sábado, 21 de junho de 2008

Tempos difíceis...

Para alguns o ano lectivo chegou ao fim (para alguns alunos até chegou bem cedo!), mas na minha escola, por razões que eu não percebo muito bem, nesta semana ainda irão decorrer 2 dias culturais com exposições e actividades variadas. Um final em grande!

A juntar a isto temos ainda as reuniões de avaliação de final de ano e os exames de equivalência à frequência do 9º ano. Tudo em simultâneo!

Não preciso de falar nas papeladas que neste momento atacam por todos os lados os professores, e em especial os Directores de Turma. Estes parece que carregam uma espécie de maldição que no final de cada período os transforma em administrativos e técnicos de burocracia - são relatórios de progressão/retenção; relatórios de apoio; planos de acompanhamento; papel para isto e para aquilo; notas para ponderar; registos de avaliação para abrir, preencher...

Enfim...

Se os professores ganhassem de acordo com a quantidade de papel que manuseiam nestas alturas, estavam ricos!

Assim, durante a próxima semana, este olho azul vai estar "de olho" na montanha de papéis que terá de despachar... pelo que as visitas terão de ficar adiadas...

terça-feira, 10 de junho de 2008

O princípio do fim...

O ano está a terminar (finalmente, para agrado de muitos), mas para os meus alunos do curso CEF já terminou.

Na verdade, apenas terminaram as aulas, pois os meninos/adultos estarão durante as próximas semanas a realizar o seu estágio, que terminará com uma prova, a PAF.

Já aqui muito falei deste "meu" CEF, coisas boas, coisas menos agradáveis.

O choque inicial foi grande, a imagem apresentada por outros professores sobre esta turma também não ajudou. Mas apesar de tudo, das dores de cabeça, do tempo necessário para me preparar para as aulas, para arranjar material, do tempo dedicado a estes alunos, acho que valeu a pena. (Vejam lá que até consegui dar aulas de Matemática, o meu sonho de pequena...)

E até sinto uma certa saudade... em especial das expressões que por vezes proferiam, e que ficam guardadas na memória:

- "p'ra bem era"

- "então xau aí"

Podiam não querer estudar, trabalhar também não lhes apeteceria muito, mas no fundo eram bons moços...

sábado, 31 de maio de 2008

Geração Y

Eles andam por aí...

Cruzamo-nos com eles nos corredores, nas salas de aula ou até mesmo na nossa vida civil.

São rapazes adolescentes com, no meu ponto de vista, uma grande pancada! Realmente, ninguém no seu perfeito juízo andaria com a cintura das calças a um nível tão baixo, tão baixo que é difícil imaginar como eles as conseguem segurar...

São a chamada geração Y...

Recebido por mail

Por vezes surgem casos hilariantes. Ainda no outro dia, um garoto quase tropeçava, ao descer as escadas, porque lhe caíram as calças...


sábado, 24 de maio de 2008

Aulas de CEF II

Já é do conhecimento de muitos que este ano lectivo saiu-me na rifa uma turma de CEF, sobre a qual já tenho por aqui escrito alguma coisita.

Embora este CEF tenha nascido de modo diferente (resulta de um PIEF convertido), todas as regras que o regem são idênticas às de um CEF normal. Nessa legislação prevê-se que um aluno, que não assista a 90% das aulas, possa usufruir de uma espécie de recuperação que poderá funcionar sob a forma de aulas compensatórias ou trabalhos.


Ora na dita turma, que sempre primou por uma certa liberdade nas regras, dois alunos resolveram, apesar de avisados, não cumprir com este requisito. Está-se mesmo a ver para quem sobrou... Ora, aulas extra nem pensar pois os meninos têm um horário que até assusta só de olhar, de tão preenchido que está, a que acresce o facto de todas as aulas terem de se concluir até 31 de Maio (está quase!!!), para se dar início ao estágio. Resta pois o trabalho...



O trabalho foi designado, tentando englobar o máximo de disciplinas ou áreas de formação, às quais os alunos apresentaram fraca assiduidade. Estes já tomaram conhecimento, resta saber se o cumprirão... Afinal, são só regalias, não se podem queixar muito, pois apesar das faltas, têm mais uma oportunidade.

