além de leccionar 45m de CFQ (a minha disciplina), tenho ainda a meu cargo a disciplina de Matemática Aplicada (90m)! Fui apanhada completamente de surpresa, a verdade é que ainda não me refiz do choque. Trata-se de uma turma complicada em termos de alunos, o que desde já não é algo fácil, mas sinceramente, Matemática? A mim? Eu gosto da disciplina, eu até queria ser professora de Matemática quando era mais nova, mas até que ponto estarei preparada para a leccionar? Quer-me parecer que ainda virei por aqui muitas vezes desabafar convosco...

4ª feira - exame de equivalência à frequência.

5ª e 6ª feira - Reuniões de departamento. Departamentos enormes, assuntos sérios e urgentes a tratar, conversas paralelas, falta de respeito pelos colegas e até pela coordenadora. Resultado? Reuniões a durar 3h30m e com assuntos que ficaram por tratar.

Às vezes fico chocada com os meus colegas. Nunca vos aconteceu? E dou comigo a pensar como podemos nós exigir dos nossos alunos aspectos como pontualidade, atenção e silêncio, quando somos nós os primeiros a chegar com mais de meia hora de atraso à reunião, quando falamos de tudo menos do assunto que está sobre a mesa, quando cochichamos como os companheiros em vez de falarmos na nossa vez e para todos. Enfm, reuniões frustantes...


Esta foi assim, a próxima, bem... Já se avizinham os Conselhos de Turma!

sábado, 1 de setembro de 2007

Regresso ao trabalho

Já lá diz o ditado "o que é bom sempre acaba", ou seja "AS FÉRIAS CHEGARAM AO FIM!"

Sim, as férias terminaram e agora é tempo de voltar ao trabalho, algo que sempre nos custa, depois de um tempo sem stress e sem preocupações.

É certo que se trata de um ano diferente - não houve concursos, não houve ansiedade. Foi como se estas férias de Verão correspondessem a uma pequena interrupção.

Estranho talvez seja a melhor palavra para definir a situação. Estranho porque será a primeira vez que volto à mesma escola, estranho porque eu própria já não me vou sentir uma "estranha" na recepção que fazem aos professores. Aliás, vou ter a oportunidade de trabalhar com os mesmos colegas, que ao longo do ano conheci (e aprendi a conhecer). Vai ser bom voltar a conviver com a "outra secção"!

Até pode parecer uma banalidade para muitos, mas a verdade é que este ano já não vou andar como "barata tonta" à procura dos serviços, das salas... Enfim, toda aquela ansiedade (e até desconfiança) que acompanha um professor no seu primeiro dia, numa nova escola.

Vai ser diferente, disso não há dúvida!

Agora é tempo de fazer as malas, preparar os materiais, arregaçar as mangas e começar a pensar no próximo ano. Os próximos dias são de trabalho, muito trabalho (ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa)!

A todos desejo um bom início de ano! Que tudo vos corra bem!


Eu sei que ainda existem muitos colegas que aguardam uma colocação. Eu sei, eu própria conheço alguns. Apesar de em alguns grupos a situação não se apresentar muito risonha, resta a esperança e a fé em acreditar que alguma coisa há-de aparecer.

Hoje a sra. Ministra da Educação (Jornal da Tarde, RTP1) não foi muito simpática para com os milhares de professores que ficaram de fora. Infelizmente, é assim que os professores são tratados pelo Ministério que os rege, um Ministério que só se interessa pelos alunos... (sim, também se deve interessar por eles, mas será essa a sua única preocupação?)

Afinal, que seria dos alunos se não existissem professores?

Coragem a todos! Que a sorte vos sorria...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sobe, sobe, balão sobe...

Nesta altura do ano o país é rico em romarias. Cá no Norte nem se fala!

São festas muito bonitas, caracterizadas pelo convívio de todos, pelos vendedores ambulantes, pelos carros das farturas (que boas são), pelos carrosséis (para miúdos e graúdos) e claro, pelas imponentes e majestosas procissões.

Não há festa que se preze que não tenha também um vendedor de balões. Muito coloridos, com as formas e as cores dos ídolos do momento de toda a criançada (ao contrário do meu tempo de menininha que apenas tinha a forma habitual do balão).