E apesar de este ser um ensino diferente do dito regular, vem-me à ideia o "fantástico" Estatuto do Aluno, onde se prevê que um aluno com elevada falta de assiduidade (não interessa se esta resulta de doença ou preguiça) tenha de realizar uma prova!

Não sei porquê (?!), mas imagino-me no próximo ano mais preocupada/atarefada em realizar provas do que em preparar aulas. Afinal, se se pode faltar... porque não aproveitar?!


PS: Não sei se repararam, mas a barra lateral deste meu cantinho resolveu "descer" na página... assim... de um dia para o outro, sem eu ter alterado qualquer configuração. Já tentei modificar/corrigir, mas sem sucesso. Será que alguém me poderia ajudar? Uma dica...?

domingo, 18 de maio de 2008

6 Coisas que não me importam

Com um pouco de atraso, aqui estou a responder a um desafio da Bell: "6 coisas que não me importam".

A princípio ainda pensei que não haveria nada que não me importasse, mas se paramos um pouco para pensar, até vamos encontrando algumas coisitas, tais como:

MODAS - nunca fui de andar na moda; a moda é cada um que a faz. Ter de usar aquelas cores, porque são da moda, mesmo que eu não goste... Não!

ACESSÓRIOS - gosto deles, mas confesso que nem sempre combino os sapatos com a mala...

LETRAS DAS MÚSICAS - a música soa bem, mas não ligo às letras (em especial se forem em Inglês). Acabo sempre por apanhar uma desilusão quando vou ver a tradução. Afinal, o pimba já chegou a todo o lado - "It´s raining men" (trad. "está chovendo homens...")

CORRENTES - sabem aqueles mail´s que recebemos, que nos entopem a caixa de correio, que temos de enviar a x pessoas no espaço de 1 hora ou corremos o risco de ficar com azar o resto da vida? Sabem? Apago-os todos!

SUPERSTIÇÕES - sexta-feira dia 13, gatos pretos, passar debaixo de uma escada. Não ligo a nada disso...

CRÍTICAS - há muito que deixei de as ouvir, de lhes dar importância. Somente em casos que provém de pessoas sérias e verdadeiramente amigas. De resto, quero lá saber...

Agora cabe-me a mim lançar o desafio a mais 6. E os nomeados são:

domingo, 11 de maio de 2008

Justificação para uma nota fraca...

Tenho uma turma de 7º ano como nunca tive. É a única que tenho, neste ano lectivo, mas parece que não se afasta muito do panorama das restantes que existem na minha escola.

Fraco comportamento, péssimo aproveitamento... Neste último teste, em 27 alunos, 18 obtiveram classificação negativa (em alguns casos, muito negativa).

Mas eis que finalmente descubro a razão de tal insucesso, pela boca de uma das alunas com a nota mais baixa:

"Já sei o que minha mãe vai dizer. A culpa é da professora que dá pouca cotação ao que eu tenho certo".

Pois, pois... Cá para mim, além da pedagogia diferenciada, terei de fazer uma avaliação diferenciada (cotações individualizadas...)

Ser professor...

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe

Hoje é o teu dia, mãe,
Mas sabes bem a razão
Porque o teu dia é também
Dia do meu coração.

Aliás, por graça de Deus,
A quem sempre te confias,
Todos os dias são teus,
Como são meus os teus dias.

Cada sonho tem seu dia,
Cada estrela tem seu brilho;
Eu tenho a minha alegria
Na glória de ser teu filho.

Para mim o céu imploras
E em bênçãos as mãos levantas.
Contigo choro, se choras,
Se canto, comigo cantas.

Moreira das Neves

quarta-feira, 30 de abril de 2008

E se um aluno lhe diz...

Calmamente vou entrando na escola...

Alunos vão conversando em grupo...

Uma aluna vem a caminhar na minha direcção e de repente diz:

-Eh professora! É hoje! Hoje não lhe escapa! É hoje que vai engatar um!

Mas estará tudo doido?!


PS: Trata-se de uma aluna avaliada no Regime Educativo Especial (ex 319/91), com grau de deficiência designado Bordeline (nome bonito, que talvez justifique, ou não, esta atitude.)Ele há cada um...!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Aulas de CEF I

Temos uma ideia pré-concebida sob determinados alunos que, por vezes, nem lhes damos o benefício da dúvida.

Os cursos de CEF têm a sua fama, nem sempre abonatória, em muitos casos por culpa dos próprios alunos que os integram. Lemos histórias na net, ouvimos de colegas de trabalho ou então contactamos directamente com este tipo de alunos. Mas será que não há excepções??

O CEF que me foi atribuído não funciona na escola, mas numas instalações pertencentes à escola profissional lá do sítio (histórias antigas). Logo aí se nota diferenças, pois regras não existem, porque também não existe ninguém que os controle. Mesmo assim, e apesar de certos desacatos entre eles, o panorama este ano até é muito bom, e sempre que têm alguma saída o seu comportamento não tem nada que se aponte.

Assim, e dentro da minha disciplina, resolvi fazer uma aula prática, implicando deste modo a deslocação à escola, onde dispunha do material.

Agora espantem-se! O porteiro não os queria deixar entrar, o meu "chefão" mostrou alguma contrariedade pela sua presença. Porventura pensariam eles que estes garotos eram alguns desordeiros, vândalos, que iriam destruir a escola?

Provavelmente a culpa foi minha que não falei ao "chefão" sobre o assunto, mas na minha ignorância, pensei que ficava resolvido falando com o DT deles. Mas expliquei a situação ao "chefão" e eles lá entraram e tivemos a nossa aula.

Pois bem, digo-vos uma coisa. Foram impecáveis (como sempre o são nas saídas de sala de aula), bem melhor do que as minhas pestes de 7º ano. Estiveram à altura, mostraram responsabilidade.

Como poderão estes alunos sentir-se integrados, quando são os próprios professores que olham para eles com desconfiança pelo facto de frequentarem um curso CEF. Não pensem que estes meus alunos são bem comportados. Claro que não, também têm as faltas, e algumas bem graves envolvendo uma espécie de Wrestling feminino. Mas mesmo assim...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Os pais de uma Direcção de Turma

Se pensarmos que a maior parte do tempo dos nossos alunos é passado na escola, os professores assumem uma responsabilidade bem grande. Em alguns casos bem maior que alguns pais que saem pela manhã, bem cedo, e chegam a casa noite dentro.

Não pensem os pais que estou a tê-los em menor consideração, afinal são pais, mas devem compreender que, em muitos casos, são os professores que se apercebem dos problemas, é com eles que os seus filhos desabafam e muitas vezes também desatinam.

A figura do Director de Turma é por vezes um pouco ingrata, pois se por um lado pode criar um laço de amizade com a sua turma, tem ao mesmo tempo de exercer da sua autoridade, chamando-os a atenção, "puxando" as orelhas ou até mesmo fazendo má cara por comportamentos e atitudes que muitas vezes os alunos apresentam.

A sua função obriga-o também a lidar com os pais de uma forma mais directa. De todas as funções esta é a que menos me agrada. Seja do meu feitio (mais introvertido), seja pela situação em si, a verdade é que não me sinto muito à vontade quando tenho de contactar com os pais.
Não é que tenha tido uma má experiência, como essas que vão circulando pelas nossas escolas, que todos os dias ouvimos (afinal, a má educação de certos alunos é fruto da educação recebida em casa). Mas reparem que também não é fácil transmitir uma imagem dos filhos que alguns pais não conhecem – parecem autênticos casos de dupla personalidade – a da escola e a da casa.

Entre os vários tipos de pais que vão “circulando”pelas diferentes direcções de turma, louvo os pais da minha direcção que se preocupam em saber se os seus filhos não faltam ao respeito aos professores.

Resignam-se pelas notas que os filhos apresentam: “Eu bem o vejo a estudar; pelo menos com os livros abertos está…”;
Resignam-se pelo facto de estes não prosseguirem os estudos: “O importante é ter o 9º ano agora, e não andar a tirá-lo à noite como eu…”.