Em todas as festas, se espreitarmos para os céus, conseguimos ver um ou outro balão que se desprendeu de uma mão mais distraída e que voa para muito longe…

E agora um segredo. Sabem o que me apetece fazer quando vejo um desses vendedores de balões?

Cortar os fios que o vendedor zelosamente segura e deixá-los subir no céu…

estes voaram daqui


São ideias, o que querem...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

E um ano se passou...

Timidamente iniciei esta actividade de bloguista, mas rapidamente se tornou um vício.

De início como brincadeira. O meu afilhado tinha (e ainda tem) um blog - Ideias - já tinha visitado alguns e então resolvi experimentar.
E aos poucos este espaço foi crescendo, foi sendo visitado, retribuiu as visitas com agrado.

Hoje, e parece que ainda foi ontem, este cantinho completa 1 ano de vida com mais de 9 000 visitas.

Sim, o olhar azul está de parabéns!!!!

E a data não podia passar sem dizer a todos quantos ajudam a crescer, dia após dia, este espaço com os vossos comentários, com as vossas visitas:


OBRIGADA!!!!


sábado, 11 de agosto de 2007

Chuva de Estrelas

O céu deverá apresentar na noite de domingo para segunda-feira(de 12 para 13 de Agosto) a queda de dezenas de estrelas cadentes por hora, um fenómeno anual que ocorre quando restos do cometa Swift-Tuttle entram na atmosfera terrestre.


A chuva de meteoros das Perseidas - assim denominada por estes meteoros surgirem a Nordeste, junto à Constelação de Perseus - são um fenómeno regular, que acontece todos os anos por volta do dia 12 de Agosto.

Informação recolhida aqui.




Imagens do Swift-Tuttle de 1992 mostram chuva de estrelas Perseidas



As chuvas de estrelas são na realidade fragmentos pequenos de asteróides ou de cometas, que ao entrarem na atmosfera terrestre a uma velocidade que ronda os 100 000km/h, tornam-se incandescentes, criando um rasto de luz, visível durante alguns segundos, criando a ilusão de estrelas a cair.


A tradição popular diz que se pode pedir um desejo sempre que se vê uma estrela cadente. Ora sendo uma chuva...




Podem saber mais sobre este fenómeno aqui ou aqui!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Verão Azul

Finalmente de férias!!!!!

Umas merecidas e desejadas férias!

Férias azuis, como este blog, como o mar que tenho privilégio de ter junto a mim...

E como desejo de boas férias deixo-vos este vídeo, de uma série da televisão espanhola. Recordam-se?


Boas Férias!!!

PS: Só por curiosidade, eu não gosto de praia, não faço praia há anos! Mas quem me tira o mar, a sua imensidão, o seu odor... enfim, tira-me tudo. Haverá algo mais belo que um mar que se estende sobre a areia?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Certezas...



Felizmente este ano não vou andar assim, com a casa às costas!

Confirma-se a minha colocação na mesma escola, por isso, e pela primeira vez na vida, não vou ter de pensar em concursos e vou ficar pelo segundo ano na mesma escola. Será um novo desafio que me espera em Setembro...

Contudo, eu sei que existem muitos colegas a concorrer, alguns com o coração bem apertado. A todos desejo boa sorte!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Dúvidas e incertezas

Um professor, que não seja efectivo, obviamente, tem sempre a sua vida em sobressalto. Um ano aqui, outro ali, um mês no Norte, outro no Sul. Parecemos ciganos! Isto pode durar alguns anos, após a conclusão do curso, ou pode prolongar-se quase por uma vida inteira. Neste caso depende sempre do curso, ou seja da disciplina que se lecciona (e que pode estar muito cheia em termos de professores) ou pode ainda dever-se a escolhas que o próprio faça, e que na maior parte dos casos se relaciona com a estabilidade familiar.

Passada a fase do "Contratado", e com sorte, entra-se na fase do QZP (quadro de zona pedagógica). A dita zona corresponde a uma área que pode abranger um distrito inteiro, ou parte dele (dependendo, claro, da sua dimensão). Aqui já se consegue acalmar o coração, aliviar o stress. Sabemos que podemos saltitar de escola em escola, mas pelo menos estamos limitados a uma área. Esta é a minha situação. Sou QZP!