Talvez se estes mostrassem uma maior preocupação pela verificação do estudo dos seus filhos, se tentassem perceber mais cedo uma ou outra dificuldade, se informassem junto do Director de Turma ao longo do ano e não apenas no final de cada período ou então, como muitos por aí, exclusivamente no final do ano, no derradeiro período...

No fundo, até compreendo. Lutam, esforçam, fazem sacrifícios todos os dias para garantir um futuro aos seus filhos, melhor do que alguns hoje têm, com oportunidades que no seu tempo não tiveram...

Mas um Director de Turma fica sempre um pouco embaraçado quando uma pai/mãe o questiona sobre a possibilidade do seu filho transitar de ano... Que responder? É que em muitos casos esta situação deve-se a uma total falta de estudo, a um "arrumar" prévio dos livros... E mesmo tendo consciência dos filhos que têm, não deve ser fácil ver um filho repetir o ano, uma e outra vez...

domingo, 6 de abril de 2008

No bico de uma cegonha...

... chegou ao mundo, há 30 anos atrás, este olhar!


A data é especial e por isso quero partilhá-la convosco! Afinal, os bons momentos são para partilhar com os amigos!

Quem por aqui passar pode tirar a sua fatia. Mas não se estiquem, seus gulosos, tem de chegar para todos :))

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sugestão de Mestrado...

Para quem andava com dúvidas sobre o mestrado que gostaria de fazer, deixo aqui uma sugestão.
Tem um pequeno senão... Fica no Algarve...


Publicado em Diário de República, 2ª série, nº 51, de 12 de Março de 2008


PS. Esta semana está a custar imenso... O mal é geral ou será só impressão minha???
Bolas! Nunca mais chega o fim de semana...

domingo, 23 de março de 2008

Feliz Páscoa!!!!


Uma Santa e Feliz Páscoa e todos os amigos que por aqui passam!
Mas cuidado com as amêndoas... ;)

domingo, 9 de março de 2008

Uma mulher e uma professora especial!

Ontem foi um dia especial - por ser o Dia da Mulher, por ser o dia da MAGNíFICA, FANTÁSTICA e HISTÓRICA manifestação de professores. Por motivos pessoais não pude participar, os mesmos motivos que não me permitiram escrever estas linhas no dia de ontem, mas que não queria deixar de escrever.

Estas linhas quero dedicá-las a uma mulher muito especial, muito querida e que esta semana completou 78 anos de idade, parte deles dedicados a uma profissão também ela especial - a minha professora primária!

Apesar das novas terminologias que identificam o 1º Ciclo do Ensino Básico, para mim será sempre a minha professora primária, que ao longo de 4 anos me ensinou o ABC, a Geografia e a Matemática, entre outras matérias. Que se empenhou na nossa educação, que não distinguiu nenhum aluno e sempre nos tratou por igual. Que mesmo usando das "reguadas" apenas o fazia em casos mais graves (e nunca por razões banais como outras professoras da minha escola) e mesmo assim nunca nenhum pai/mãe reclamou ou foi até à escola pedir esclarecimentos, nem nenhum aluno ousou levantar a voz. Sim, porque ela foi professora num tempo em que havia respeito pelo seu trabalho, e pela sua maneira de ser nos transmitiu valores e princípios.

Talvez pelo seu exemplo hoje estou na mesma profissão, a tal que nos obriga a estar dias inteiros na escola; a chegar a casa e preparar as aulas para o dia seguinte, descuidando a atenção à família; a ter reuniões em horário pós-laboral; e que não me permite faltar por falecimento de familiar, porque assim não terei o excelente e serão menos pontos para conseguir progredir e atingir o grau de titular.

Sim, sou professora e apaixonei-me por esta profissão desde muito cedo pelo exemplo que tinha na minha professora, a mesma que hoje me diz que, vendo isto tudo, nos dias de hoje não o seria. E fala com tristeza das acusações que hoje em dia os professores são alvo por parte daqueles que não sabem, por desconhecimento de causa ou por ignorância, do verdadeiro significado da profissão docente, dos sacrifícios a que muitas vezes um professor tem de se sujeitar.

Por isso dedico este post à minha professora primária, pelo que foi e pelo que ainda continua a ser, e a todos os professores deste país que ontem se manifestaram e que o continuarão a fazer pois nós não somos de baixar os braços!

sábado, 1 de março de 2008

Tempo de Censura?!

Parece que voltamos a tempos antigos. Não que eu me recorde, pois não era nascida (e nem sequer pensada...), mas vamos vendo, ouvindo, aprendendo...

Estamos num tempo em que não podemos desabafar com o colega do lado, que pensamos ser nosso amigo, mas que afinal vai no mesmo instante contar o nosso desabafo ao chefe. E isso faz-nos olhar a todos com desconfiança!

Estamos num tempo em que não podemos manifestar a nossa insatisfação para com o governo, sob pena de sermos assinalados pela polícia.
Mas então não fomos nós que o elegemos? Temos todo o direito de criticar a nossa escolha!

Estamos num tempo em que, para efeitos de avaliação, é contabilizado o nosso grau de satisfação/concordância com as políticas educativas. Até que ponto isso influencia o meu trabalho? Reparem, posso não concordar com o programa da minha disciplina, mas não posso prejudicar os meus alunos e por isso mesmo sigo as recomendações. Em primeiro lugar estão eles!

Considero-me ainda uma novata nesta profissão, não tenho tantos anos de serviço como isso, e talvez seja uma ousadia da minha parte levantar esta questão ao grandes teóricos da educação do meu país, mas não serão os agentes do terreno que melhor poderão opiniar sobre as políticas educativas e outras mudanças que por vezes querem implementar?! Uma coisa é a teoria, outra é a prática, que na prática é bem diferente.

Qualquer dia aparece por aí uma mente iluminada que me proíbe de ensinar a Teoria do Big Bang ou um professor de Ciências Naturais de abordar os métodos contraceptivos, só porque somos Católicos praticantes!

Mas para algo tem servido esta grande discussão - a união dos professores na luta pela mesma causa, em especial se pensarmos que a nossa classe não primava pela união entre os seus pares. E porque a união faz a força:

Todos a Lisboa no dia 8 de Março

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Dar aulas? Prepará-las? Quando ?!

"Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...

E depois ouço,
alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores,
observadores, secretários de estado e ministra!...

Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?

- O Quê? Querem que dê aulas!?... "

Recebido por mail

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Como é difícil ser-se DT

Ser-se Director de Turma não é fácil. Rodeados de burocracias por todos os lados, por vezes perdemo-nos em papéis - são faltas para tirar do livro de ponto, são justificações para pedir e que os alunos acabam sempre por se esquecer de entregar; é preciso estar atento ao seu percurso, de altos e baixos; alertar o EE para as dificuldades ou para o não cumprimento das regras, do estudo, do TPC; é preciso estar atento e disponível para ouvir os outros professores; ou então encolher os ombros sempre que os mesmos nos fazem queixas e queixinhas. Não somos, nem temos poderes mágicos, e muito do que se passa na sala de aula pode (e deve) ser resolvido com o professor.

Depois tem o lado humano, o lado que nos aproxima dessa turma de uma forma especial. Porque sentem em nós um amigo, um confidente. Ou então, temos o azar de ter uma turma mais "ranhosa" que a única coisa que nos sabe dar é dor de cabeça.

Sou DT pelo segundo ano, da mesma turma, e felizmente não me posso queixar. Bom, talvez a excepção seja mesmo o abandono escolar de 3 alunos que pesará na minha avaliação do desempenho, mas nem quero pensar nisso.

Esta semana, porém, foi diferente, foi triste. O pai de uma aluna da minha Direcção de Turma faleceu. Já se esperava, ainda na reunião do Conselho de Turma na 3ª feira se tinha falado nesta família, tão carenciada. E na 5ª feira chegou a notícia, como uma bomba, um choque.