No início deste ano (entenda-se ano lectivo) e com as alterações ao concurso de docentes, os professores ficaram com a ideia de que as colocações seriam por 3 anos lectivos (desde que a escola tivesse horário), com algumas excepções no que dizia respeito aos contratados, onde as regras seriam um pouco diferentes.

Assim pensava eu!
Fiquei colocada na minha 4ª opção, num horário de 18 horas (que no caso de QZP tem de ser sempre completado, nem que seja com horas de substituição, que foi o meu caso).

Trabalhei o melhor que pude, esforçei-me o melhor que soube, cumpri com os meus objectivos! Cada escola tem o seu método de trabalho. A minha não é excepção. Tem coisas boas, tem coisas menos boas. Não me posso queixar muito, afinal, não estou tão longe de casa como muitos, que infelizmente, se encontram em situações bem diferentes (e complicadas também).

Agora ao terminar o ano lectivo, pensei no meu futuro. Se a colocação fosse realmente por 3 anos seria a primeira vez que tal me aconteceria - ficar na mesma escola, provavelmente dar continuidade às minhas turmas.

Questionei o Conselho Executivo e foi aí que as dúvidas surgiram.
Não me dão certezas de ficar, não me sabem sequer dizer se sou ou não obrigada a concorrer. Estão à espera de informações, pois segundo eles, tendo entrado com horário incompleto, não sabem como se irá processar esta situação.

Pelas informações que o Ministério vai debitando, eu não entendo assim. Mas as leituras deste tipo de informações são sempre tão duvidosas, permitem sempre várias interpretações...
Por isso, o meu futuro apresenta-se assim:



...pelo menos até dia 6 de Agosto...

PS: Ontem quando escrei este post ainda não sabia das alterações do Ministério. Afinal os concursos começam a 1 de Agosto. Será isto um bom ou um mau presságio...

terça-feira, 24 de julho de 2007

Choque Tecnológico

No Jornal de Notícias de ontem lia-se o seguinte:

"E se o seu filho passasse a enviar os trabalhos escolares por email aos professores em vez de os imprimir, tirar fotocópias e ir à escola? E se os docentes passassem a trocar documentação entre si e para a secretaria por mail em vez de preencherem inúmeras requisições? Pois será esse o caminho que o Governo inicia hoje, em Lisboa modernizar as infra-estruturas das escolas para que docentes, alunos e funcionários aprendam a beneficiar do que a Internet e as tecnologias lhes podem oferecer - comunicações mais rápidas e sem barreiras espaciais entre toda a comunidade escolar. "

Pode ler o resto da notícia aqui!

Eu acho muito bem que se equipem as escolas, que haja computadores para os alunos, que cada sala de aula tenha um computador e um projector. Muito bem, é de louvar o avanço tecnológico na Educação. Mas não estaremos a "pôr o carro à frente dos bois"?

Ora vamos lá ver:
-quantos alunos nossos têm computador em casa?
-e quantos desses têm acesso à internet?
-quantos pais terão conhecimentos suficientes para enviar mail´s?

E agora o nosso lado:
-terão os professores acesso a computadores e internet que lhes permita o acesso ao mail?
-quem imprime os ditos trabalhos enviados por mail?
-serão reduzidas horas de ensino para se ter tempo para consultar mail´s e demais documentação? Ou serão em horário pós-laboral?
-irão criar gabinetes de trabalho na escola? Ou estarão os professores sujeitos a esperar na "bicha" para conseguir um lugar no computador?

Estas são apenas algumas das questões que me ocorrem, de momento.
Mas existe ainda uma que não me sai da ideia. Os alunos terão de ir à escola? Ou o ensino é feito através de mail? Afinal, qual o papel dos professores?


Este ano lectivo ainda não terminou e o próximo já se prevê eléctrico...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Oficialmente ainda não...