E não é fácil ser DT nestas horas, não foi fácil, não me foi nada fácil. Mas senti-me na obrigação de dar apoio, à mãe, à filha, a uma família que irá precisar de ajuda, de muita ajuda. E a turma esteve lá, presente, dando apoio. Isto também os faz crescer, interiormente, amadurece-os. Perder um pai não é fácil...
E lembrei-me do meu... que nunca conheci... que nunca me conheceu...
E sinto falta... muita falta....


Would you know my name
If I saw you in heaven
Would you hold my hand
If I saw you in heaven

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Olhos Azuis!!

A notícia não é nova. Primeiro foi a LopesCa, que me chamou a atenção e no mesmo dia recebo um mail da P.

A verdade é que ainda não tinha tido tempo de postar, mas acho que este cantinho o merece, ou não fosse um olhar azul...



Todos os olhos azuis têm o mesmo antepassado comum,
diz estudo genético

No princípio todos teriam olhos castanhos. Porém, um dia — o “acidente” poderá ter ocorrido há cerca de seis ou dez mil anos — alguém sofreu uma mutação no gene conhecido hoje como OCA2, que perturbou a produção de melanina na íris. Assim terá surgido o primeiro par de olhos azuis e deste antepassado terão vindo todos os que hoje existem.

Esta é a tese de uma equipa de cientistas da Universidade de Copenhaga que estudou o ADN de aproximadamente 800 pessoas com olhos azuis, desde os loiros escandinavos aos turcos de tez escura.

Segundo o artigo publicado este mês na revista científica Human Genetics, a mutação não silenciou o gene. Apenas terá limitado a sua capacidade de produção de melanina — o pigmento que dá cor aos nossos olhos, cabelos e pele — na iris. Ou seja, “diluiu” a cor castanha até ao azul.

Os diferentes tons de castanho nos olhos traduzem-se em variações consideráveis na produção de melanina de cada indivíduo. Quanto às outras cores — verdes, cinzas — representarão diferentes doses de melanina.

No caso do azul é diferente. A variação de quantidade de melanina na iris das diferentes tonalidades de azul nos olhos claros é muito pequena. Daí tudo estar relacionado com um só antepassado, concluem os cientistas.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Que rica vida, a do professor!?

Então não sabem?

3 dias de férias! 3 dias, associados a um fim de semana, o que resulta quase numa semana de férias! Esta é que é uma classe de sorte. E ainda andam para aí a reclamar de tudo e de todos. Enfim, fala-se de barriga cheia!

Muitos pensam assim. Eu conheço alguns, vocês outros tantos. Falam de ignorância, de não conhecer realmente a situação... Deixem-nos falar!

Concordo com eles, em tudo. Estou de férias!!!!!
Depois de um mês em que raro foi o dia que não tive reunião; reuniões que têm início após um longo dia de trabalho e se prolongam até depois das 21h.

E como estou de férias nada melhor do que aproveitá-las para corrigir 4 turmas de testes, outras tantas de relatórios.

Para preparar a reunião intercalar de avaliação por causa dos planos de recuperação e outros planos afins e a pensar na avaliação das outras turmas.

E no entretanto ainda tenho de pensar na minha própria avaliação, na definição dos meus objectivos, na elaboração do meu portfólio e noutras coisas que ainda não sei bem porque neste momento tenho uma série de decretos-lei, leis e despachos para analisar, que entretanto foram jorrando do ministério que me tutela.

Sem esquecer, claro, que sou professora e tenho de preparar aulas (embora às vezes, no meio de tanta burocracia, muita gente de esqueça daquilo que realmente fazemos!).

Digam lá que não são umas ricas férias!!!

sábado, 26 de janeiro de 2008

E esta, hein?

Professores são profissão em que portugueses mais confiam
e a quem dariam mais poder.

No regresso a casa para mais um fim de semana, fui surpreendida por esta notícia na rádio.

Como? Não devo ter entendido? Deve ser cansaço... Então lá os portugueses poderiam confiar numa classe que é tão atacada, em especial pelos seus superiores?

Afinal é verdade. 42% dos portugueses confiam na classe docente e 32% dariam-lhes mais poder.

No extremo da sondagem, os políticos, com 7% dos portugueses a confiarem neles.

Pois, a gente não confia, mas são eles que têm o poder!

Podem consultar a notícia em