Férias, oficialmente ainda não. Contudo, acho que posso respirar de alívio.
O grosso do trabalho já acabou, finalmente.
Este final de ano foi um pouco sufocante, não tenho memória de outro assim. Foram dias e noites rodeada de papeis por todo o lado, aflita para conseguir ter tudo pronto a tempo, foram as avaliações e o stress associado, foram os relatórios de retenção e os outros, foram as matrículas, foram as reuniões de departamento infindáveis, foi a base de dados, foi uma série de burocracias...
Uma pressão enorme para conseguir ter tudo pronto dentro do prazo, aflita para terminar o Projecto Curricular de Turma, vulgo PCT, para o entregar dentro do prazo estipulado no placard da sala de professores, organizar os anexos do PCT (que vai-se a ver são mais volumosos que o próprio PCT em si). E depois olha-se para o lado e vê-se o DT X ou o DT Y que ainda não entregraram; o DT Z que ainda nem sequer sabe como se inserem os dados dos planos, enquanto outros desesperaram para fazer tudo, a tempo...

O ano terminou!!!!
Mais um ano que se passou, rapidamente.
Ainda há pouco entrava na escola, pela primeira vez. Timidamente, olhando com reservas, sendo olhada de canto. Aos poucos vamo-nos conhecendo, e até acabamos por criar relações especiais com os colegas, amizades que nos marcam, que nos ajudam a encarar as dificuldades que este ano nos apareceram pela frente, momentos de convívio que nos ficam na memória, horas de boas gargalhadas...
Este ano não foi fácil. Felizmente não tive problemas com as minhas turmas, mas foi preciso trabalhar muito. Foram muitos alunos com NEE (necessidades educativas especiais). Só numa turma apanhei Currículo Alternativo, Currículo Escolar Próprio, Adaptações Curriculares (ao abrigo do 319/91 ou simplemente ao nível do PCT). Foi um autêntico estágio nesta área, mas sinto que ainda tenho muito para aprender.

Fui DT pela primeira vez. O balanço pode considerar-se positivo, apesar de todas as situações que estiveram relacionadas (algumas já aqui contadas). Mas senti muita falta de apoio, senti-me desamparada. Ninguém parou para perguntar se já o tinha sido, ninguém perguntou se precisava de ajuda. E como precisei!!!! Valeram-me alguns colegas, valeu-me a minha experiência como secretária em anos anteriores, valeu-me a iniciativa de perguntar (ou mesmo chatear) até perceber. Já lá diz o ditado "Quem tem boca chega a Roma"!
Fiz o que pude, o melhor que sei. Aprendi muito e sei que numa próxima vez irei fazer algumas coisas de modo diferente. Afinal, estamos sempre a aprender, com os outros, connosco mesmos, com os nossos erros.

Oficialmente ainda não, mas depois do sufoco passado já me sinto de férias.
Vou aproveitar para desacansar, para organizar o monte de papéis que se acumularam nos últimos meses. Ainda há algum trabalho a fazer!
O tempo convida a saídas, e o cheirinho do mar entra-me pela janela...

domingo, 8 de julho de 2007

Este é-te dedicado!

Tenho um amigo que me acompanha, para todo o lado, percorrendo os mesmos caminhos que me conduzem, dia-a-dia, até à minha escola.

É um amigo que me ouve quando canto ao som da música que passa na rádio (ou melhor desafino) , com quem converso ou discuto, com quem desabafo...

Já percorremos muitos quilómetros juntos (quase 40.000), muitas horas de viagem (em especial do Minho ao Alentejo, e vice-versa), já visitamos e descobrimos muitas paisagens.

Esteve sempre à altura de todos os desafios e hoje dedico-lhe este post! Sim, a ti meu bolinhas...

Não se admirem, mas a verdade é que gosto muito do meu "bolinhas" e faz exactamente 2 anos que nos conhecemos!

E já agora aqui fica um comentário, menos alegre.

Há quem considere um carro como um luxo. Eu não entendo assim. Na minha profissão, que me faz estar um ano no Alentejo (quando eu sou do Minho) e no outro saltar para o Tâmega, o carro é o meu meio de transporte, é uma necessidade. Podem dizer que sempre tenho os transportes públicos como alternativa, mas por vezes esquecem-se que muitas das nossas localidades têm a rede rodoviária um pouco deficitária, pode até acontecer que o horário do autocarro simplesmente não seja coincidente com o da escola. Existem localidades, com escolas básicas, onde o padeiro apenas passa 3 vezes por semana. Como será o autocarro?

Eu sei que existem colegas que fazem imensos sacrifícios ao longo do ano, que apanham mais do que um transporte público por dia ou sobrevivem através de boleias. Eu conheço colegas assim e dou-lhes o meu louvor por conseguirem resistir.

O que eu quero dizer é que o meu carro não é um luxo e por isso fiquei magoada quando há dias o encontrei todo vandalizado. Alguém o tinha riscado, do lado do condutor, ao longo de todo o comprimento, como se estivesse a contornar as portas. Aconteceu de dia, na rua onde eu moro. Ninguém viu. Não foi o único, também fizeram a um vizinho.

E eu pergunto, porquê? Qual a ideia, qual a intenção? Porquê a maldade...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Mudei de profissão!!!!

Não estranhem o título deste post.
Pode não ser totalmente verdade, mas não anda muito longe do que aconteceu. Esta semana fui funcionária de secretaria, uma autêntica administrativa!

Para começar foram as matrículas, na 3ª feira.
Foi preciso entregar as avaliações aos pais, renovar as matrículas e ainda solicitar o transporte. Numa turma de 28 alunos podem fazer uma ideia da quantidade de papelada, com os pais a aparecerem quase em simultâneo...

É certo que pude contar com o apoio da minha secretária e da colega de Língua Portuguesa, mas mesmo assim foi um pouco confuso. O dito papel de matrículas, embora estivesse preenchido na maior parte dos itens, não o estava devidamente. Conclusão, foi preenchido na totalidade, novamente.

Quanto às avaliações, não houve muito a dizer. Nenhum se mostrou surpreendido, o que prova que pelo menos este período tiveram a sensatez de passar pelo local onde as pautas foram afixadas. A sério que não compreendo a falta de interesse que alguns Encarregados de Educação demonstram. Nos outros períodos, quando fiz a reunião de entrega de avaliações (quase 3 semanas depois das pautas terem sido afixadas) alguns pais mostraram-se surpreendidos com as notas dos seus filhos. Como é possível?! Não tiveram curiosidade?

Mas a semana não ficou por aqui. Lembram-se da dita base de dados da DREN?

Neste caso foi uma tarde inteira diante do computador. Era preciso introduzir, por aluno, o tipo de plano, as disciplinas abrangidas, a avaliação inicial e a avaliação final, por disciplina.

Além disso, em cada disciplina teríamos de indicar a(s) competência(s) a desenvolver e para cada uma delas a(s) modalidade(s) de apoio.
Não foi dificíl, apanhando-se o jeito até se consegue despachar. O problema é que a base de dados bloqueia se estiver muita gente a trabalhar nela e confesso que a reunião de preparação que os Directores de Turma tiveram não ajudou muito. Pessoalmente não gosto muito das coisas na teoria, nada como um computador à nossa frente para ajudar. Claro que o facto de na sala estarem presentes outros colegas, que já estavam a terminar a sua inserção de dados, também ajudou.

Toda a gente sabe que é no "desgraçado" do Director de Turma que cai o trabalho todo. Esta inserção de dados não é excepção a um trabalho exaustivo que se vai desenvolvendo ao longo do ano. No meu ponto de vista, este trabalho não deveria ter sido executado pelo DT mas sim pelos professores que implementaram o plano.

Se não reparem, como posso eu saber quais as competências que a colega de Inglês desenvolveu na sua aula? Qual o apoio que prestou ao aluno? Eu não sei, não faço a mínima ideia. Agora multipliquem esta dúvida por 11 disciplinas, e estas por 11 onze alunos, que era o total dos meus planos.
Não sei qual o objectivo desta base de dados, não sei qual a sua finalidade. Apenas sei que ela não é, não o pode ser, fiável, uma vez que não foi o próprio professor da disciplina que preencheu os dados. Pensem melhor nisso...

Como podem imaginar, esta semana fingi ser uma funcionária de secretaria, com uma pequena diferença. Não entrei às 9h e não saí às 17h (muito pelo contrário, eram quase 20h!). Será que alguém me paga horas extraordinárias? Não me parece...